Ontem o #forasarney entrou no trending topics e causou muita confusão, mas nem ligo pras motivações apolíticas do "movimento" ou da mijada que o Ashton Kutcher deu nos ativistas do país. Fiquei curioso com os números.

Com a ajuda do blablabra.net resolvi dar uma olhada nos números e saber realmente quantos tweets são necessários pra se entrar nos trending topics do twitter. Nada muito sério, apenas curiosidade.

As primeiras ocorrências da hashtag datam do período 20:50 ~ 21:50 de ontem à noite: cerca de 50 tweets começam a avalanche. Entre 22:30 ~ 22:40 o negócio pega: 1.552 tweets nesse espaço de dez minutos. Daí a movimentação continua até às 02:50 da madrugada, quando começa a minguar.

Então, pra se entrar nos trending topics nesse horário [e num espaço de tempo de cinco horas] foram precisos um total de 11.936 tweets. Não me lembro exatamente, mas em algum momento desse espaço de tempo a hashtag chegou até a terceira posição.

Esses 11.936 tweets representam 4,9% do total de tweets brasileiros [leia-se em português e postados de dentro do brasil] indexados pelo blablabra ontem.

Agora que olhei os números, achei a quantidade necessária pra se emplacar nos trending topics bem inferior do que eu imaginava anteriormente. Mesmo considerando o horário da movimentação e outros fatores.

Lembrando que sou péssimo com contas e qualquer erro de cálculo é culpa minha. Não tem lição de social media ou análise guru-style aqui não, apenas uma espiada.

De nada.

The Roots tocando a faixa nova How I Got Over ontem no Late Night, aquele programa do The Roots com o Jimmy Fallon como comic relief. Maior programa da tv atualmente. Semanas atrás já tinha rolado aquela versão absurda de So What'cha Want com e agora isso.

Totalmente incrível e balançante. fellas? can i get some HELP? -- James Brown sorri. Detalhe pras paradinhas CLASSE e pro mojo infindável.

fun

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The smart thing to say, I think, is that the way out of this bind is to work your way somehow back to your original motivation -- fun. And, if you can find your way back to fun, you will find that the hideously unfortunate double-bind of the late vain period turns out really to have been good luck for you. Because the fun you work back to has been transfigured by the extreme unpleasantness of vanity and fear, an unpleasantness you're now so anxious to avoid that the fun you rediscover is a way fuller and more large-hearted kind of fun. It has something to do with Work as Play. Or with the discovery that disciplined fun is more than impulsive or hedonistic fun. Or with figuring out that not all paradoxes have to be paralyzing.

Under fun's new administration, writing fiction becomes a way to go deep inside yourself and illuminate precisely the stuff you don't want to see or let anyone else see, and this stuff usually turns out (paradoxically) to be precisely the stuff all writers and readers everywhere share and respond to, feel. Fiction becomes a weird way to countenance yourself and to tell the truth instead of being a way to escape yourself or present yourself in a way you figure you will be maximally likable. This process is complicated and confusing and scary, and also hard work, but it turns out to be the best fun there is.

The fact that you can now sustain the fun of writing only by confronting the very same unfun parts of yourself you'd first used writing to avoid or disguise is another paradox, but this one isn't any kind of bind at all. What it is is a gift, a kind of miracle, and compared to it the rewards of strangers' affection is as dust, lint.

David Foster Wallace

esse último final de semana foi interessante.

no sábado acordei muito mais cedo do que o normal num dia desses porque 1) a faxineira tocou o interfone e 2) eu teria que me dirigir até o Novotel da martins fontes pra participar do CMS Brasil 09 -- e como a primeira palestra do evento era de Matt Mullenweg [a.k.a pai do Wordpress] peguei o metrô todo serelepe que ia ver o homem falar. já havia escutado algumas palestras dele em áudio e estava ansioso pra ver como é o homem ao vivo. os rockstars de hoje em dia são caras como esse -- ao menos pra mim.

fim da palestra do matt
[slide da palestra do Matt // foto de mateuscneves -- peguei sem permissão]

e não deu outra: apesar de corrida a palestra do homem foi muito interessante. contando a sua história de garoto de Austin que foi pra San Francisco e começou a codar as primeiras versões do Wordpress na busca pelo código simples, malevável e funcional Matt demonstrou uma enorme paixão pelo que faz e que mesmo após anos como a 'cara' do Wordpress na mídia ainda mantém um indefectível tom de voz empolgando ao comentar uma nova feature ou a razão de escolher um caminho de desenvolvimento ou outro.

