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o álbum.

gravado em 1959, em duas sessões distintas, entre março e abril, no estúdio da Columbia Records, em Nova York.

Julian "Cannonball" Adderley no sax alto, Paul Chambers no contra-baixo, James Cobb na bateria, Bill Evans e Wynton Kelly ao piano, John Coltrane no sax tenor e Miles Davis no trompete.

cinco faixas: "So What", "Freddie Freeloader" e "Blue in Green" no lado A; "All Blues" e "Flamenco Sketches" no lado B.


entre eu e meus comparsas há muitas diferenças. nos cruzamos em muitos pontos, mas num outro cenário é pouco provável que nos tornássemos grandes amigos.

"Kind of Blue" é nosso denominador comum.

isso resume e relativiza tudo o que sobra e importa pouco.

foi ontem, mas era dia da mentira - ninguém ia acreditar.

só reafirmo: é uma honra e um prazer sem tamanho estar por essas bandas (e noutras).

sorte ao condomínio. obrigado aos comparsas tiagón e gejfin. êra.

cinco anos de verbeat e uma sensação muito, muito foda de que é tudo nosso.

fui convencido a não mais agradecer, apenas pagar com cervejas. há ainda muitas cervejas.

não se pretendem proibições. a ideia é agregar e compartilhar. não há lados nessa história.

mas estar aqui é um orgulho. é um conforto. é estar onde sempre se quis e fazer parte de algo bonito, algo cuidado, algo que é fruto de sonhos e convicções do tiago e do gejfin - mas de cada um, também.

é meter a cara, peito aberto, nas experimentações possíveis. ser livre, entre livres. encontrar as tais ressonâncias. falar línguas diferentes e ainda assim, ser ouvido e entendido.

verbeat é sentar na mesa do bar e, entre tantas risadas, destruir o mundo, deslocar o tempo, aprender e ensinar - fazer valer a pena.

é a minha casa, num cantinho de internet. é a expressão mais clara do quanto há de revolucionário e utópico em tudo isso.

mas é, principalmente, todas essas pessoas que, de uma forma ou de outra, acabei conhecendo através dela. isso, apenas isso, é mais valioso do que qualquer outra coisa.

um brinde a todos. todos os vizinhos, aos idealizadores - meus amigos.

parabéns, verbeat.

Com um atraso que só se justifica se considerado os píncaros a que chegamos nas muitas e felizes horas que passamos sentados no agradável bar "O Charme da Paulista" - ali em frente ao MASP, com a brisa refrescante do Parque Trianon para aliviar os calores provocados pelo maior Encontro Verbeat da História deste Universo e Adjacências (ainda que vozes se contraponham ao FATO).

Às fotos.


Rênmero, empunhando seu acento circunflexo.


Num momento aguardado ansiosamente pela mesa: Josh Rouse (a.k.a. Biajoni, um pai de família e sua sandália) chamega delícia o rapaz do circunflexo.


Abraçada a uma sandália deliciosa, Lucia Malla, a blogueira que desfaz fronteiras, aquela que pisa em duas canoas, que fica rica no Interney Blogs e posa pra fotos na Verbeat.


Contrariando as expectativas de uma multidão de fãs e um punhado de detratores, eis que fica provada a existência inconteste do robô postador da Verbeat, Bruno "Nicotine Bop" Cardoso.


Lutando contra a devassidão e uma sede sem tamanho ou precedência: a Garrafa. Foram, ao todo, contando as duas saideiras, vinte e sete. Ao fundo, nota-se, duas pessoas sorriem bobamente, acalentadas pelas piadas infames e pouco familiares do homem das sandálias. Uma delas dispensa apresentações e à esquerda, mas não tanto quanto eu, Beatriz, a cinéfila esquizofrênica, que também atende pela alcunha de "Fábio".


Ao fim da esbórnia, com o pouco de autoridade e os ouvidos que (apenas) os pombos lhe emprestavam, Biagioni, o pintor de chapas, encarna Il Capo e nos previne de que se não víssemos mais posts em seu blog, a culpada seria sua esposa que o esperava há dias num matagal na aprazível cidade de Nova Odessa.


Eis a prova documental do Maior Encontro Verbeat da História do Universo e Adjacências. Inconteste. Recorde que pretendemos quebrar o quanto antes.

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Update: Fica aqui o registro da presença encantadora, um tanto atrasada e mineira de nosso querido divinopolitano, Pablo Pamplona, cujo nome, dito três vezes, sem enrolar a língua, habilita uma fase do jogo cheia de ruivas devassas e cigarrilhas.

Talvez seja uma boa hora para alegrias e festividades. Ainda que a relembrância venha dias e dias após o ocorrido, a sensação de pertencimento e bem-estar ainda não se esvaneceram por completo. Em função do muito que já foi dito por quem lá esteve comigo, fica aqui, tão-somente, o agradecimento sincero e a alegria por ter podido dividir aqueles momentos com companhias tão agradáveis - inclusive através da fluidez possibilitada pelos avanços das tecnologia da comunicação.

Dividir a mesa do bar (em plena Paulista, em frente ao MASP - um lugar querido) com Bia, Bruno, Pablo, Biajoni, Lucia Malla e o belenense circunflexo, Rênmero foi, sem dúvida alguma, a definição paradigmática do que vem a ser a querida e mui praticada botecagem. Nada mais precisa ser dito.

