Eu realmente queria ser daquelas pessoas que têm blogs de coisas lindas, fofas e inspiradoras. Aquelas fotos que parece que foram reveladas em color processing, carregadas no magenta; decoração campestre, trabalhos manuais, cupcakes, passarinhos e balões de gás coloridos.

Mas aíííí...


Michael!!

Aí eu vejo esse tipo de coisa e não resisto, preciso compartilhar com vocês.


(a foto saiu daqui)

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E aí? Acabei de ver o trailer de 'The Walking dead'. Tou lendo 'Orgulho, preconceito e zumbis', vi 'Dead set' recentemente, amei o remake de 'Dawn of the dead' e sua paródia 'Shaun of the dead'. 'Zumbilândia' também é um filmaço. Outro dia amiga minha disse que a Escola de Comunicação da UFRJ deu um curso de zumbilogia, meu pai disse que três ou quatro alunos dele de argumento e roteiro apresentaram, no mesmo período, roteiros de filmes de zumbi.

Programa de fitness baseado em treinamento para a invasão zumbi, a arte do zen-zumbi... sinceramente? Ando morrendo de medo disso virar realidade.

Zombie Walk RJ 2007

Obviamente, não com zumbis. Mas como uma metáfora pra outro tipo de pandemia, talvez? Uso de crack se alastrando em grandes cidades, doenças infecto-contagiosas... por que eles estão tão fortes e tão presentes no imaginário coletivo atual, afinal? Não se fala em outra coisa a não ser de mortos-vivos flanando pelas ruas das cidades atrás dos poucos cérebros que ainda restam. Será? Será?

* * *
Luiz, do Porradobol, avisa que é a Zombie Week lá no blog dele também: zombie-pin-ups, videogames e uma trilha sonora duca. Tou dizendo, tá no imaginário coletivo. Fica aí conjurando, vai que eles realmente aparecem.

* * *
Não pode ser à toa... eles estão chegando. Só pode. Vai tudo se transformar numa zumbilândia só e eu vou, eu vou, eu virar zumbi, zumbi!!!!


já pensei em ir ao Baixo
mas sei que lá você não acho

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Eu sei que você já deve ter visto isso ontem ou hoje. Eu sei. Mas é que este vídeo me deixou a pensar sobre o boom de empregos e freelas que surgem de dois em dois anos, com as campanhas eleitorais, e sobre como é que um cara faz uma p*** dessas... e outro aprova. Certeza de que o roteirista da campanha de Zé Serra torce pra Dilma. Ou é alguém sem maldade alguma no coração, aquele tipo de gente que cai quando você diz que a Coca Cola lançou um 'litraço de 4'. Sabe? Pois é. Num é?

Solta aí o VT:

Num é?

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Ou "Cantinho do Leitor":

"Se a DC Comics/Time Warner aprendesse com a Marvel, o fime do lanterna verde viria com uma menção ao arqueiro pra já formar um gancho pra uma adaptação do road gibi do O'Neil com os dois que foi uma das melhores coisas que eu li no gênero até ler Cavaleiro das Trevas."

- - Cid 'namorado' Mesquita, que deveria ter um blog
pra falar de animação, narrativa, quadrinhos e cultura pop.
Como tem mas quase não atualiza, publiquei aqui ;) He, he.
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É impressão minha ou o futuro dos quadrinhos, o tal do Motion Comics, nada mais é do que os primórdios da animação em série?

Macacos me mordam se a Marvel, pioneira em seu tempo, não fazia esse tal de motion comics décadas antes da modalidade virar moda! Era, aliás, um desenho animado toscão, preguiçosérrimo, mas tão simples que devia facilitar um bocado a produção em série.

Hoje, o mesmo desenhozinho animado sarapa, que pega recortes de revistinhas (ou dá a impressão de), é o último grito do universo dos quadrinhos. Tudo que sai em gibi, agora, tem uma versão motion comics, provavelmente pra diferenciar: quadrinhos é o que você baixa. Motion Comics é aquilo que você vê nos canais oficiais da Marvel, DC e Vertigo no Youtube.

Tá, ok, hoje em dia o visual é um 3Dzinho sarapa (na minha época, 3D era uma maneira de modelar objetos digitalmente, com a impressão de tridimensionalidade... não se referia aos objetos 'saltando' da tela, que hoje fazem tanto sucesso no cinema), a música é mais moderna (eu ainda preferia aquele proto-twist)...

