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twittability

@thesonicyouth: updates do estúdio & diário de gravação.

ou coisas assim: "he took it with him when he left becuz it was on the tip of my boot when i kicked him out tha door."

siga.

também vale seguir as dicas desses dois vizinhos, que sabem do que falam.

um pensamento blogosférico

o mais engraçado nos PUBLIEDITORIAIS* (além do próprio nome), é a necessidade que o blogueiro que o comete** tem de relembrar seus leitores, com um bocado de insistência, de toda sua honestidade e transparência -- sacudindo o produto na mão e repetindo "eu sou sincero, vocês me conhecem, sou bem sincero" -- como se fizesse uma mea culpa por ter aceitado o tal serviço que ele mesmo reconhece não ser tão assim, digamos, DIGNIFICANTE.

E sempre arremata, antes de principiar sua resenha imparcial: "mas se o negócio for ruim eu vou dizer, viu?"

Um alívio para o público.

__

* aka POST PAGO with GIFTS.
** ou "se vende", dependendo do ângulo de observação.

ArtSense

Add ArtPorque embora eu tenha desenvolvido as habilidades necessárias para ignorar todo e qualquer anúncio, propagandas diversas e links espertinhos que te lançam para lojas de tranqueiras, não há nada mais agradável para os meus belos olhos que eliminar toda essa tralha e garantir a despoluição visual das páginas que visito, mesmo que naqueles locais reste apenas um espaço em branco -- mas, ei, eu não olhava pra lá mesmo.

No entanto, ainda melhor que a desconstrução publicitária é a construção artística que se pode erguer nos espaços outrora inférteis. Com este singelo apêndice para vossa raposa chamuscada, em vez de links caça-níqueis você poderá vislumbrar um pouquinho de ARTE, como esta tetéia aí ao lado.

Faça o teste. Acople tal petardo nas entranhas do navegador e visite aquele blog mais sem-vergonha que você conhece, só para ter o feeling (mas como tudo em excesso acaba sendo prejudicial, os traços nipônicos das pinturas não serão capazes de te livrar por completo da insensibilidade do blogueiro-mercenário, embora garanta uma sensação deveras agradável na maioria dos cantos das internets).

O Elucidante Yahoo Respostas

De vez em quando cismo que determinada palavra ou expressão está errada. Eu falei em "borra de café" no post anterior e acabei jogando isso no google. Logo nos primeiros resultados descobri que a borra pode matar o mosquito da dengue. Não me perguntem como, não li.

Porém, na segunda página de resultados, veio o nonsense:

Borra de cafe?

Aconteceu isso ae abaixo

"E o seguinte minha mestruação desdeu dia 21/04 e termino dia 25/04
ai ontem eu dei uns amassos com meu namo ai ele foi e coloco a mao dentro da minha calça e eu coloquei a mao no penis dele por cima do short de textel..ai ele foi no banheiro e coloco uma papel la no penis ai ele lavou a mao e depois coloco a mao em mim de novo...so que nom teve contato vagina e penis...

Ai eu fikei com akele paranoica e tomei a pilula do dia seguinte isso aconteceu era umas 3 ou 4 e pouco...

ai eu tomei a primeia pilula hj as 12:49 =isso na terça feira que passou"

Ai hoje desceu um borra de cafe...sera que posso engravidar?

Tomara que não.

E há mais. Basta dois minutos de navegação nesse site para ter todas as suas esperanças na raça humana completa e impiedosamente dizimadas. Estejam avisados.

Da Infinita Estupidez

As pessoas, em geral, são idiotas e isso não é novidade.

A internet, especialmente o combo Google + espaço para comentários, nos traz provas dessa infinita estupidez todos os dias.

Há uns três meses, recebi o melhor comentário desse blog, no post do curta A Janela Aberta. Ele ficou parado na moderação e eu tinha até me esquecido dele. Com esse post, imortalizo-o:

lidia elizabeth gunza

boa tarde , a toda equipa do janela aberta saudades deste programa janela a berta estudo no brasil gostaria de dizer saudades da musica angola bjo para minha mae dona madalena vive no bairro popular bjao para todas minhas amiga bezinha tas no meu coraçao bjao para o meu pai sr domigos

Uma única leitura não é suficiente para captar os detalhes contidos nessas poucas palavras. E é impossível dizer o que se passava na cabecinha da adorável Lidia...

