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o sequestro de pepezinha

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Em São Paulo, as notí­cias de mais uma rebelião na Febem prevaleciam nas manchetes dos jornais. Decerto a pior dos últimos tempos, oferecendo ao público imagens dantescas como a de um espantalho humano em chamas no terraço de um dos pavilhões do recinto. O batalhão de choque da Polí­cia Militar tentava reverter, em vão, a caótica situação, da qual ela própria fazia parte, enquanto o restante da cidade de concreto se afogava em um mar de violência ainda pior. Era, de fato, uma guerra civil, onde o inimigo em potencial eram a fome, o abandono, o desespero, a ansiedade... ânsia de sobreviver.

(texto escrito pra segunda edição do macacada fashion, fanzine que editei com orlando arouck em novenove/zerozero. novembro de noventa e nove. pode chegar no google. bate quase tudo. sem revisão atual, é claro. o sete também é meu, mas deixa quieto)

memento de reflexão

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"Deixei de fazer força para lembrar-me do que quer que seja e continuo vivendo como sempre, sem me lembrar de nada, mas pelo menos sem me aborrecer mais com isso". Antes pensássemos todos como Fernando Sabino o demonstrou fazer em crônica sua, cujo título, infelizmente, não me recordo no momento. No entanto, não raro, costumamos admitir a memória como o sustento de nossas identidades, ora administrada por uns com extrema vaidade, ora com excessivo despautério também por outros. Ai de nós, não fosse a memória a salvar-nos do caótico dia após dia. Mas até que ponto podemos confiar em nossas recordações, não dando margem à imaginação em prejuízo da fidelidade aos fatos? Tal é a questão apresentada por "Amnésia", filme do inglês Christopher Nolan, tendo Guy Pierce como protagonista, no papel de Leonard Shelby.

minha ÚNICA resenha de filme, escrita em 2000, quando tinha 18 ou 19 anos (explicado?). não lembro se foi publicada no macacada fashion, fanzine que editava com orlando arouck, ou se no portal belém do pará. no ano seguinte, comecei a escrever no finado capitu.com - recordar é sobreviver.