Tenho uma tendência a não desmerecer produções culturais de qualquer gênero. O que é fruto de um caldo social específico, precisa ser compreendido em função dessa especificidade. A volta gigantesca que minha cabeça dá para aplicar essa noção ao funk carioca, ao "pagode romântico" (e que medo dessas palavras assim juntas), ao "sertanejo universitário" e afins é digna de um prêmio. Mas é assim que funciona. Essas, bem, essas coisas não aparecem espontaneamente -- têm um sentido, um nexo, uma razão; quem sabe, em alguns casos, até uma função bastante clara dentro da realidade em que se desenvolvem... É, portanto, pouco cuidadoso ignorar esses fato e meramente desqualificá-las. É óbvio que são produções mais simples; compará-las a grandes obras é até injusto. Mas até mesmo esse aspecto pode ser devidamente compreendido se por alguns segundos pararmos para analisar a coisa toda.
Agora, tenho uma convicção muito forte que quero compartilhar aqui. Acredito piamente que se todos tivessem direito a uma "cota Radiohead" e fossem devidamente apresentados à banda, este mundo seria muito melhor do que de fato é. Uma música por dia, não mais do que isso -- e ouso dizer que as coisas seriam diferentes.
É impossível ficar impassível diante deles. No vídeo abaixo, Thom Yorke e companhia fazem uma "apresentação verde" no programa de Conan O'Brian. "Verde" porque, ao invés de os caras voarem até Nova York (e sujarem mais um pouco as coisas todas), resolveram gravar a participação diretamente de Londres. A música, "House of Cards", está no último disco, In Rainbows, lançado este ano -- e disponibilizado através da internet, inclusive para download gratuito.
Aumente o som, esqueça da vida e aproveite o som da melhor banda do mundo.



que legal que curtiu, vizinho! acho que interesse como o nosso pelo lestão não é assim tão comum. mega queria ir pra lá mas por enquanto não passa de um desejo (e, como revela o post, também não passa de dois sonhos, hehe). você parece ter uma relação mais concreta com o assunto, verdade?
beijão.
não mais concreta do que os livros e as músicas que me chegam de lá, joana. é algo que não tento mais explicar. sou absolutamente apaixonado por aquele canto de mundo. visitar tudo aquilo seria um dos grandes sonhos.
um dia acontece. tomara que por aí também.
beijo.
=)
Aderi à campanha. Mais Radiohead - mundo melhor.
Meu caro, devo dizer que por causa desse post eu dei o braço a torcer e aquela história de amolecer o coração (no sentido única e exclusivamente musical, bem entendido) funcionou aqui. Um 8 ou 9/10 no In Rainbows. Fácil, fácil.
ora veja. muito me agrada saber que relativizaste as coisas, meu bom Bruno. haha... assim corre menos de perder cousas boas. =)