
Sempre que estou distante de minha coleção de músicas (geralmente a uns 500km dela), tento encontrar caminhos alternativos para seqüências quaisquer de canções que podem -- e eu espero que o façam -- saciar um pouco minha dependência e fazer com que eu me sinta em casa quando algo que eu realmente gosto começa, inadvertidamente, a escorrer dos alto-falantes e apanhar minha atenção. O Last.fm (& yo), para isso, é uma dádiva. E já há algum tempo que recorro à rádio de um grupo (ou comunidade) de nome bem sugestivo, Taking Drugs To Make Music To Take Drugs To..., onde é impossível se decepcionar.
Meu dia, por exemplo, começou com Somebody to Love, do Jefferson Airplane, que, ao lado de White Rabbit, é uma das minhas músicas favoritas da banda -- e a Grace Slick é a alma do negócio. Depois um punhado de clássicos com Led, Doors, Joy Division, Dylan, Hendrix, Zappa e tudo mais que seja digno de pertencer a este balaio e ainda outras tantas coisas que se disvirtuam para fazer um contraponto e jus ao gosto diverso dos membros do grupo (há, claro, porcarias como Aphex Twin e Nirvana, devo dizer, mas é só pular pra próxima música como se nada tivesse acontecido). Trata-se, enfim, de um mix sempre bem interessante.
E por falar em mix, parece que o hype mais recente é criar mixtapes virtuais e devo confessar que achei a idéia genial. Ainda não criei nenhuma (e, por enquanto, não pretendo), mas já trombei com algumas muito boas, como essa not-that-easy trip montada pelo Tiagón.
De resto, fico nessa de caçar streamings e coletar referências para a posterior e devida apreciação, escutando fitas virtuais, visitando brevemente os sempre grotescos myspaces e enveredando-me pela veia de registros musicais do iutube. O que tem me servido bem.

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