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Dia Internacional da Animação -- 28 de Outubro

Meu amigo Jimmy me avisou sobre o Dia Internacional da Animação, que ocorrerá amanhã, 28 de outubro, com a exibição de curta-metragens nacionais e internacionais em 50 cidades do Brasil (e outras tantas no mundo).

Vinheta do Evento

A mostra será exibida simultaneamente às 19h em todas as cidades e é esperado um público superior a 30 mil pessoas em todo país. A entrada é franca.

Filmes que você nunca iria ver

Há centenas de filmes excelentes que você nunca vai ver no cinema, nem na locadora do seu bairro e muito menos na televisão.

E, por mais que falem mal, você sabe que o que chamam de pirataria é algo simplesmente sensacional. Logo, se você ainda não compreendeu o que eu quero dizer, a solução está aqui.

Entre lá, se cadastre e compartilhe.

O acervo é incrível e você também pode ajudar disponibilizando essas raridades que estão aí esquecidas na sua estante.

A Beleza da Teatralização Musical

Uma coisa é a banda simplesmente tocar. Outra é o incorporar da canção e o aspecto teatral que se constrói sobre a letra e a melodia para tirar o público da inércia.

Um amigo me enviou um vídeo muito legal de uma apresentação ao vivo em sabe-se lá onde da banda holandesa Focus, em 1973. Quem se interessa por rock progressivo e afins já deve ter ouvido algumas músicas desses caras e com certeza uma delas foi o clássico Hocus Pocus.

Segue o vídeo, encontro vocês logo depois.

Sempre achei incrível esta personalização das músicas, esta teatralização para fugir dos padrões e tornar as apresentações ainda mais interessantes.

Tudo bem, me dirão que não teria como apresentar essa música de outro jeito. Concordo plenamente: ela foi feita pra isso. Toda essa mistura caótica de vocais nonsense e solos de guitara, flauta, teclado e assobio (!) já é, por si só, única. Mas o jeito hiperativo e insano do Thijs van Leer contribui bastante para o espetáculo.

Outro bom exemplo dessas teatralizações eufóricas é a performance do Ian Anderson, do Jethro Tull, neste vídeo de 1977 transmitido pela BBC da música Aqualung:

Há, como podemos ver, substâncias ilícitas que vêm para o bem.

E é claro que Jim Morrison não poderia deixar de ser citado aqui. Leitor atento de Artaud, Jim sempre buscou combater a inércia do público e assumir que cada apresentação deveria representar um risco, o que explica a gradual transformação dos concertos do The Doors em uma espécie de modernos rituais dionisíacos. Não é a toa, também, que tal postura fosse, por várias vezes, mal recebida a ponto de causar problemas até mesmo com a polícia (Jim foi o primeiro cantor a ser detido durante uma apresentação).

Há diversos traços teatrais nas apresentações do The Doors, sendo a mais marcante delas a que se dá no clímax da música The End, onde Jim lança-se ao chão e ali transmuta-se, aos berros, em Édipo.

Outra encenação interessante é a da musica Unknown Soldier, uma crítica à guerra do Vietnam, quando há a simulação de uma execução. Cá está o registro dessa canção numa apresentação de 1968, se não me engano, no Hollywood Bowl:

Enfim, tudo isso é sensacional. Não escrevi este texto apenas para emoldurar os vídeos, mas sim por que é algo que realmente me atrai. Portanto, ó amigos, não se acanhem em recomendarem-me preciosidades como as que aqui estão, certo?

Escrevendo o Roteiro de um Filme

Há algumas semanas eu estava revirando minhas coisas e encontrei um conto que escrevi no início do ano passado e que eu havia publicado em um projeto do qual eu fazia parte na época. Li-o, mas fiquei um tanto decepcionado com a qualidade. Pensei em reescrevê-lo, mas não o fiz. Vários dias depois me veio a idéia de transformá-lo em um curta.

A idéia de escrever o roteiro de um curta já estava amadurecendo em minha cabeça por muito tempo. Aliás, eu e mais dois amigos, na mesma época em que escrevi o tal conto, filmamos um curta (não irei linká-lo aqui, pois há pessoas que ainda me respeitam). Ele não tinha roteiro algum, foi fruto de algumas conversas e consistia em 16 minutos de imagens, algumas narrações e músicas específicas. Era pra ser assim mesmo, um tanto dadaista. O resultado ficou bem legal, mas a qualidade é precária (tínhamos duas câmeras digitais e só). Em outra oportunidade falarei mais dele.

