Recebi o texto do post anterior de um grande novo amigo meu, o Tiago Casagrande, que tem me ajudado a compor este espaço. Não entendi muito bem - o latim está meio estranho - mas me lembrou uma citação antiga de Cícero, estadista, filósofo e em seus últimos anos de vida:
"Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae vitae dicta sunt explicabo. Nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit aspernatur aut odit aut fugit, sed quia consequuntur magni dolores eos qui ratione voluptatem sequi nesciunt. Neque porro quisquam est, qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit, sed quia non numquam eius modi tempora incidunt ut labore et dolore magnam aliquam quaerat voluptatem. Ut enim ad minima veniam, quis nostrum exercitationem ullam corporis suscipit laboriosam, nisi ut aliquid ex ea commodi consequatur? Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem eum fugiat quo voluptas nulla pariatur?"
(Seção 1.10.32 de "de Finibus Bonorum et Malorum", Cicero, 45 aC)
Que continua brilhantemente a seguir:
"At vero eos et accusamus et iusto odio dignissimos ducimus qui blanditiis praesentium voluptatum deleniti atque corrupti quos dolores et quas molestias excepturi sint occaecati cupiditate non provident, similique sunt in culpa qui officia deserunt mollitia animi, id est laborum et dolorum fuga. Et harum quidem rerum facilis est et expedita distinctio. Nam libero tempore, cum soluta nobis est eligendi optio cumque nihil impedit quo minus id quod maxime placeat facere possimus, omnis voluptas assumenda est, omnis dolor repellendus. Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet ut et voluptates repudiandae sint et molestiae non recusandae. Itaque earum rerum hic tenetur a sapiente delectus, ut aut reiciendis voluptatibus maiores alias consequatur aut perferendis doloribus asperiores repellat."
(seção 1.10.33 of "de Finibus Bonorum et Malorum", Cicero, 45 aC)
Que podemos traduzir sem tantos rigores para:
"Mas devo explicar-lhe como toda esta idéia equivocada de denunciar o prazer e louvar a dor nasceu e vou dar-lhe assim uma conta completa do sistema, e expor os verdadeiros ensinamentos do grande explorador da verdade, o mestre-construtor da felicidade humana. Ninguém rejeita, desgosta, ou evita prazer em si porque se trata de prazer, mas porque aqueles que não sabem como perseguir prazer racionalmente encontram consequências que são extremamente dolorosas. nem há de novo quem ama ou pessegue ou deseja obter dor em si mesmo, porque é dor, mas por ocasionalmente ocorrer circunstâncias em que esforço e dor pode adquirir-lhe grande prazer. Para pegar exemplo simples, qual de nós nunca empreendeu laborioso exercício físico, exceto para obter alguma vantagem com isso? Mas quem tem qualquer direito de encontrar falhas em um homem que escolhe desfrutar de um prazer que não tem incomodas consequências, ou aquele que evita a dor que não produz resultante prazer?
Por outro lado, denunciamos com justa indignação e desgosto homens que são tão iludidos e desmoralizados pelos encantos do prazer do momento, tão cegos por desejo, que não podem prever a dor e dificuldade que está prestes a acontecer; e culpa igual pertence a quem falha no cumprimento do seu dever por fraqueza de vontade, que é o mesmo que dizer através da diminuição de esforço e dor. Estes casos são perfeitamente simples e fáceis de distinguir. Em tempo livre, quando o nosso poder de escolha é desembaraçado e quando nada impede que sejamos capazes de fazer aquilo que preferios, todo prazer é bem vindo e toda dor, evitada. Mas em determinadas circunstâncias, e devido às reivindicações de direitos ou às obrigações dos negócios que freqüentemente ocorre que prazeres devem ser repudiados e incomodos, aceitos. O homem sábio, pois, sempre detém nestas questões sobre tal princípio de seleção: ele rejeita outros prazeres para garantir um maior prazer, ou então, ele tolera a dor evitar piores dores."
OBS:
Ok. Mentirinha!!!
Não entendi uma palavra do que está escrito, e dei um google atrás de uma resposta. Descobri que é só uma figura de design e impressão utilizada desde 1500 para testar os tipos das impressoras, ou a formatação de um texto...e descobri também que se originou desse texto de Cícero,o qual traduzi - eu e meu amigo google - do inglês "The Extremes of Good and Evil" (uma tradução de 1914 por H. Rackham) do site Lorem Ipsum
http://www.lipsum.com/
Vivendo e aprendendo. Obrigado, Tiago!!!

Comente