...mas o conceito de quadrinho ligeiramente animado permanece o mesmo. Vai dizer que não? Vê se isso aqui nao é motion comics vintage?

Muito divertido, aliás. Me dá até a sensação de que eu consigo fazer.

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Você que, por algum motivo, não pode ir ao Anima Mundi, festival de animação que acaba amanhã no Rio de Janeiro e começa esta semana em São Paulo, pode, graças aos milagres da tecnologia de compartilhamento de vídeo e à boa vontade de certos diretores ou de fãs mais ardorosos, curtir alguns dos filmes da programação do festival - claro que a gente adoraria que você fosse ao CCBB, fizesse as oficinas de massinha, interagisse com animadores e apaixonados por animação e ainda aproveitasse para ver a excelente exposição dos super-heróis do Ziraldo, mas veja bem: se não deu pra ir no Rio ou se não der pra ir em SP, você pode aproveitar parte do Anima Mundi no conforto do seu lar.

Essa, nem a Baunilha fez, hein? ;)

Vamos lá, segue a nossa seleção (minha e do lendário Cid Mesquita), só com o que a gente não conseguiu assistir na mostra (e olha que ele fez maratona ontem, hein?). Vamos lá:

- 'House Guest', do diretor Ben Mitchell, na mostra Terror, conta a história de um pato que, depois de morrer estoporado com um tiro de espingarda, volta para encher o saco de seu assassino. Muito bom, veja no Youtube.

- 'Runaway', de Cordell Barker, mostra passageiros de um trem desgovernado. Preste atenção na trilha sonora espetacular de Silvain Chomet - reconheceu aqueles timbres de algum lugar? Pois Chomet é responsável também pela trilha de 'Les triplettes de Belleville'. Vale assistir, nem que seja para bater o pezinho ao som da orquestra.

- 'Le noeud cravate' mostra como é tenso virar adulto e encarar a vida corporativa. A animação é linda, mistura técnicas de stop motion e desenho tradicional e pode ser vista aqui.

- Todo ano, é obrigatório assistir aos filmes do Bill Plympton ou da Aardman. Neste ano, não rolou Aardman, mas Plympton veio com o lindo 'Santa, the fascist years', que conta como Papai Noel virou um líder fascista disposto a impor um ano inteiro de Natal no planeta. Inacreditável. Veja logo.

- 'Something Left, Something Taken' é uma história sobre paranóia. Atenção, muita atenção aos cenários. Ótimo filme, vejam.

- Esse aqui é simplesmente genial, apesar de fazer parte da infame classificação 'filme experimental': Videogioco - Loop experiment são infindáveis dobraduras de papel com rascunhos em cima. Vale MUITO assistir.

- Diretamente do Cartoon Brew, o excelente 'The terrible thing of Alpha 9', sobre um monstro intergaláctico que só queria brincar.

- 'How to make a baby' é uma espécie de stop motion: fotografado durante nove meses, é uma aula de... bem, é fofo. Assistam, é curtinho.

- 'Elk Hair Caddis', "um filme sobre o dia perfeito", é um curtinha divertido sobre um urso, um sapo e seus girinos. E um peixe. A galera aqui em casa curtiu, e você? Assista!

- A lista de curtas animados disponíveis na internet é enorme. Vamos parar por aqui, senão você não ao cinema assistir aos filmes quando eles estiverem na sua cidade. Mas, antes de parar, fiquem com o curtíssimo e sensacional 'Dicotomia cerebral', um filme que dá uma explicação meio bizarra ao processo de tomada de decisões pelo cérebro humano.

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Tá ficando complicada essa história de aguardar a próxima temporada de Family Guy. Estamos entrando em abstinência. No desespero, assistir a alguns esquetes em loop pelo Youtube me parece um bom paliativo:


- Brian, don't!!

Peraí, leitor, tem mais!

É isso. Sabadinho friozinho merece uma rodada de Family Guy.

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Se você se acha gorda, está acima do peso que considera ideal e entra em dietas louquíssimas, logo alguém vai te convencer de que você é linda assim mesmo, que o que importa é estar saudável, vão te mandar mil matérias de revistas dizendo que dá até pra ser modelo plus-size e todo um movimento de roupas bonitas e que caem bem no corpo que você tem. Sim, você pode ser você mesma e ser feliz.