valeu muito acordar cedo num sábado pra ver o homem falar.

o evento ainda teve outras palestras, mas fiquei em modo away desde a do Matt e não prestei muito atenção [apesar de Addison Berry ser uma palestrante divertida e empolgante ao falar sobre Drupal -- e do começo tecnicamente atrapalhado da palestra do Interney]

gostaria de ter participado de alguma oficina do evento. mas tive que escolher as palestras. e como também não trabalho mais diretamente com código outras coisas se fazem necessárias -- apesar de me doer o fato de que a última versão que modifiquei do wordpress ter sido a 2.5.

corta pra domingo. Wordcamp Brasil.

falando no wordcamp
[pagando de especialista no wordcamp com Fernando e Ariel // foto de mato fino -- peguei sem permissão]

não precisei acordar muito cedo dessa vez. por volta do meio dia cheguei na Funarte e me credenciei como palestrante no evento. sim, eu subi no palco dessa vez. junto com Fernando Souza e Ariel Gajardo falei como mídias sociais ajudam a criar a sua identidade profissional [apesar de parecer meio auto-ajuda a discussão foi bem agradável].

foi a primeira vez que subi num palco em São Paulo.

e foi bem divertido, nada muito didático e com vários momentos legais, como o Ariel defendendo a quebra de formatos de publicação web e eu e o Fernando provando que um hobby pode virar uma profissão com uma ajuda das mídias sociais. não que eu seja um grande case de sucesso segundo padrões tradicionais -- mas foi interessante contar algumas histórias e responder perguntas [pra quem não sabe, eu trabalho na Polvora! Comunicação há cerca de sete meses e me mudei de Belém pra São Paulo por conta desse emprego].

conversar com pessoas fora do meio das agências digitais e publicidade em si também é sempre legal, outras visões e referências diferentes. devo parecer muito estranho citando blogs, redes sociais e referências de mídia pouco comum para pessoas fora do meio. quiçá cômico.

esses foram os dois eventos que me tiraram de casa num sagrado final de semana e que acabaram por se tornar bacanas por conta de pessoas interessantes falando sobre o que lhes é importante.

this is my life now.

guria, esse disco é incrível: me fez acreditar [ter fé] no amor, em mim mesmo, na vida, no universo, nas coisas belas, nas melodias que curam as maiores doenças e costuram qualquer coração rasgado -- assim como abrem o abismo negro necessário nas trincheiras do dia a dia para se contemplar a melancolia benevolente.

um grande disco que captou um momento ímpar na vida de Billy Corgan, um momento tão incrivelmente belo que não resisto e sempre que escuto me derramo em lágrimas e sorrisos. avassalador, pra dizer o mínimo.

[não tem o disco? relaxa. pega aqui]

agora escuta comigo.

i give my heart / take these chains / and hold them as ours -- lyric

te entrego tudo, guria, fazes o que quiseres porque eu preciso te entregar tudo. tanto o meu coração quanto as correntes pesadas e cheias de nós que vão junto com ele. não precisas entender todas essas correntes. nem precisas aceitá-las. apenas note que te entrego.

whatever i can do, i will / 'cause i'm good like that / for seven years, seven days, and seven hours / i took my chances, yeah / whatever i can do, i will / 'cause i want

never lose that feeling -- settle down

passei muito tempo sem fazer o que quero. larguei disso, hoje faço exatamente o que sinto. fico constantemente me lembrando de não perder esse sentimento.

maybe we were born to kiss another / maybe we were born to run forever / or maybe we were born to come together, or whatever / kiss me alone -- declarations of faith

um devaneio -- uma canção inteira de devaneios e de querer acreditar que nascer pra beijar um ao outro é um grande propósito. ou único propósito possível.

