categoria ~ Infâmia

campus party

seguinte: enquanto for proibida a prática de sexo, drogas e rock 'n' roll nas TENDAS & adjacências, eu não dou a mínima pra esse evento.

mesmo porque - e ressuscitando a piada que fiz no ano passado - se é proibido transar ali dentro, por que é que escreveram SPEEDY em todas as barraquinhas?

i rest my case.

we are doomed

um bom termômetro da sociedade brasileira? os TORPEDOS que passam no rodapé do programa do Datena.

Porque ontem o Orkut estava em manutenção e tornou caótica e miserável a vida de muitos perfis, fakes ou não, que passaram a ir atrás de todo e qualquer canto virtual que contivesse o termo Orkut em manutenção.

Mas parece que ele já voltou ao normal e os ânimos miguxos se acalmaram. De qualquer forma, quando você topar novamente com o aviso "Orkut em Manutenção", já saberá o que fazer.

E mesmo que o Orkut esteja funcionando, como agora, vale a sugestão.

Três apontamentos sobre marketing e hidrotônicos

Primeiro: esse negócio de água com gostinho é pra idiotas. Ponto.

Aos que desejam se hidratar de verdade, com saúde e tudo mais, deixo aqui a dica: a boa e velha ÁGUA MINERAL. Aquela incolor, inodora e insípida. Lembra? Pois.

E ela hidrata mais por um motivo bem simples: no lugar de conservantes e outras merdas químicas com gostinho de limão, a água mineral tem... mais água. Sério. Não é incrível? Pois.

Segundo: a propaganda de uma dessa águas químicas, um hidrotônico que blá-blá-blá, começa a comparar tal palavra com "hipopótamo" e eu fico me perguntando que tipo de imbecil realmente faz essa confusão. Ou que acha graça nisso. Ou que compra e bebe e acha legal.

Dúvidas cruéis.

Terceiro:

Sabotado

Eu pretendia escrever sobre a grande coincidência que foi a sincronia da minha chegada na capital paulista na madrugada de quinta-feira com o blackout da internet, que me deixou exatas 48 horas preso no mundo real -- apenas hoje de manhã (desvantagens de estar no interior) as luzes do modem voltaram a piscar corretamente, vocês sabem como, e pude finalmente vir dar uma olhada nos meus e-mails e constatar que de fato não perdi porra nenhuma nesse período. (E eu até pretendia cunhar a reversal paulista, dizendo que "em São Paulo, a internet se desconecta de VOCÊ!!", mas parece que acabei perdendo o timing para isso.)

Aí vejo os incoming links deste espaço e resolvo dar uma olhada nos caros (e raros) camaradas que me linkam -- o que costuma ser uma descoberta bastante agradável --, mas caio nesse blog de um proto-jornalista piauiense que copiou integralmente um post antigo onde eu falo mal de um curta. Não só o copiou como manteve os links no meio do texto, que apontam para outros posts meus, o que é um sinal claro de subdesenvolvimento intelectual -- e foi por meio deles que descobri o feito.

E fica pior: no título, o sujeito afirma ter gostado muito do filme, enquanto o meu texto afirma exatamente o contrário. Ou seja, se copiar tudo e sequer retirar os links já é um atestado de estupidez, deixar de ler o que foi copiado é a prova cabal de que há algo muito errado com esse infeliz.

Mas falar disso também é muito chato e pouco produtivo, então, com a licença de vocês, e com a sensação de ter sido sacaneado duas vezes -- o que também me fez perder o já tradicional e vitorioso liveblogging de sexta-feira --, acho que vou ali voltar ao livro e às músicas que eu ganho mais.

Idiot@s

Inicialmente achei que fosse um fenômeno localizado, específico de um determinado grupo, mas logo notei que estava por todos os lugares. Até agora há pouco eu tinha minhas dúvidas sobre as reais motivações que impulsionavam pessoas a esse costume horrendo, mas num e-mail repleto de exclamações estava a resposta.

Na minha ingenuidade e inicial surpresa (e posterior repulsa, diga-se), imaginava que apenas os jovens politizados e engajados empregavam o uso do símbolo @ para caracterizar o gênero de uma palavra no plural. Ou melhor, para generalizar o gênero. Sim, pois dizer que você tem vários amigos é quase uma ofensa para suas amigas, ainda que elas estejam incluídas nesse grupo de amigos (e amigas) que você possui. Para evitar que isso aconteça, basta dizer que você possui muitos amig@s. Quero dizer, muit@s amig@s.