Se você é negra e passa a vida alisando o cabelo, pode um dia descobrir que existem salões feitos para você. Seu cabelo não precisa ser "ruim": pode ser bem tratado, bem penteado, bem cortado, e vão dizer "que lindo seu cabelo afro" e você pode ser você mesma e ser feliz.

Se você tem quadril largo, peito pequeno, barriguinha... pode lembrar daquelas campanhas daquele sabonete que mostram mulheres lindas, bem cuidadas, bem tratadas e bem resolvidas com seus corpos... lindas como elas realmente são.

Mas se você não produz melanina suficiente nos cabelos e eles são grisalhos, não tem ninguém pra dizer que seus cabelos prata são um luxo, a menos que você seja inteira um luxo. Seja porque sua idade avança, seja por causa da genética, prepare-se para esconder seus cabelos brancos debaixo de tintas e hennas mensais. Ainda que a mulherada pague caro para fazer mechas e reflexos nos cabelos e as suas sejam naturais, pago pra ver quem vai dizer que é lindo: no máximo, admitem a beleza da cor, mas com a condição de que seus cabelos estejam sempre bem cortados e bem tratados para evitar a imagem de 'desleixo'.

Eu sei bem disso. Tenho uma mecha branca no alto da testa como as das clássicas vampiras do cinema e dos quadrinhos. Tenho não fios brancos esparsos pela cabeça, mas cerca de 20% do cabelo, a ponto de afetar a percepção da cor das minhas madeixas (eram castanho-claro-acinzentadas, mas parecem bem mais claras). Aí vem:

- o cabeleireiro no salão, ao me ouvir perguntar como fazer para deixar o cabelo crescer grisalhão (note que, de três dedos até as pontas, ele está pintado), me recomenda fortemente a não fazê-lo. "Cabelo grisalho é feio", diz.

- O outro dá a maior força, sugere que eu passe um tonalizante grafite nas pontas para diminuir o amarelado da coloração anterior e diz "É muita coragem, hein?"

- a colega de trabalho de 45 anos de idade chama atenção: "Tá precisando pintar o cabelo, hein?"

Cristiana Arcangeli diz para só assumir os brancos depois dos 70 (!!!). Blogueirinhas tendenssa colam as fotos das mechas cinza da Kate Moss e dizem "nossa, é horrível, envelhece demais!" (ei, quantos anos você acha que a Kate Moss tem? Ela faz 40 daqui a 4 anos, tá?)

Eu tou tentando me aceitar como eu sou. Pintar o cabelo só por esporte, pra variar de vez em quando, e não para disfarçar algo que é natural meu. Se pode existir tanta diversidade corporal e capilar no mundo, por que a implicância e necessidade de disfarçar os cabelos brancos? E pra explicar que não é desleixo, mas que eu tou deixando porque eu quero? Como fica?

Em paralelo, tenho achado cada vez mais estranho (ei, se todo mundo pode fazer juízo de valor, por que eu não posso?) ver aquelas senhoras de cabelos pintados de preto ou cores escuras... quem elas querem enganar? Elas são grisalhas, ora pipocas! É o mesmo princípio do reboco de maquiagem para disfarçar imperfeições: ao invés de disfarçar, você realça o problema.

(já o vermelhão ou o tonalizante eu acho maneiro. Variar é sempre legal)

Aposto que vai me dar uma louca em muito breve e voltarei rapidamente aos vermelhos - mas é porque eu gosto de variar, não porque grisalhos sejam feios. De qualquer forma, creio que se eu quiser ver a cor natural dos meus cabelos por algum tempo, que seja AGORA que, aparentemente, grisalho é tendência:

http://gnt.globo.com/Estilo/Grisalho-precoce-vira-moda-entre-celebridades-e-grifes.shtml

http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/bbc_tendencias/2010/02/grisalhas_na_moda.shtml

http://chic.ig.com.br/beleza/noticia/deixe-de-se-preocupar-com-os-cabelos-grisalhos-pois-os-fios-brancos-est-o-na-moda

E você? Me dá apoio?

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Ok, estamos todos esperando o apocalipse zumbi - guias de sobrevivência povoam livrarias e internet, séries, filmes e literatura de ficção preparam a humanidade para a invasão iminente. Mas E QUANDO ROLAR? É bom você ter preparo físico, condicionamento, músculos fortalecidos e aprender a subir em muros e grade, hein?

