numa virtual empolgação discreta com o grandessíssimo feriado gaúcho, esperei o fim dia para tocar as recomendações de el líder FARRAPO, não só pela curiosidade e data propícia, mas principalmente para ver como reagiria minha metade genético-gaudéria não-praticante. e a empolgação veio a trote, sim, de tal modo que ainda estou a ouvir o duplo do Luiz Marenco 'Ao Vivo' com ânimos desmedidos & satisfação principiada ali com Jayme Caetano Braun a declamar intensamente. afirmo, pois, que esta minha parcela gaúcha, até então adormecida, se eriça como eu jamais suspeitaria, a ponto de querer vasculhar a estante por alguns dos discos do meu pai.
há, também, um ímpeto andarilho já mais exagerado que quer projetar-me aos pampas pra ver e ouvir tais coisas que, apesar de minhas diversas idas à Porto & região num passado mais ou menos distante, desconheço por completo.
e me surpreende um bocado -- pela naturalidade -- que neste embalo sulista eu também queira pôr as mãos num SOMBRERO e destilar um portunhol safado com a garrafa vinho que me acompanha agora. assim, do nada. pois tal baque etílico-tradicionalista, a revirar heranças que talvez eu nem possua, parece tamanho que a frase-título do meu relato flutua com agradável sonoridade, tornando simplesmente certa a harmonia bilíngüe do pedido que faço cheio de sinceridade.
dá-me um cigarro, sim?

impressiona, sim, como fala à alma, de uma certa forma nada objetiva.
massa! o/