Thiago Gonçalves: julho 2008 Archives

Thiago tem 32 dentes e uma mão que carrega muito pouca coisa - pequena e dedos gordos. Thiago na maior parte do tempo fala sozinho, não por arrogância imbecil ou vergonha, apenas por certa loucura que um dia veio e achou de ficar, compadecida da inexorável incompetência para assuntos de alta monta ou advertidamente corriqueiros - tipos exigentes de certa audiência e nauseante espetáculo. E, no entanto, dá aulas (há alguns anos), nesses casos, desejoso de quem o escute com alguma atenção e sincero interesse. Aulas confusas e bagunceiras, como um cachorro que adota comportamentos do dono. Pensando nisso, João dorme demais, enquanto ele, insone, aproveita o tempo ganho inventando mundos. Mas despretensiosamente - no sentido antigo e, de certo modo, bom dessa palavra, não como um sapato importado despretensioso ou um restaurante badalado despretensioso. Não traça planos, não tem metas, não desperdiça boas risadas. 'Travessa, no mais das vezes, relevando burocracias que ameaçam pôr freios a estar acordado quando devia estar dormindo e vice-versas. Gostaria que, falando sobre coisas apaixonantes, outros também se apaixonassem - esquecendo suas próprias criações. Não lembra, e convive bem com os sustos constantes e as alegrias que se repetem (como achar pela terceira vez em pouco tempo O estrangeiro, que, surpreendentemente ou não, fica guardado sempre no mesmo lugar). Não "corre atrás" - por experiência adquirida de que o que já passou certamente retorna (diferente). É um geógrafo, talvez o geógrafo mais preguiçoso que andou na face do planeta desde Estrabão, o ébrio; mas gosta de saber algumas coisas interessantes e fica feliz por ter aprendido outros olhares sobre o mundo. Acha que quando escreve em terceira pessoa, soa idiota - mas insiste na tentativa. Algo de estupidamente teimoso borbulha em seu fígado, além do álcool de algumas cervejas. Gosta de travessões no meio do texto - como se nota - e lê russo fluentemente, apesar de não perceber os sentidos das palavras; põe plural onde não tem, porque algumas palavras são tridimensionais; o olhar vagueia de vez em quando, para concentrar, até notar o que está acontecendo para, então, se concentrar na vaguidão dos olhos - e esquecer o que pretendia pensar antes. E, não, a barba nunca foi tingida.
________

fica ali ao lado, junto com outras não-explicações.

de além-mar, numa ligação que me custa entender, surgida de não sei onde, mas forte - mais forte - como se desde sempre, chega um presente. presente precioso - como os que vieram num envelope verde, e estão guardados numa caixa de madeira comprada especialmente pra isso: um bottom do Portishead, folders de museus em Praga, uma carta cheia de amizade, carinho e amenidades queridas (letra leve, suave).

dessa vez, Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe, o duo norueguês Kings of Convenience, cantando "Corcovado", num português surpreendentemente sem tropeços, gravado num show em Cascais, Portugal.

um nó na garganta e saudades do que vai ser.

Ao mesmo tempo em que olho pro lado e a porta fechada me faz sentir uma vontade estranha de sair no frio e ir fumar um cigarro a que me proíbo a perna tremendo e os lábios rachados pelo tempo seco acabam criando certa atmosfera de ir ficando. A cabeça dói - mas há dias como impossibilidades e o que antes era enxaqueca e olhos caídos se transforma em susto de poder. Hoje posso.

Dedos gelados.

Dias de descanso invariavelmente me obrigam a dormir só quando o sol desponta e pássaros cantam espantando a madrugada. Enquanto espero os barulhinhos da aurora, leio. E penso. Prevejo - sem querer, tempos de maior conturbâncias. As previsões se enganam e tudo o que espero fatalmente não acontece; de onde percebo, cabisbaixo, querendo fumar, que estar atento cansa e, de mais a mais, sendo desavisado e inconstante as cores que enfeitam o mundo de um jeito quase falso ficam ainda mais absurdas.

Clichêsco.