Meu comparsa e el_rey nas bandas verbeatiniks, Tiago, que participou do encontro (o maior encontro verbeat da história, segundo alguns) via telefone, além de contribuir sobremaneira para a vitória épica daquela tarde (confirmando o sotaque esperado), trouxe à luz da ribalta, hoje, um escrutínio das benfazejas novidades por dentro deste condomínio que, no mais das vezes, contribui para a certificação da potencialidade dos meios para a construção de um ideal (e por que não?) de mundo e relações. É certo que vale a pena dar uma olhada, assinar feeds e atualizar listas.

Faz um bem danado isso tudo aqui. Agradecimento e vênias foram convertidas em promessas de cerveja. É um carinho fraterno o que flutua aqui em volta enquanto penso em como escrever sobre todas essas notícias.

Aos recém-chegados, sintam-se muito bem-vindos; aos já vizinhos, ergam os copos em um movimento assincrônico e (expressamente) anárquico; aos que chegam e/ou chegarão, façam-se como se em suas próprias casas.

é de notar, sem esforço, que houve mudanças. some kind of.

há meses já não é mais o mesmo e precisava fazer disso um marco. marca-se com o que surgiu dentro da estima e do cuidado de ambos, criando e (vez ou outra) reclamando -- porque quando sem, parece que pouco importa.

não ser mais o mesmo, com tudo aquilo que só era arrastado logo atrás, sem outra função que não a lentidão de seguir adiante, é de um conforto e de um acalanto sem tamanho e muitas vezes festejado nos momentos de estar sozinho e rir bobamente.

o que mudou acaba reforçando a essência. é possível continuar sendo, porque faz sentido, já que encontrou eco em outra.

...

mas é claro que estou falando das mudanças no desenho do blog. o que pensou? (dêem uma olhada, feeders)

a imagem utilizada saiu de um desenho da cidade de Rīga, capital da Letônia, feita por Johann Christoph Brotze, cuja inscrição pomposa, Prospect der Stadt Riga ums Jahr 1650, diz: "Vista da cidade de Riga no ano de 1650".

é pela paixão às cidades. é pela paixão aos povos. é porque sou eu.

A intenção, escorrendo pelo ralo, era um primeiro post que destilasse duas coisas: 1) sincero apreço pelo convite (público e desavergonhado) feito por el_rey em meio a um post sobre cervejas, irlandeses e rosângelas; 2) algum orgulho (que tentarei explicar) por estar ora instalado na Verbeat, que surge em função de algo que, se me permitem, reproduzirei aqui, copiando do que dizem os fundadores.

Queremos agregar pessoas em não-grupos, onde se cria e se faz valorizando o indivíduo, seu talento, experiência e ambiente, misturando aos outros, mas que não sejam assimilados e nem assimiladores. A diferença fundamenta o desenvolvimento, a evolução, a transformação.

E por que o "orgulho"?

Especialmente porque me alegra existirem iniciativas como a Verbeat. E antes que me acusem de "novato deslumbrado", de "bixo" e queiram me aplicar trotes que me abaixem a crista, vale dizer que não afirmo isso apenas por agora estar aqui. Há anos acompanho os projetos que Tiagón e Gejfin mantêm - participando de todos: como leitor, como comentarista, como propagador das idéias, como admirador, como entusiasta, enfim. Portanto, não é mero oportunismo minha emoção verdadeira.
A blogosfera brasileira, como bom pote adolescente de hormônios que é, passa ultimamente por crises existenciais profundas. Tão profundas que se nos sentamos em suas beiradas, é provável que não alcancemos o asfalto.

Não raro, caminhando alhures, assistimos a chuvas de regras. Nada me irrita mais do que regras, é bom que se diga. E -- indo além do meu belo umbigo - nada em absoluto foge mais da idéia essencial de blogosfera do que essa tentativa capenga de sugerir (pouco sutilmente) o modo de agir de uns quantos a todos os que formamos esta fuzarca. Blog é liberdade: inclusive para sermos como uns quantos e inclusive para não sermos.

No momento em que perdemos isto de vista, o fim - com o pacote completo: seus quatro cavaleiros, quedas de servidores, atualizações mal-sucedidas de plataformas, confusão de códigos - estará, inexoravelmente, batendo à nossa porta. (Provavelmente com menos educação.)

Os blogs são possibilidades incríveis de subversão da ordem posta. São ferramentas impressionantes na difusão de informações - e, preferencialmente, de conhecimento. Têm a chance de motivar mudanças estruturais em todo o aparato de produção dessas informações. E de fato têm feito isso; não são poucos os exemplos nesse sentido.

Se o que é anárquico, não-hierárquico, fluido, descentralizado, acessível, em suma, livre, ganhar correntes, deixa de ser o que é, e se transforma no que já existe - e não nos ajuda. O que põe as crises existenciais numa perspectiva tão profunda quanto um pires. Aqui, na blogosfera, tudo é possível. Não acabar com essa idéia, reproduzi-la, difundi-la, evoluir com ela, encontrar semelhanças, respeitar diferenças de usos/interpretações, quero crer, é a proposta da Verbeat. E por isso, é uma honra sem tamanho estar aqui.

Com mais tempo, certamente, voltarei ao tema "blogs". Dissecando essa ferramenta e, como geógrafo, tratando de inseri-la numa realidade "macro", que vai além dos teclados de cada um.

Agradeço o convite, a oportunidade, o espaço. É um prazer. Sejam bem-vindos.

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thiago gonçalves

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