I believe you mean the best that life can bring / I believe in it all / honestly, you can try your heart is just as long as mine / is it ours to let go -- honestly

nem tem o que dizer, essa estrofe a mata a pau qualquer coisa que eu vá escrever -- só fechar os olhos e junto com a bateria incansável de chamberlain apreciar os backing vocals de paz lechantin e as três guitarras hipnotizantes.

and all i wanted / was just to hold you close / a little sunshine / just to butter my toast / and your love next to mine -- el sol

essa me destrói. não só porque sou um SUCKER quando se trata de um pouco de sol aquecendo só um pedaço do meu braço num dia calmo. também porque cantar as menores coisas que me fazem te amar é das coisas que todo compositor devia fazer da forma como acontece nessa canção.

if only i die / just once in my life -- of a broken heart

a tragédia é que tanto o Corgan quanto eu e você sabemos que morrer apenas uma vez na vida não é possível -- muito menos de um coração partido. eu morro todo dia. todo o ano. eu preciso morrer.

i want you to be my message / i want you to be my friend / i want you to be that answer / an answer i must defend / i want us to solve our distrust of everyone / and trust in god / i want us to solve our distrust of who we are -- ride a black swan

essa canção tem a mesma sensação que dá quando você fecha os olhos e se joga do cima da rampa na bicicleta, quando o juiz autoriza o começo de uma luta, quando o motor responde com fúria a uma troca de marcha numa reta imensa. é mostrar os dentes e ir com tudo. é acreditar em tudo que te levou até aquele momento, é ir, apenas. amar uma guria.

how can you say / that i don't need you / just be sure / no more, no less / let love confess to you / what you must do -- heartsong

haverá um momento de ir. que seja como uma canção dessas.

now you can disagree / with how i choose to live / but freedom isn't free / unless you learn how to give -- endless summer

um verão infinito é mais do que preciso. essa canção deixa um sorriso imenso em mim. cada yeah de fundo é como um afago na nuca. entendo muito.

i dream about you every night / and when i do you're holding me tight / i'd love somebody like you in my life / in my life -- baby let's rock!

baby, venha comigo que não tem erro. comigo há distorção, há paixão e mordidas na orelha no meio da noite. e ainda há muitas guitarras pesadas quebrando os silêncios.

'cause you are my faults / as you are my own / and you built my will / but what i want you can't fucking kill -- yeah!

num simples yeah está contido tudo que pode dar de errado entre a gente. num simples yeah.

'cause anyone who desires / is not my kind / i have no use for you -- desire

porque desejos se perdem com o tempo junto com a verdade que defendo -- e eu sou um cara que não para jamais. entenda isso.

i'm destitute, despised, forsaken / all to leave and follow thee / and follow thee -- jesus, i / mary star of the sea

da fé que ainda não conheço, que não experimentei. mas que corgan entende. e um dia espero entender.

stay the night / stay all your life / just come with me -- come with me

e depois de te dizer tudo isso: vem comigo, guria. te amarei. podes ficar quanto tempo quiseres.

there's no place that i could be without you.

So then, this is water. This right here: your environment. So decide. Live deliberately. Believe in something bigger than yourself. Love, then do what you think's best. Don't just go merrily along. Lose the black misanthropic spiritual outlook. Maybe the cloak of irony too. The sky is blue: it isn't a flat square coldly Euclidian grid. Forget the hot narrow imperatives of the self. Be an anti-rebel. You have considerably more firepower now, you know. Think about what black miracle you're giving yourself to. Maybe serve someone who doesn't deserve service. Life is like tennis: those who serve best usually win. Ask why write instead of what to write. Don't write for yourself. Writing is a gift. So give already. Write for the achingly lonely pleasure of the other. Quit scanning for any garde of which to be avant. Only bullshit artists move in packs. Talent's just a pen that works, anyway. Don't abandon the field. Abide. You are loved. End of story. Are you immensely pleased? I am (in here). -- Tim Jacobs

You are loved.
Repeat after me.
You are loved.


[a quem estranhar a enorme recorrência dos anglicismos cabulosos: perdi o saco pra tradução - há anos, quando ainda traduzia HQs - e hoje em dia acredito veemente que traduzir certas coisas é como riscar uma pintura. e sou um péssimo pintor.]