Enfim, desde então eu vinha rascunhando algumas idéias de modo bastante vago, mas nada além disso. Pus a mão na massa mesmo no começo dessa semana. O Cinema Net possui uma seção especial sobre roteiros que é um ótimo ponto de partida para os leigos no assunto, como eu. Lá você encontrará conceitos básicos sobre os elementos e a estrutura de um roteiro, assim como estudos sobre narrativa e caracterização das personagens.

No site Roteiro de Cinemadiversos roteiros de longas, curtas e documentários, filmados ou não. É um material vasto e valioso que serve de inspiração e exemplo para a criação dos seus roteiros.

Escrevi, até o momento, três cenas do meu curta. Creio que mais umas duas ou três bastarão para dar cabo da idéia toda. Trata-se de uma história satírica e repleta de diálogos, que está dando muito mais trabalho do que eu imaginei que pudesse dar, embora a forma de um roteiro seja bastante simples.

Um outro ponto importante é o que fazer com o roteiro quando este estiver finalizado.

Eu, por exemplo, não pretendo filmar o resultado do meu esforço (tenho pouquíssima experiência e recursos para isso), no máximo auxiliar alguém que possa vir a ter interesse em fazê-lo. Por isso, julgo importante a leitura dos links que citei acima, principalmente dos roteiros já filmados para fins de comparação e melhor entendimento, pois trata-se de uma maneira de facilitar a compreensão (e, principalmente, a execução) de sua idéia por outros (ou por você mesmo num futuro não tão distante).

Talvez o lugar mais interessante para divulgar seu roteiro seja o portal Overmundo, cuja proposta é possibilitar a divulgação de conteúdo artístico criado por usuários de todo o Brasil. Em poucas palavras, e sendo extremamente simplista, trata-se de um "Orkut Cultural". Obviamente livre de miguxos e afins.

Todos os trabalhos enviados para lá estão licenciados sob a Creative Commons 2.5 e somando isso ao grande tráfego e visibilidade do portal, o Overmundo se torna uma boa escolha para a divulgação desse tipo de material. Se você fizer uma busca, poderá encontrar alguns roteiros por lá.

Por fim, depois de ter tido aquela boa idéia, de ter escrito o roteiro de acordo com as recomendações aqui citadas e de tê-lo enviado para o Overmundo ou similar (caso saibam de outros sites, avisem-me), resta apenas divulgar o material de todas as formas possíveis ou mesmo pegar na câmera, chamar os colegas mais extrovertidos e filmar.

O genial Glauber Rocha é o autor da frase "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça", mas acho que talvez seja oportuno perverte-la um bocado (por questões financeiras, principalmente) e dizer algo como "um teclado na mão e uma idéia na cabeça". Pois vale ressaltar que o importante aqui é, e sempre foi, a idéia. Realmente não importa se é com câmera, teclado, caneta ou um toco de carvão que você vai arrancá-la do interior do seu crânio, mas sim o fato de (tentar) trazê-la para mundo e dar-lhe forma. Se você não puder fazê-lo e se a idéia for boa, com certeza, alguém fará. E é isso que importa.

Uma Televisão que Presta

Eu não assisto televisão. Tenho um aparelho aqui, mas ele (os ecologistas que me perdoem) vive em stand by, ansiando para que eu o faça funcionar.

E não é nenhum radicalismo: simplesmente não assisto porque não tem nada que me agrade. E, obviamente, não vou assistir por assistir.

Pois eis que eu estava navegando por aí e encontrei o site da Neave TV. Ou a TV do Neave. A idéia é simples e, ao mesmo tempo, genial.

Trata-se de uma coleção de vídeos em flash que vão se alternando indefinidamente, como num canal de televisão. No entanto, você pode pular para outro vídeo quando quiser e eles estão divididos em categorias para facilitar a sua vida: curtas, tecnologia, vídeos subversivos, música e "bizarros".

Os vídeos são retransmitidos do YouTube, Google Video e Blip.tv em tela cheia e sem as barras de controle, comentários, classificações, etc. Ou seja, só o vídeo mesmo. Como o próprio autor salienta, basta sentar e assistir.

Há muito material interessante disponível no site. Desde pequenos trechos de filmes clássicos até coisas realmente bizarras e montagens musicais. Os vídeos são escolhidos pelo próprio Neave e a coleção vai aumentando pouco a pouco.

O único empecilho que algumas pessoas podem encontrar é que para assistir o canal de forma satisfatória se faz necessária uma conexão de banda larga e um computador razoável (senão, suponho, ficará lento. Os detalhes sobre a configuração estão na página inicial do site).

Então, se você estiver de saco cheio da mesmice da televisão ou apenas quiser ver algo (bem) diferente, sintonize seu navegador na Neave TV, relaxe e assista. Vale a pena.

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