Este post é inédito

Tanto quanto os outros. Senão mais.

Isis

She said "Where ya been?" I said "No place special."
She said "You look different." I said "Well I guess."
She said "You been gone." I said "That's only natural."
She said "You gonna stay?" I said "If you want me to, Yeah."

Global Voices

Repasso o chamado à colaboração do Daniel Duende, que faz parte da editoria do Global Voices Online e Global Voices em Português. Segue a devida citação:

Se você conhece/escreve um blogue relevante sobre qualquer assunto (mesmo que seja apenas sua opinião) em língua portuguesa (qualquer dos sabores da língua!), ou viu alguma blogada relevante nos últimos dias (também em língua portuguesa), que tal me dar uma dica?

Mande o endereço do blogue ou da blogada, se possível com seu comentário a respeito da relevância do mesmo ou da mesma, para o meu email daniel.carvalho[at]gmail.com ou deixe um comentário aqui neste post com a dica.

O restante está aqui; e nos links que citei acima.

Blogar... uma profissão?

O Yuri Almeida me passou esse meme, que foi proposto pelo Thalles Waichert: "blogar" (pausa dramática)... uma profissão?

Não. E nem deveria.

Aqui vão os meus dois centavos:

Uma das acepções da palavra profissão, segundo o bom e velho Aurélio, é "meio de subsistência remunerado resultante do exercício de um trabalho", e acredito que a pergunta inicial esteja sendo feita nesse sentido. Então, para considerar o ato de "blogar" uma profissão, é preciso entendê-lo como um trabalho. E isso exige um alto nível de abstração.

Primeiro por que parto do pressuposto de que um blog não passa de uma ferramenta para discussões e disseminação de conteúdo -- seja ele bom ou ruim, útil ou não. Há alguns deslumbrados que vêem nos blogs uma entidade metafísica de networking e, antes de tudo, uma máquina de dinheiro. A partir do momento que as pessoas passam a dar mais importância aos talheres do que ao bolo, elas estão sendo idiotas. E é simples assim.

Logo, os que vêem nos blogs uma profissão, um meio de subsistência remunerado, não têm outra escolha senão lustrar os talheres e oferecer conteúdo raso para capturar pará-quedistas via Google -- salvo raras exceções que, suponho, devam existir. Eu não vejo uma forma inteligente de ganhar mais do que alguns trocados com blogs sem apostar na futilidade e em incontáveis (e inconvenientes) anúncios por todos os cantos.

Segundo, e acho que esse é o ponto mais relacionado com o meme em si, jornalistas são jornalistas e os que têm blogs, têm blogs. É bem simples também. Fiz até um desenho:

Blogosfera jornalística

Eu sei, tem pelo menos 3 erros aí.

Certa vez li em algum lugar que para ser um jornalista é essencial ter um ego avantajado. Para ser um "blogueiro profissional", também. Não é à toa, aliás, que um fica cutucando o outro. Uma chateação incrível.

Não é um diploma que dá credibilidade e sensatez à alguém e a falta dele que não justifica uma postura imbecil.

Não acho, portanto, que ter um blog signifique ter uma profissão, seja do ponto de vista jornalístico ou monetário. Qualquer "profissionalização" nesse sentido me parece patética e exclusivamente narcisística.

A grande sacada dos blogs não é este espaço onde eu escrevo agora, mas o que vem logo abaixo, para os comentários.

...

Feito isso (mais ou menos bem), repasso o meme para a Gabriela Zago, pro João Barreto e para qualquer outro que queira comentar sobre o assunto.

É isso.

Espírito de Porco

Como se não bastasse a indesejável quantia de e-mails que recebo de pessoas preocupadas com o tamanho e o desempenho do meu pênis -- oferecendo-me soluções milagrosas, é claro -- e de outras que se preocupam com meus problemas financeiros prometendo-me dinheiro fácil, recebo também mensagens de verdadeiros espíritos de porco, como o spam abaixo:

Spam

Se o sujeito manda propaganda, normal, acontece com todo mundo, só está querendo vender seu peixe (e/ou dar algum golpe, vá saber) e eu apago.

