
é impossível ignorar o erro contido numa escolha que se desenrola indefinidamente com o tempo, pois o indivíduo também se desenrola, se embaraça, se enlaça & desenlaça; se emaranha, se estica, se contorce e retorce sem nem saber porquê o faz ou se realmente o faz -- limitado às suas dimensões, é todo o resto que parece mudar, ainda que a relatividade nada explique e só garanta o translado da questão entre os pontos conhecidos.
a verdade é, na verdade, tão simples quanto uma mentira ou um sorriso amarelado: é uma breve negação, uma absoluta divergência, um profundo desconforto, uma cor sem contraste -- simplesmente cinza; os curiosos que experimentem. não importar-se. não levar-se à sério. intuição. vontade. risco. eis tudo.
(& if everything seems under control, you're not going fast enough.)
mas volto ao erro que perturba. que não limita, mas desestimula. (e vos digo que é da limitação que surge muita coisa interessante, e que por vezes é necessário, quiçá até saudável, restringir e cercar o pátio, forçar a barra, incentivar, por absurdo, a transcendência. é algo, vos digo.) uns traçam planos enquanto vestem o aparato para olhos (para mantê-los focados), anunciam sucessos com o freio entre os dentes (babando), saltos perfeitos e majestosos mesmo quando a destruição pura e simples do obstáculo também o fariam superá-lo.
ou então dão meia volta: a diferença entre desistir e persistir é unicamente vetorial.
that's that.
faço, em vias tortas, nebulosas, incertas e/ou impróprias, um ode à caixa baixa, ao tédio, ao mesmo, ao igual & sempre errado: à todos nós, descontentes, um brinde discreto, simbólico, sem graça, sem ânimo. porre pelo porre, pra fazer o tempo correr. aos que vão ou aos que voltam, um brinde.

Ou aos que ficam. Cheers!