avís per a navegants

escrevi minhas primeiras frases em catalão.

Tinc molt desig d'aprendre a parlar el català. Escoltar música català crec que és un bon començament.

Una vegada més, gràcies per l'avís.

Una forta abraçada,

enviadas a um menino (catalão, por suposto) que me indicou meu vício atual, a banda catalã Manel. basta uma visita ao meu profile no Last.FM que qualquer um nota quanto a banda tem me acompanhado.

e mais do que isso. me põe em contato com essa língua que eu considero uma das mais belas que já ouvi. não sei até que ponto é verdadeira a afirmação de que o português, aos ouvidos estrangeiros, é sonoro, leve, "fluido", quase uma língua cantada, mas é por acreditar nesta assertiva que afirmo: eis aí uma língua para competir com a nossa em fluidez, leveza e beleza.

quem fala catalão, não termina as palavras. e, apesar de ser uma língua aparentada ao português, não se entende muita coisa do que dizem os falantes. a construção das frases, das palavras, o jeito de dizerem, como soa, por exemplo, "Els millons professors europeus" (o nome do disco do Manel), nunca vai ser o que achamos.

pretendo aprender a falar catalão. como pretendo aprender russo (mais do que apenas saber ler o alfabeto cirílico). me pergunte por quê.

  • quero não terminar palavras catalãs.
  • numa volta pela Unicamp, anos atrás, entrei no prédio onde aconteciam as aulas de línguas da universidade. cada sala dedicada a uma língua, havia hebraico, inglês, espanhol, alemão, grego, latim, japonês, francês e russo. na sala do russo, num quadro de avisos, estavam pregadas duas redações escritas naquele dia, com o cirílico cursivo (que eu nunca tinha visto). achei lindo. foi ali a decisão.

tenho um livro novo do Dostoiévski, "Братья Карамазовы" ("Os irmãos Karamázov"). é ele meu autor preferido - do pouco, muito pouco, que li. "Crime e castigo" é o maior livro que conheço (e não me refiro a tamanho). o drama psicológico, denso, cruel, poderoso influenciou tanto meu modo de pensar durante um tempo que nem sei. e agora, anos, muitos anos depois, finalmente compro "Os irmãos Karamázov", que, dizem, é a obra máxima do russo.

"livro novo" não significa que paguei extorsivos R$80 por uma nova edição. o livro é uma edição de 1980 do Círculo do Livro, com capa dura e em perfeito estado de conservação - ao que parece, nunca o leram.

ao mesmo tempo, comprei um presente para uma aluna que comemorou seus 15 anos neste sábado. "Budapeste", escrito por Chico Buarque. também um exemplar semi-novo. porque livro precisa ter história.

eis a dedicatória:

Isa,

Porque Budapeste é amarela, mesmo com um Danúbio (supostamente) azul lhe cruzando a alma e dividindo histórias entre Óbuda e Pest.

E porque a fantasia em prosa, transformada em poesia, faz da vida o que ela pode ser.

Não desista do húngaro. Não fuja ao respeito do Diabo. Aventure-se - e o amarelo, não-suposto, será sua chance de uma travessia possível.

Com carinho, Thiago e Bia.

com a intenção deliberada de que ela não entenda logo de cara.

1 Comments

Thiago,
Depois desta, do presente do livro, da dedicatória, das palavras e tudo o mais, eu queria ser sua aluna. Rs.
abs
madoka

diga lá:


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