Noites de inverno atravessadas remetem ao fim do ano. Um fim de ano diferente - talvez o primeiro, verdadeiramente o primeiro. Não será solitário. Era destruidor ver risos e beijos quando espocavam os fogos, e a alguns dedos uma senhora de vestido preto, cor forte dos lábios, os olhos quase fechados, um hálito gelado: tentativa de boas-vindas. Era mentira. Não tinha ninguém - nem em tentativas desespero. Mas agora tremo e já vislumbro menos solidão no fim que será recomeço.

Preciso de um emprego na cidade grande - a maior -, que me sustente e seja feliz. É um pedido. Tremo.

Entre sorrisos e beijos desconcertantes a trilha segue torta. Me pergunto se algum dia foi certa. Dou de ombros e volutas de humo. A quem importa?

Já não me lembro quando foi a última vez em que passei um fim de semana trabalhando. Há anos optei por não mais deixar meus domingos (e sábados, como não?) passarem em vão, meramente semelhantes a qualquer "dia útil" - como se fossem tragicamente inúteis os dias dedicados a relaxar, fazendo qualquer outra coisa que não trabalhar.

Foi uma escolha. Alhures há até quem opte por continuar a toada semanal durante os dias pretensamente dedicados ao descanso. Nos últimos tempos, é preciso que se diga, para alguns, certo glamour foi adicionado ao fato de, inexoravelmente, estar obrigado a permanecer trabalhando horas ininterruptas para, enfim, dar conta da quantidade de idéias, telefonemas, e-mails, prazos, clientes, genialidades... É, como se diz, "chique" estar atarefado nas horas previstas para, inclusive, a procrastinação a que me dedico tão ferozmente.

Tudo isso faz muito sentido num determinado nicho da sociedade que encontra nesse tipo de comportamento respaldo e similitudes. Funciona mais ou menos como encontrar outro amigo que também era sempre o último a ser escolhido no futebol, aquele cara que também fazia fitas K7 piratas com as músicas mais incríveis dos vinis que o primo rico trouxe da ida aos Estados Unidos, alguém que também goste de pão francês com Toddy (ok, achei poucos assim até hoje). Significa reconhecer-se no outro através de comportamentos comuns, na maioria das vezes reduzir a amplitude do mundo a apenas esse desdobramento e, de um modo bastante eficiente, fazer outros (fora desse grupo) acreditarem que bom mesmo é comer pão com Toddy ou "ser produtivo" num domingo. Poucas coisas me desanimam tanto quanto "ser produtivo", especialmente num domingo.

É compreensível (e é desnecessário dizer que generalizar implica em ignorar exceções algo óbvias) que para alguns - mesmo entre aqueles que podem escolher - seja impossível ignorar o trabalho durante os finais de semana. Mas há um ponto que precisa ser levantado. Entre aqueles que trabalham aos sábados e domingos, há quem decididamente não optou por isso. Porque, para que haja a possibilidade da escolha, é preciso que existam condições pretéritas. É possível pensar em uma herança gigantesca, que te permita flanar mundo a fora, sem qualquer preocupação mais presa ao chão - mas quantos têm esse abono histórico? No mais das vezes, o que condiciona as possibilidades de escolha é o estudo. Não o estudo oferecido às massas, deficiente e cabresto nas horas mais cruciais; mas a chance de conhecer e, em função disso, almejar conhecer ainda mais, de tomar contato com os milênios de produção intelectual, seja em bancos de escola ou devorando livros e engolindo conversas por conta própria.

Quantos dentro da sociedade em que vivemos e que construímos cotidianamente podem dizer: conheço e almejo conhecer mais? Na medida em que a imensa maioria queda-se alijada do processo, servindo apenas como burro de carga que a tudo carrega nas costas sem reclamar, temos que a Vida, esta, maiúscula, acaba sendo dividida, segregada, desconstruída, descaracterizada - num movimento que cria vidas, agora minúsculas, valorizadas diferentemente. Enquanto a uns é dada a chance de escolher, a outros, ficam os restos. Numa mirabolante reviravolta mental, passamos, inclusive (e tragicamente), a naturalizar essa situação. E aqui mora todo o perigo.

