Você nunca vai me ver correndo pelado por aí, porque não é isso que eu faço. O que eu faço, na verdade, não é a mesma coisa. Ficar ali, tudo, é complicado demais, então desisto e não.
Agora, você pode me ver olhando um elefante. Olhar um elefante, almoçando, é algo que faço com algum cotidiano. Não sem um motivo. Pra te dizer o motivo, você precisa pedir. Sair contando segredos assim, sem querências, é coisa de gente que não sabe diferenciar uma boa música de um litro d'água. E não quero conversar com quem deixa de beber música.
Ficar sentado vendo o elefante ali, mascando suas folhas, evoca. E--voca. Sabe do que eu falo. Acontece algo no meio do caminho e o elefante é um planeta, de repente. Faz um chiado, como pavio, e explode em poeira -- nessa hora, é um planeta.
Mas não vou te dizer que corro pelado só pra ver sua cara de satisfação. Sua cara, satisfeita, é medonha. Um sorriso torto de qualquer coisa. Prefiro você sério e sisudo. Sise. Se.
Malaquias. Era o nome do primeiro pássaro que comi. Houve um segundo de dor e, depois, provar as pernas tenras de Malaquias me satisfez. Não com o sorriso de satisfação das pessoas de Cuiabá (cujo humor pouco varia nos dias em que os termômetros, feitos de banana, passam dos 40 pontos que não cicatrizam e).
Falho na tentativa. Fumando um cigarro. Porque.

HM.
não sei o que tu está fazendo, mas apóio.
e fico por aqui. mascando aves.
porque é o se pode fazer, se não conter os dentes.
Malaquias está piando nalgum ponto desses mundos.
pois mande minhas lembranças ao Malaquias.