Lindo, não?

E eu diria mais: democrático.

Mas se com apenas duas palavras grafadas assim eu já me sinto um tanto incomodado, desnecessário dizer que num e-mail de apenas dois ou três parágrafos o conjunto da obra se torna uma aberração. São tantos símbolos desse que você chega a pensar que a mensagem veio com um encoding errado. Ou que o remetente estava bêbado e escreveu os endereços dos destinatários no campo do assunto.

E eu já vi isso por tantos lugares, em blogs (claro) e afins, que tenho um sincero receio de que essa coisa vire moda, se já não virou.

Mas, então, volto ao e-mail que recebi. Em verdade, são dois, em uma lista de discussão. O primeiro eu nem li, mas o sujeito escreveu normalmente e ao fim mandou um "abraço aos companheiros" e tal. Tudo bem. Depois veio a resposta de uma garota que também não deve ter lido a mensagem do cara, mas que, acusando-o de ter sido machista, disse que ele deveria mandar um abraço para as companheiras também. E várias exclamações para reforçar o argumento.

Deduz-se que para evitar o problema o sujeito deve: 1) dizer que ele está mandando um abraço tanto para os companheiros homens, quanto para as companheiras mulheres (e para evitar mais outros preconceitos, para os transgêneres também); ou 2) simplesmente abraçar tod@s @s querid@s companheir@s.

Note que o problema em questão não é tanto o do plural, mas sim o da possibilidade de manifestação de alguma feminista chata ou algo assim.

O título deste post já anuncia o que acho disso tudo, mas queria salientar que optei pelo @ para evitar mal-entendidos e interpretações sexistas. Afinal, idiota é uma palavra feminina e as garotas-do-arroba poderiam achar que estou excluindo os homens da minha ofensa, o que, além de "machismo", seria uma grande inverdade. Esse tipo de estupidez, como a maioria das coisas, independe do sexo.

No mais, indico a leitura disso aqui para @s car@s visitantes, apostando (e torcendo para) que talvez esse costume advenha da mais pura e simples ignorância.

Revolta da revolta

Com essa isabellização da mídia, tornou-se mais do que óbvio que o sensacionalismo vende bastante. (E que as pessoas, de modo geral, são meio idiotas.) No entanto, essa novela consegue ser tão incrivelmente chata, repetitiva e safada que até mesmo os textos e comentários que denunciam o oportunismo da cobertura do caso (repletos de moralismos e toda aquela ladainha sobre jornalismo roots, violência doméstica e que, oh, não deviam ter matado a menina) também se tornaram chatos, repetitivos e bem safadinhos.

Há um bocado de graça nessas coisas.

I got some words of wisdom

Em três dias eu escutei o mesmo disco, em alto e bom som, umas quatro ou cinco vezes, de tal modo que já estou habilitado a cantarolar os versos das minhas faixas favoritas, para o desprazer dos vizinhos, em intensidade similar, esbanjando todo meu inglês paraguaio made in china. Aliás, felizes de vocês, meus não-roommates: morar sozinho é como estar sempre sob um chuveiro.

Pois bem, já comentei sobre disco por e, não satisfeito, estendo o comentário audiovisual para cá, para vossa devida degustação e posterior karaokerização, caso este rock de tiozões -- aka Nick Cave & Cia. ou Mustache Division -- satisfaça plenamente vosso par de ouvidos.

Grinderman - Honey Bee (Let's Fly to Mars)

A leitora sagaz (dorovante denominada Honey Bee, a nivel de deboche), possuidora de bom gosto musical, já tascou um clique no link acima e provavelmente já está com os pezinhos atolados no solo cinza-escuro da desolação (o supracitado ""), correndo os olhos por sobre o imperativo anglófono -- "grab it" -- que contém em si as coordenadas para a obtenção ilegal do disco único e homônimo do Grinderman.

Ufa. É ou não é, Honey Bee? E já que estás a clicar, aproveita para contemplar todo o sentimento de No Pussy Blues. Uma canção sempre muito pertinente para nós, os zangões.

Bzzz.

...

Mudo completamente de assunto para fazer um outro comentário, que não teria lugar em post algum senão precisamente este aqui, e os motivos ignoro.