É-me completamente plausível e nem um pouco assustador o fato de que, enquanto assisto a um show em praça pública, gratuito, de um artista qualquer, uma senhora - com seus mais de 60 anos -, ou uma criança, fique perambulando entre as fileiras de expectadores, numa noite gelada de inverno, recolhendo latas de alumínio que deixei pelo chão. Torna-se natural dentro da minha perspectiva, inclusive, esperar que aquela pessoa e seu saco apareçam, porque, penso eu, melhor recolhendo latas e fazendo algum dinheiro, do que me roubando. Acostumamo-nos a uma visão absurda e torpe do mundo: na qual a pretensão individualizante acaba extinguindo a própria dimensão do humano. Vivo na crença inabalável de que o que sou e/ou o que faço, basta.

Essa naturalização do comportamento individualizante, que destrói a visão "humanizadora" do mundo, cria situações em que simplesmente ignoramos (e essa expressão é a mais exata) a existência do outro. Passamos a desconsiderar que o outro, como eu, tem suas expectativas, seus sonhos, seus medos, suas angústias... Reduzimos tudo àquilo que a mim faz alguma diferença. E aí fica fácil justificar para si mesmo pessoas vivendo em favelas, um continente inteiro à míngua como a África, um celular no bolso mais caro do que três vezes o salário mínimo de três quartos da população brasileira - a noção bastante equivocada de que meu dinheiro, comprando um serviço, compra quem me oferece o serviço.

A primeira coisa que digo a todas as classes onde entro para dar aulas é: eu não sou empregado de vocês, nem dos pais de vocês, porque pagam mensalidade nessa escola; sou, no máximo, empregado da escola, a quem presto serviços como profissional liberal, portanto, em qualquer discussão futura, não me venham com esses argumentos. (Porque em algum momento eu tenho que parecer bravo - mas isso dura quinze minutos.)

Esquecer o Humano em detrimento de certas individualidades - e com isso cometer injustiças e incoerências - está na base do que o capitalismo, na forma da globalização, acaba por destruir em todos e em cada um, aos poucos. A racionalização das relações humanas, que naturaliza crueldades e torpezas, está desfazendo nossa chance de um mundo mais feliz.
Se a escolha entre defender um mundo comunista ou um mundo capitalista residisse apenas em considerar ou não a essência humana que há no outro, saber reconhecê-la e respeitá-la a todo custo, minha escolha já estaria feita há muito tempo - e sem dúvida penderia para o lado em que ter consciência de ser não significaria me isolar nessa certeza frágil e fria.

_________

Este texto foi escrito a partir de inquietações fomentadas por uma conversa via Twitter com o Doni há alguns dias. Expandindo horizontes daquilo que ficou bem restrito nos poucos caracteres da microblogagem.
O Bruno também gastou ali alguns minutos para aprofundar seu ponto e, obviamente, assim que o Doni escrever seu texto, ele será linkado aqui com todo prazer.

Convido aos que aqui chegarem que visitem o site da petição pelo veto ao Projeto de cibercrimes, brilhantemente escrita por Sergio Amadeu e André Lemos e assinem a dita -- na tentativa de barrar mais uma escrescência do Legislativo nacional, parida pelo senador por Minas Gerais, Eduardo Azeredo, que, entre outras bestialidades, "cria a figura do provedor delator, criminaliza o compartilhamento de arquivos e, absurdo dos absurdos, transforma em criminoso todo aquele que obtiver 'dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização do legítimo titular'" (sugado do Biscoito Fino e a Massa).

Para mais informações sobre o caso, com muito mais propriedade e profundidade, recomendo os posts escritos por amigos blogueiros Gabriela Zago, Catatau!, Pedro Dória, o pessoal do Nova Corja e o blog do Sergio Amadeu.

A votação em plenário acontece hoje, 09 de Julho, mas é sempre tempo de fazermos algo pela manutenção e garantia dos direitos constitucionais duramente (e democraticamente) conquistados.

Até o presente momento: 7275 assinaturas.

~.~.~

Como um adendo ao post anterior, que falava sobre a choradeira geral dos blogueiros de aluguel, rest my case com o "Código de conduta para blogueiros profissionais", do genial André Dahmer.

~.~.~

E, pra não dizer que não falei das flores: hoje se comemora o 76º aniversário do levante paulista em luta pelo fim da ditadura de Getúlio Vargas e pela instituição de um regime verdadeiramente constitucional no País.

