Teu vestido azul esvoaçante, não me sai da memória.
Vestido azul, a pulseira e o colar cumprido também azuis.
Assim como o seu beijo (aquele adiado por tantos anos), o seu abraço no reencontro, o seu olhar cor de mel, as suas mãos pequenas, os seus cabelos... nada me sai da memória!
Não sei mesmo se isso é o fim de tudo.
Eu gostaria de ter certeza de tanta coisa!...
Mas é só fechar os olhos e você aparece cercada de vários pontos de interrogação.
Sinto a sua falta, como senti ontem, e há dois dias, como senti desde que a gente se despediu naquele domingo. E eu meio que sabia, de uma maneira cifrada, de que era a última vez que nos veríamos.
Acho isso tudo muito injusto com a gente.
Esperamos tanto tempo, o destino fez a sua parte e nós falhamos.
Mas eu ainda acredito em nós dois juntos.
E eu até imagino como seria esse reencontro.
Você viria naquele vestido azul esvoaçante.
A pulseira e o colar cumprido, também azuis.
E eu, mais uma vez, não resistiria a você!
E o destino nos envolveria de novo.
Como há muito tempo atrás.
E a gente se agarraria a ele.