O fato (e começo sempre com fatos, para termos um bom alicerce), o fato, como vos dizia, é que eu assistia agora há pouco à reprise compacta do CQC -- que não levou ao ar a matéria sobre a marcha da maconha -- e assim que veio o intervalo pus-me a zapear os canais da minha recém descoberta "TV a gato", apertando, para isso, no não-anatômico controle remoto, a setinha que aponta para o norte. E lá estava eu, instantaneamente, vislumbrando um edificante programa de relacionamentos da grotesca MTV, onde um sujeito bombadinho estava confinado numa redoma de vidro (eram as regras do joguinho, suponho, mas prefiro imaginar que o infeliz não possuía sistema imunológico), e a apresentadora, vejam só, apresentava ao rapaz uma meia dúzia de pretendentes ("guerreiras", segundo ela); porém o playboy, estando preso em sua jaula hermética, de cantos arredondados e tons pastéis, via apenas partes das guerreiras num monitor ao lado dele. Nos poucos segundos que me detive ali, apareceu o olho de uma gordinha e o cara, como se estivesse analisando uma obra da prefeitura, foi logo dizendo que ali tinha muito rímel (e ele gostava de garotas "ao natural", isto é, com uma quantidade de maquiagem ligeiramente inferior àquela), mas que a sobrancelha estava bem delineada e construída. Setinha pra cima.

E fui subindo, subindo e subindo, passando por canais educativos, TVE en español, programas de vendas de carros e eletrodomésticos, etc. Em pouco tempo estava de volta à Band, levemente embasbacado e bastante frustrado (embora não surpreso) com a inutilidade daquilo tudo. E é nesse preciso momento -- esta sensação me acomete uma vez por semana, às segundas-feiras, 22h15, aos intervalos -- que eu me sinto como um personagem de um daqueles filmes da sessão da tarde, onde um grupo de garotos e um professor de ciências maluco, depois de aprontarem altas confusões, conseguem trazer do passado alguma personalidade histórica ou mesmo um sujeito qualquer, que pode ser tando um burguês do século XVIII quanto um Neanderthal (há uma meia dúzia de filmes com este mesmo "argumento"). E eu me sinto, pois, justamente como o personagem trazido de algum século anterior ao corrente, fascinado pela tecnologia do televisor e que observa aquilo com muita atenção, sem entender nada.

E dessas zapeadas, vos digo, eu pude tirar uma importante conclusão: a única coisa boa do caso Isabella é a madrasta e a pior de todas as coberturas é a evangélica, que vê na defenestração da menina mais uma obra do ardiloso Satanás-aleluia-glória-a-deus-nos-dê-dinheiro.

Portanto, também não foi à toa, Honey Bee, que escutei o mesmo disco umas quatro ou cinco vezes, entremeadas por outras tantas audições: a salvação está na música.

Ativismo doméstico

Algumas iniciativas ecológicas me parecem contraproducentes. Tipo, você entra num hotsite cheio de animações e tal, clica aqui e ali, conforme é instruído, e daí aparece uma mensagem dizendo que graças à sua ajuda inenarrável, eles plantarão uma árvore. Ok.

Vi agora que o Google também está nessa, com um tal de Ecoogler. Cada busca que você faz nesse site conta como uma folha. E a cada 10 mil folhas eles vão plantar uma árvore na Amazônia. Ok.

O que eu não entendo é porque esse pessoal simplesmente não planta todas as árvores que ele puderem de uma vez só, sem depender de cliques, ou buscas, ou qualquer outra coisa vinda do usuário. Creio que seria muito mais eficiente um site desses dizendo "olha só, gastamos toda nossa grana pra plantar 2 mil árvores na floresta amazônica e precisamos de doações pra continuar o trabalho", com fotos, vídeos, documentários e até um how-to de como plantar uma muda de pau-brasil no seu quintal. Isso sim seria uma atitude interessante.

Por outro lado, eu reconheço que o apelo ecológico seja maior quando você diz ao sujeito que ele pode "fazer a parte dele" sem se levantar da cadeira, clicando aqui e ali e fazendo suas buscas em um site verdinho. Porque pra conscientizar o usuário basta fazer um site e continuar sentado também. É provável que o número de árvores plantadas acabe sendo pouco expressivo, longe das expectativas e da real capacidade do projeto, mas, ei!, as pessoas vão se sentir bem por ter "ajudado".

Ok.

A imagem resume tudo

Questao Vetorial

... e eu não tenho nada a acrescentar.

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