Coceira viva

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Boneco de carne curtida
Um enigma intracraniano
Cardíaco
Acostumado no mundo
Incômodo
No erro dos atalhos
Tão mirabolantes
E cheios
De tédio
Sátira funérea pulsante
Cautela atabalhoada
Estripulia calculada
Osso tremente e sério
Umidade vermelha
Na correnteza arterial
E solidão de berros intraduzíveis
Na ânsia de colidir epidermes
Em fricção vagarosa
Pra ligeira delícia,
E a dor de cortes abertos
E a coceira viva no miolo da cicatriz.

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  • por Tiago Thomé

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