Últimos posts em De passagem

Outubro, filosofia

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- O amor a solidão
Legal, né?, quando você encontra um autor que (em ficção ou não) trabalha temas sensíveis de uma forma que você lê e diz, Foi o que sempre pensei. Do André Comte-Sponville, que frequenta a sidebar do Razbliuto, eu já havia lido O espírito do ateísmo e Bom dia, angústia!. Uma passagem de O amor a solidão, com quem passarei todo o fim de semana coladinho:

(...) Assim, a solidão não é a rejeição do outro, ao contrário: aceitar o outro é aceitá-lo como outro (e não como um apêndice, um instrumento ou um objeto de si!), e é nisso que o amor, em sua verdade, é solidão. Rilke encontrou as palavras necessárias para dizer esse amor de que necessitamos, e de que somos tão raramente capazes: "Duas solidões que se protegem, que se completam, que se limitam e que se inclinam uma diante da outra..." Essa beleza soa verdadeira. O amor não é o contrário da solidão: é a solidão compartilhada, habitada, iluminada -- e, às vezes, ensombrecida -- pela solidão do outro. O amor é solidão, sempre; não que toda solidão seja amante, longe disso, mas porque todo amor é solitário. Ninguém pode amar em nosso lugar, nem em nós, nem como nós. Esse deserto, em torno de si ou do objeto amado, é o próprio amor.


- Cartas filosóficas, Questões sobre os milagres, Cândido, Conselhos a um jornalista
Voltaire, meus caros concidadãos e concidadãs. Sempre quis ter essas traduções de responsabilidade da Martins Fontes, então não perdi uma recente promoção. Sempre resisti a dar dinheiro à Martin Claret comprando por lá o velho François-Marie. A editora é conhecida por plagiar traduções. Tentei em 2007 ler no original, e até li, mas se você não tem um francês riquíssimo não vai pegar nem metade das brincadeiras e ironias do Voltaire. Eu não peguei. Agora vai!


- Religion and science
Russell, né? Também frequenta a sidebar deste blog. A edição desse livro que consegui é contemporânea da morte do filósofo. Besteira, claro.

mais um post pra categoria De Passagem, desta feita em preguiça mode. Why Freud was wrong: Sin, science and Psychoanalysis, do Richard Webster, eu acho que é a mais cuidadosa crítica às teorias do Freud. cabeça-fria, o autor. catatau, o livro. detalhe pra ninguém botar defeito. tem três partes:

I) A criação de uma pseudociência
II) A igreja psicanalítica e seu evangelho
III) Psicanálise, ciência e futuro

é um livro que raramente viro uma página sem riscar de riba a baixo, com a canetinha tinteira que filei da minha irmã estudante de psico.

lendo as análises que o Webster faz dos métodos de pesquisa e divulgação do homem, você começa a entender o que Nabokov quis dizer quando o alcunhou de "O charlatão de Viena".

dá pra ler alguma coisa aí embaixo? sim? não? tem esse livro usado na Amazon a partir de 3,60 dólares (mas isso fica sempre mudando, pra mais e pra menos) -- sai pra lá.

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Na mosca

| Necas | Tuitar

"There are certain similarities between Khrushchev's Marxism and the liberal ideology of Western businessmen. They make use of is at their convenience."

- Saul Bellow, em 1961, comentando sobre 2009

De passagem

| Necas | Tuitar
My state therefore is something like a state of insomniac illumination. I failed to understand the things I wrote, the books I read, the lessons I was taught, but I find that I am a most persistent self-educator, that I long for correction. Very possibly I have not achieved my goals, but it gives great satisfaction nonetheless to have rid oneself of tenacious old errors. To enter an era of improved errors.
-- Saul Bellow, It all adds up: A nonfiction collection

De passagem

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I didn't want to be a shit about it, you see, but I am not good at suppressing my feelings. Whole crowds of them, especially the bad ones, wave to the world from the galleries of my face.
- Saul Bellow, Henderson the rain king

De passagem

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Quando Bertrand Russell foi mandado para a prisão por opor-se à entrada da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, o guarda perguntou qual era sua religião. Russell disse que era agnóstico. Depois de pedir a Russell que soletrasse, o guarda deu um suspiro e disse: "É, existem muitas religiões, mas acho que todas veneram o mesmo Deus..." Russell acrescentou em sua biografia: "Esse comentário me deixou alegre por uma semana."
- Martin Gardner, em O umbigo de Adão (Ediouro, 2002)
Me dá um livro aew!


autor

  • daniel lopes mora em teresina-pioaí. é fã de cafés, rocks, livros, gatos, ventiladores e flamengos (rj, pi e bolívia). recordista na modalidade abandono de curso. mascate. edita e escreve no coletivo amálgama e colabora (ou pelo menos colaborou) com o digestivo cultural.

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*DC = Digestivo Cultural
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revirando o baú