Conheça o Zombie Fit. Mais sobre o programa incrivel de fitness que envolve cardio, levantamento de pesos e parkour, aqui.

* * *

Se tudo der errado, mantenha o ZEN.

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Como se 14 bicicletas sexta à noite na frente do Odeon não fossem WTF suficiente, apareceu essa galera:

Vendo o canal da tal Luciana Jackson, achei muito maneiro: eles rodaram o Centro inteiro, parando em vários pontos (CCBB, Caixa Cultural, Amarelinho), fazendo uma homenagem ao Rei do Pop.

Divertido. E meio bizarro perceber que isso não faz nem dois dias, mas os vídeos já estão disponíveis na internet - lembra quando você filmava em VHS, só podia editar na 2a feira na ilha da faculdade e ainda tinha que converter se quisesse disponibilizar pra alguém? Pois é, eu lembro. E bem. Beat it, beat it! No one wants to be defeated!!

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Alô você, produtor de conteúdo que não acredita que seu produto possa ser rentável se estiver disponível de graça na internet: se você cobrar 30 reais por um dvd ou por uma assinatura premium, acha MESMO que alguém vai pagar por isso? Quer dizer, alguém vai, mas se não tiver volume de vendas suficiente para torná-lo rentável, seu produto volta para a gaveta eternamente, esperando que alguém distribua ou exiba... você já viu esse filme?

Claro, cada caso é um caso - e é preciso entender quando é caso de liberar conteúdo grátis, quando é caso de cobrar taxa de acesso ou de esperar a venda que virá no momento certo. Mas também é preciso entender que quando o conteúdo está disponível gratuitamente na internet, ele não é realmente gratuito: alguém já está ganhando algo com ele graças aos anúncios publicitários disponíveis nele ou no site que o hospeda, graças ao tráfego que ele leva à página.

Graças aos tais programas de parceria e links patrocinados, esse valor pode ser dividido entre você, produtor, e o veículo que hospeda seu conteúdo, na mesmíssima dinâmica da televisão aberta: quem paga é o anunciante (na internet temos banners, links patrocinados, inserção, páginas especiais, parcerias... muitas, mas muitas formas de veicular publicidade. Mesmo. O próprio produto online pode ser um sample de algo maior que você deseja vender, e não há nada de errado nisso). Logo, se você quer fazer dinheiro, é bom que seu conteúdo seja interessante para milhares de pessoas. Milhares. Porque seu conteúdo interessante atrai gente naquele canal e naquele horário, e você ainda pode ganhar uma grana pelos anúncios que seu conteúdo espetacular ajudou a mostrar. Mas se você quiser ganhar uma soma significativa, tem que levar milhares. MILHARES. E internacionalizar seu conteúdo o máximo possível, para ampliar o alcance. Note a quantidade de comédias pouco cerebradas entre as dez webséries mais assistidas. Pois é, o nível é por baixo mesmo - mas elas alcançam milhões de pessoas.

(não digo aqui que o nível das produções deve ser por baixo! De jeito nenhum! Mas, convenhamos, quanto mais refinado é o humor, mais difícil é para o produto ser aceito por massas. É uma lógica que faz sentido, vai)

Nem tudo é alegria, ok. Na internet, os valores de anúncios ainda são bem mais baixos e, logicamente, também é baixa a remuneração do autor/produtor. E, obviamente, seu produto não terá tanto público quanto teria na TV aberta - na TV são no máximo 20 opções de canais, na internet temos incontáveis... a audiência é muito mais pulverizada!

Mas raciocina comigo: existem filmes lançados em cinema que fazem cerca de 20 mil pagantes. 20 mil! Um vídeo de 4 minutos de um bebê frenético dançando uma versão brasileira de kuduro já fez, até hoje, mais de um milhão de espectadores (que não pagaram nada para assistir ao vídeo, mas receberam publicidade na cara). Vamos fazer as contas: filme de 1 milhão x quantos centavos de real da bilheteria ficam com o produtor versus filme feito com o celular x quantos centavos de dólar o produtor ganha numa parceria de conteúdo com um Youtube ou Videlog.tv da vida se seu vídeo tiver mais de 100.000 visualizações? Ou mesmo que você não monetize seu conteúdo, mas utilize-o para fazer propaganda da sua produtora, ou teaser do seu próximo filme, ou... as possibilidades são infindáveis, precisamos explorá-las.