[...] we are stupid in exactly the same way that Tom from Tom & Jerry is "stupid" (he's the cat, you idiot). we know what we want but have no idea how to get it. silly traps? fun and games? wine and dine another intermittent character to make her jealous enough to come over there and ruin your date? that's exactly what its fucking like and you know it. unless you're some kind of creepy super being that just gets pussy on the fly because pussy to him is like jazz and he's the miles davis of vagina, just grabbing notes out of the air because he "just can". FUCK that guy. thats not you. -- boner party

I remember once, years ago, I was walking out a door -- I'd been having a conversation and I was walking out the door, and this guy said to me, "Chris," and I stopped and I turned, and he said, "Be careful." And I never forgot that. And it comes back to me often: Be careful. That was good advice. -- Christopher Walken

+ coisas que ando fazendo:

  1. participando de podcasts
  2. escrevendo sobre música
  3. ???
  4. hustlin'
  5. being careful.

O grande Milton Ribeiro é processado por escritora extra-sensível por conta de um post. Ela não pede no processo retratação ou resposta, apenas dinheiro. Logo, recebe uma resposta incrível do Milton:

Vários amigos que conhecem pessoalmente a chiliquenta escriba já haviam me confidenciado tratar-se de um peculiar composto de burrice e presunção. Já que vamos inevitavelmente nos deparar qualquer dia desses, acho até adequada a circunstância tensa, onde não far-se-ão necessárias apresentações e sorrisos hipócritas. Creio que a coisa toda será muito sincera.

A China continua bloqueando serviços online a torto e direito e acaba atirando no próprio pé:

Totalmente desgovernado, o desgoverno chinês conseguiu despertar ainda mais a fúria dos internautas do país e fez da medida o assunto principal em praticamente todos os blogs sobre tecnologia e internet ao redor do mundo. Conseguiu, portanto, justamente o oposto do que queria: fez com que não só os internautas chineses, mas o mundo inteiro, relembrassem o acontecimento de 1989.

E nunca esqueça:

If they come for your freedom you must not only resist, you must strike back with a vengeance that will stun them. On this front, if your anger and outrage are not at the forefront then you're already dead. Dead to me, anyway. Fuck these cowards, these traitors, these enemies of Democracy.

Minha definição de nerd: recluso, pouco sociável, possível gênio de exatas e colecionador compulsivo de tralhas pop. Nunca fui um cara assim, eu era normal demais, mas conheci alguns. As barreiras sociais convencionais eram intransponíveis pra eles. Eu, por outro lado, conseguia conversar com eles sobre Monty Python e depois sobre hardcore californiano circa 82' com aqueles outros esquisitos do fundo da sala. Eu era adaptável à situação. Nerd não é assim.

Por isso me espanta ver caras se orgulhando de ser nerd hoje, que supostamente é o "dia do orgulho nerd". E mais estranho ainda são pessoas normais como eu se chamando de nerd. Não são, not in my book. Se você consegue articular uma vida online via blogs, twitter e etc, você passa longe do nerd como eu conheço, mesmo que bata no peito e insista em se chamar assim.

Acho que se rotular como tal é mais uma questão de engenharia social do que outra coisa. Você se chama de nerd porque assim parece mais inteligente, ou algo assim. Porque assim encontra um rótulo que o diferencie da multidão. É cômodo.

Vendo essas pessoas me lembro de Chris Rock:

Everybody's so busy wanting to be down with the gang. "I'm conservative", "I'm liberal", "I'm conservative". Bullshit! Be a fucking person! Lis-ten! Let it swirl around your head. Then form your opinion. No normal, decent person is one thing, okay? I've got some shit I'm conservative about, I've got some shit I'm liberal about. Crime, I'm conservative. Prostitution, I'm liberal!

Antes de abraçar uma [uma!] palavra pra definir a si mesmo, custa nada pensar um pouco. Não desista assim tão fácil. Por mais atraente que seja aquele teste do "descubra a qual tribo você pertence". Você é um maldito ser humano, dominante e destruidor do planeta.

Seja mais do que apenas um nerd. Não desista.

[+ http://www.youtube.com/watch?v=Zdz88MBWomo]

estas são as specs -- beretz version:

Name: Renmero Zylbersztajn
Class: Hustle Rabbi
Skills: Archery (2) Bravery (4) Loyalty (2) Pimpery (5) Preachery (8)
Specials: Ace of Jiving, Stoner Mishmash, Jungle Love Bolt
Exp: 564324
Level: 23

modo de usar:

bang


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