Agora, mandar um e-mail completamente vazio, sem assunto, sem remetente, sem conteúdo, sem nada, apenas pelo prazer sádico de entulhar a caixa dos outros, isso sim é uma verdadeira sacanagem.

Eu poderia falar do aniversário de São Paulo, da morte do novo Coringa, do vereador-exorcista Cururu, dos altos e baixos das bolsas de valores, do vídeo do Tom Cruise sobre cientologia, da paródia do vídeo do Tom Cruise sobre cientologia, dos peitos recém siliconados daquela argentina que encontrou uma maleta cheia de grana, do mais novo lançamento da Apple ou até mesmo do novo favicon do Google Reader. Eu poderia, também, começar a falar de gadgets, não parar de falar gadgets, dizer tudo sobre os novos e tão esperados gadgets e repetir o que os outros andam dizendo sobre esses mesmos gadgets.

Porra, eu poderia falar do Big Brother, eu poderia citar 1984 também, eu poderia falar dos peitos também siliconados de alguma interna desse programa que eu não assisto (e isso não faz diferença, pois para dissimular meu desconhecimento eu poderia falar um pouco sobre... gadgets).

(E eu poderia encher de links os dois parágrafos anteriores para ganhar um certo respeito pelo número de referências que acabei descobrindo numa longa leitura de algumas centenas de itens acumulados de pouco mais de uma centena de feeds de blogs e sites que não faziam mais do que falar de tudo o que eu poderia falar, mas não vou.)

Eu poderia, e talvez fosse até interessante, falar dos filmes que assisti esse mês (em ordem: O Grande Êxtase do Entalhador Steiner, Blowup, I'm Not There, Jango, Redentor, Os Infiltrados, Oldboy, The Cook the Thief His Wife & Her Lover e Jesus Camp), dos livros que li (Ereções, Ejaculações e Exibicionismos (ou Crônicas de um Amor Louco, parte 1), do Bukowski e A Hora da Estrela, da Clarice Lispector), dos livros que estou lendo (Maiakóvski e um chamado Queda Livre), da série que terminei de assistir hoje cujo penúltimo episódio foi ao ar há exatos 40 anos, do texto que venho escrevendo e que já me tomou um tempo 400% maior do que eu tinha em mente ou de outras tantas negligências musicais, literárias, sociais e, claro, bloguísticas.

Aliás, eu poderia falar sobre o que todo e qualquer dono de blog (e o termo blogueiro soa como algo inferiorizador), o que todo e qualquer dono de blog sabe fazer, e o faz com propriedade e não necessariamente com originalidade, que é falar de si mesmo e do próprio espaço -- e de gadgets, que é um assunto corriqueiro. Poderia também reclamar da falta de tempo, da responsabilidade e periodicidade que nos é subconscientemente exigida nesse mundo tão rápido e cheio de informações, em geral, fúteis. Eu poderia falar de compromisso, de interação, de conhecimento e, claro!, da mística e supostamente expressiva blogosfera -- ah, disso eu já falei, e mal; procurem o link aí nos arquivos.

Ora, eu poderia comentar de modo mais profundo sobre tudo isso que ficou mais ou menos subentendido aqui, mas a verdade é que pouco importa (o único link que lamento não poder citar, por pura preguiça, é de um sujeito, de algum blog que já não lembro mais qual é, que comentou que hoje em dia não se faz mais nada de original, nada novo, estamos nessa onda do remake e da aposta constante em fórmulas que já deram certo, o que, de certo modo, é o mesmo que acontece com os blogs -- pura repetição. Então, ao autor desse artigo que li, sinta-se citado.)

Aproveito para dizer que a pressa, o descaso, a falta de links e de formatação (acho que um itálico cairia bem nos gadgets e nos títulos do filmes e livros), assim como o excesso de parênteses, se devem a uma insatisfação que, roubando uma frase da Olivia dita via twitter, pode ser resumida mais ou menos assim: os blogs andam muito chatos (ou qualquer coisa nessa linha).

(E acabo de perceber que o título do post é, ao mesmo tempo, um bom resumo e um bom encerramento, não é? Então encerro.)

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