a Cidade ela é o espaço das diferenças. e da expressão dessas diferenças. tanto quando o diferente está na quantidade de dinheiro (e aí são casas com 30 cômodos e barracos de compensado), como quando a diferença são formas de compreensão da sociedade completamente opostas.
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o que define a Cidade é o e. não é um espaço de ou. estamos ali, todos juntos e se alguém resolve expressar sua condição, sua (in)diferença, seus anseios, todos vemos. expressar-se, na Cidade, é necessário. o desconforto, quando causado, é benéfico.
isso jamais será vandalismo. a não ser que queiramos uma cidade asséptica, não-humana, esvaziada daquilo que lhe dá vida. uma Cidade sem pessoas, não é uma Cidade. e pessoas sentem; precisam expressar o que sentem. pintam pequenos postes com feições de deuses africanos. o por quê? que se invente o porquê.
é vida. é o pulso da Cidade. é arte porque é necessário.

porque foi tão de encontro com coisas que fico elucubrando, que precisei copiar e colar aqui (o maior comentário-do-mundo-amém):
"Carlos B. Vainer, em seu ensaio sobre tolerância e urbanismo, ajuda a pensar o que tem, o que sucede, o que funda a urbe. Vainer adentra no tema contando, rapidamente, sobre Roma (exemplo máximo de cidade na Antiguidade): Rômulo, no ato de fundar a cidade, teria aberto um fosso e, dentro deste, jogado um punhado de solo de sua terra natal e seus companheiros, um a um, seguiram-no no gesto, lançando punhados de terras de onde nasceram. Aquele espaço seria, então, o local do encontro e convivência dos diferentes; suas ancestralidades, misturadas dentro do fosso, simbolizando a construção de uma história e um espaço feitos de heterogeneidade – expressão do urbano. Vainer resgata as contribuições dos sociólogos urbanos Louis Wirth e Georg Simmel para discutir este encontro de diferentes que caracteriza a cidade. E a tolerância, dentro do urbano, antes de ser o reconhecimento da diferença do outro, seria o próprio des-conhecimento: é saber que há o diferente, aceitá-lo como condição urbana e, mesmo, compreender que o outro é necessário para o funcionamento da cidade – deste ponto originando várias consequências. (VAINER, 1998)"
:D
acertei, então. ;)
mas fico pensando que é também o espaço do ou, na medida que também separa.
a cidade é um imenso também.
bom rever o Vainer.
perfeito, gafanhoto (: