Subjetivo

De tudo o que se pode esperar de uma vida feliz e contente, o que sei é aquilo que já vi. Estar entre amontoados de recordações merecedoras de saudades-sorrisos transforma o caminho e cria chances. É vida de chances e enganos, mas tem flores, tragos, ilhas e outros bons motivos para que a intenção de continuar sobreviva.

Já fui um pouco tudo o que sou. Por isso, não tento mais ignorar erros. Convivo com grandes arrependimentos e dores - mas não me orgulho mais deles. Se a permanência dessas coisas fosse recomendável, não tinham inventado travessias.

A presença do que me comove no dia-diá, com infinitos tons, é um fim, é um meio, é a condição única "tem que" - preciso ser emocionado, ser exagerado, acreditar em; ao menos.

O desespero de antes, não há mais. As provas de resistência -- a morte, o fogo: uma história, a minha, mas não há mais. Os olhos não são mais os mesmos; um dia, como que do nada, eram outros. E, te juro, viram um mundo mais bonito.

O nome, Thiago, é um sussurro.

Se me perguntam, hoje, sei a importância de não saber.