A revolta conhecida como Revolução Constitucionalista de 1932 foi massacrada por forças oficiais federais, entre rendições e "retiradas surpresa" de aliados. Ainda hoje é possível encontrar resquícios das antigas batalhas nas encostas da Serra da Mantiqueira, onde as tropas paulistas enfrentaram a Força Pública de Segurança de Minas Gerais. Eu mesmo tenho um cartucho guardado, encontrado numa trincheira coberta por décadas de vegetação.

É um dia para relembrar os estudantes mortos nas proximidades da Praça da República, em São Paulo, durante protesto pacífico contra a Ditadura que se impunha desde o Rio de Janeiro: Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza, Antônio Camargo de Andrade e Orlando de Oliveira Alvarenga, cujas iniciais formam o acrônimo "MMDCA", o símbolo da resistência durante a Revolução.

Credibilidade de blogs. Credibilidade de blogs é exatamente o contrário daquilo que se poderia esperar dos usos possíveis dessa ferramenta. A busca por cativar potenciais consumidores através de um blog, a cooptação desse meio anárquico para este fim, é um beco sem saída. A roda-viva que enclausura todas as demais possibilidades a esta única é, tão-somente, a reprodução trágica e absolutamente indesejável do que existe e torna a vida de tanta gente o inferno que é.

Um blog com credibilidade (como um jornal ou uma oficina mecânica com credibilidade) é uma forma moderna e virtual do que dizia o velho Marx, quando afirmou que a história se repete como farsa.

Liberdade é um conceito fluido e confuso. Fazer uso dela, sem a devida reflexão, é algo muito perigoso. Em tempos de "guerras por liberdade" isso fica ainda mais óbvio. Acreditar que falar mal -- ou, pelo menos apontando falhas -- sobre determinadas mercadorias (aceitando determinadas regras) seja um uso satisfatório desse tipo de liberdade que os blogs nos emprestam, é, se não de uma idiotice tremenda, de uma estultice sem tamanho. É uma liberdade medida, concedida, limitada, não-conquistada, desrespeitada. A liberdade que tenho está à venda por ingressos para a pré-estréia do último lançamento de Hollywood, por um telefone celular, por um convite para um evento restrito, enfim, é condicionada por uma vontade que não é minha, é alugada ao fetiche que me seduzir mais eficientemente (quanto mais imperceptível, melhor).

A reflexão salutar sobre essas questões fica sempre para depois. Enquanto isso, a descontrução absolutamente proposital do sentido mais fantástico dos blogs (e da Internet como um todo, é claro) -- as novas formas para um uso possível e poderoso da liberdade de cada um e de todos --, vai acontecendo diante de olhos incrédulos. Alguns blogueiros são mais lidos do que jornais e revistas tradicionais, já têm papel importante no dia-a-dia de muitas pessoas -- mas essa voz vai se perdendo em meio a acomodações e visões irrefletidas do contexto geral.

E aqui não se pretende crucificar aqueles que tentam juntar algum dinheiro no fim do mês com anúncios ou promoções ou seja lá a moda do momento; apenas se lamenta as chances de mudança que vão ficando pelo caminho em detrimento, mais uma vez, de interesses meramente individuais.

Credibilidade de blogs? Por favor, não me levem a sério.

Não se contam muitas histórias fantásticas para crianças hoje em dia. Suponho que a realidade já há algum tempo tenha ultrapassado qualquer enredo criado em quartos escuros... As pessoas já não se impressionam com facilidade nem se incomodam verdadeiramente com situações graves. Às crianças, imagino, isso deve fazer uma falta tremenda. Vão desaprendendo a sonhar, os pequenos. O que é, certamente, uma pena.

Pensei nisso enquanto o guia falava sobre a chegada dos primeiros imigrantes europeus ao Rio Grande do Sul. Foram trinta e seis dias em navios, o desembarque em uma região inóspita, ainda por desbravar - trazidos por promessas que, como se viu, jamais foram integralmente cumpridas: nenhum colono recebeu as terras ou as ferramentas a que teriam direito, nenhum italiano ou alemão encontrou o paraíso que esperavam. E, no entanto, lá estão seus descendentes, plantando e colhendo, produzindo deliciosos vinhos, cantando e dançando como então. É uma história fantástica. Não hiperbolicamente falando, não é um elogio ou uma exaltação; é fantástica no sentido de que, hoje, fica realmente difícil encaixar nos cenários muitos, as dificuldades e agruras que supomos terem enfrentado. O fato de aquelas pessoas terem sobrevivido a isso e conseguido manter relativamente intactos certos aspectos culturais que os identificam mutuamente, é algo fora do comum, quase como se inventado - fantástico.