E a relação custo-benefício é maior, né? Com a tecnologia de hoje, é possível produzir conteúdo muito mais barato do que há dez ou vinte anos atrás - já ouviu falar de um sujeito chamado Gareth Edwards, que fez um filmaço com apenas 15 mil dólares? Edwards trabalhou num telefilme da BBC sobre Átila, o Huno - e fez todos os efeitos visuais SOZINHO, EM CASA, usando After Effects e Photoshop, em apenas 4 meses. Assim, ó. Se liga.

Ou seja, dá pra fazer barato, sim. E dá até pra ganhar com isso, sim - não é certo, não é fácil, mas tem publicidade (a produtora responsável pela tal websérie bebelol mais vista no Youtube oferece serviços e fez com que quase 70 milhões de pessoas soubessem disso. Não é ótimo?), reputação, dá para criar uma base de fãs para um eventual produto pago... e até dinheiro.

Fica a dica. E não, eu não vendo mídia. Não, aqui não tem link patrocinado. Só estou dando ideia pra ver se projetos espetaculares saem da gaveta, se boas histórias são contadas independente da quantidade de verba captada para a produção, se produtores tomam coragem de botar seus filmes antigos pra circular (melhor você botar num canal oficial seu do que deixar que rapidshares desses da vida faturem às custas do SEU conteúdo extraoficialmente, não?), podendo até fazer uma verba extra. Porque espaço é o que não falta, e é claro que o retorno não é certo, mas pode até acontecer.

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Você leu essa matéria, publicada originalmente no jornal O Globo, que diz que 'Estúdios apostam em filmes baseados em franquias'?

Muito boa, tudo muito bom, mas aqui no Brasil temos dois exemplos de filmes baseados em séries que não foram exatamente sucessos retumbantes de bilheteria (apesar de terem ido muito bem para os padrões brasileiros): 'Os Normais' (1 e 2) e 'A Grande Família'. Ok, você leu ? Você está acompanhando toda essa discussão sobre o engajamento dos espectadores quando o produto é aberto, de alguma forma, a participação? Nem é novidade, na verdade, e nem se aplica única e exclusivamente a esse universo: Supernanny já dizia que seus filhos valorizarão mais seu trabalho como mãe e a comida que comem se participarem das atividades na cozinha, Ana Carla já disse que você se envolve com sua cidade e aprende a amá-la quando a conhece, planejadores de comunicação digital cansaram de fabricar mecânicas de promoção que envolvem a participação do usuário, porque ele se sente parte daquilo e vai ajudar a divulgar algo que ele ajudou a construir.

Bem, peguem os exemplos mencionados na matéria - Kick Ass e franquias Star Wars, Marvel e afins -, junte A e B e perceba que, apesar das tentativas até bem sucedidas de adaptação de séries para as telonas aqui no Brasil, ainda falta algo: falta o filme feito por você e para você, fã.

Em breve, teremos 'Desenrola', que contou com a participação do público em praticamente todas as etapas de produção. Teremos 'Tropa de Elite 2', que já é aguardado e comentado com antecedência - e te digo, se não fosse guardada TÃO a 7 chaves, a continuação da história de Capitão Nascimento e seus colegas podia ser MUITO mais comentada por aí, do mesmo jeito que a Marvel fez 'vazar' fotos do Thor, vídeos das filmagens de 'Hulk', easter eggs de 'Homem de Ferro'.

Zé Padilha, libera um teaser de Tropa 2 aí!
[Zé Padilha! Libere mais material pra galera continuar com o interesse lá no alto! Licencie um game à la 'Doom' e action figures!]

Em breve, teremos o filme 'Peixonauta' - baseado em uma série infantil de sucesso, com altíssimo grau de aceitação do público alvo (crianças pequenas), que pode ser um grande sucesso se começar desde já a envolver a molecada na internet, em parques e com brinquedos divertidos.

Quer dizer, potencial para filmes baseados em franquias, há. Mesmo os filmes baseados em séries, programas e produtos da TV Globo, que por si só já são hits de bilheteria, podem virar cases de marketing-cinema-franquia se começarem a envolver a audiência de uma forma não passiva, na frente da tv e, agora, do computador, mas fazendo algo, discutindo, sugerindo e comprando produtos licenciados.

A real é que eu quero um case brasileiro pra estudar e não tenho. Produtores, fica a dica.

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