Se as crianças soubessem como tudo aquilo se deu, aposto que não teriam dificuldade em acreditar noutras fantasias.

A improvável beleza de vales escarpados recheados de nuvens que se enrolam entre as árvores me fez querer desistir de tudo e construir por conta própria uma casa como aquelas: teto baixo, toda em madeira, cercas?, uma chaminé - e me lembro de ter visto um ou dois cachorros nos lugares mais adequados. No caminho para Caxias do Sul, embalando um sono querido, vi uma queda d'água que em nada deve àquelas inventadas em clássicos ficcionais; com casinhas encarapitadas no alto da rocha, uma torrente d'água que caía com estrondo num vale escuro e florestado por pinheiros e outros tipos. Havia vapor e, posso garantir, cheiro de comida de nona saindo daquelas janelas.

"Portugueses nas baixadas, alemães nas encostas e italianos nas serranias", disse o guia, explicando a rede urbana gaúcha com um poder de síntese invejável. Flutuando entre eles, essa névoa estranha que encobre tudo e no segundo seguinte, vai embora, rápida e fria. É um frio diferente e confuso. Antes eu dizia que era um "frio mais molhado" e por isso, mais gelado. Agora não sei mais. Me confundi, me perdi nas minhas idéias sobre o que é frio e as alterações que o tornam mais ou menos gelado. No fim, me contentava com o vapor que saía aos montes, sem muito esforço, a qualquer hora do dia.

Estar em Gramado e "ser turista" talvez exija um pouco mais de paciência do que se imagina. Isso de "ser turista" não te deixa realmente conhecer o lugar visitado. Permanecer sobre a tutela de guias e roteiros cerceia a liberdade do conhecimento espontâneo e, de certa forma, mais desejável no encontro com o diferente. Ao invés de "turistar", viajar. Um viajante se dispõe aos atrasos, aos almoços simples, à pouca afetação. Um turista anseia por viver algo extraordinário - literalmente. Em função disso, exageram, excedem - na maior parte do tempo, comicamente - por encontrar respaldo das pessoas que estão ali para criar essa ilusão. No fim, são experiências.

Uma semana no Sul e ficam o sotaque, o cheiro do mate, a hospitalidade, a cerveja uruguaia na Rua Coberta, o aconchego, o carinho - e a certeza absoluta de uma memória absurdamente seletiva.

Conforme chegarem as fotos, escolho as melhores e coloco no flickr.

Este arquivo

últimos posts de Thiago Gonçalves em julho 2008.

Thiago Gonçalves: junho 2008 é o arquivo anterior.

Thiago Gonçalves: agosto 2008 é o próximo arquivo.

para posts novos: a página principal - ou os arquivos para outros posts.

v e r b e a t  b l o g s

comentários

  • B.Cardoso, em destilando: victoria. y punto....
  • tiagón, em habilitado: esse é um dos mais...
  • Pablo, em habilitado: Sim, conheço esse ...
  • Fabiola, em dealin' with the devil: Menino, quanto tem...
  • Paty, em dealin' with the devil: Uau! Ficou poético...
  • fernanda cristina, em dealin' with the devil: e teve a pachorra ...
  • B.Cardoso, em dealin' with the devil: Falou e disse, cam...
  • JR, em dealin' with the devil: bebum. ...
  • thiago, em espírito olímpico?: bacana, Michel... ...
  • Michel Simões, em espírito olímpico?: Completinho? O pos...
  • leituras

    www.flickr.com
    This is a Flickr badge showing public photos and videos from Thiago Gonçalves. Make your own badge here.

    twitter-ndo



    Decálogo dos Direitos dos Blogueiros

    Verbeat

    Locations of visitors to this page

    Creative Commons License
    esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

    Add to Technorati Favorites