
- O amor a solidão
Legal, né?, quando você encontra um autor que (em ficção ou não) trabalha temas sensíveis de uma forma que você lê e diz, Foi o que sempre pensei. Do André Comte-Sponville, que frequenta a sidebar do Razbliuto, eu já havia lido O espírito do ateísmo e Bom dia, angústia!. Uma passagem de O amor a solidão, com quem passarei todo o fim de semana coladinho:
(...) Assim, a solidão não é a rejeição do outro, ao contrário: aceitar o outro é aceitá-lo como outro (e não como um apêndice, um instrumento ou um objeto de si!), e é nisso que o amor, em sua verdade, é solidão. Rilke encontrou as palavras necessárias para dizer esse amor de que necessitamos, e de que somos tão raramente capazes: "Duas solidões que se protegem, que se completam, que se limitam e que se inclinam uma diante da outra..." Essa beleza soa verdadeira. O amor não é o contrário da solidão: é a solidão compartilhada, habitada, iluminada -- e, às vezes, ensombrecida -- pela solidão do outro. O amor é solidão, sempre; não que toda solidão seja amante, longe disso, mas porque todo amor é solitário. Ninguém pode amar em nosso lugar, nem em nós, nem como nós. Esse deserto, em torno de si ou do objeto amado, é o próprio amor.
- Cartas filosóficas, Questões sobre os milagres, Cândido, Conselhos a um jornalista
Voltaire, meus caros concidadãos e concidadãs. Sempre quis ter essas traduções de responsabilidade da Martins Fontes, então não perdi uma recente promoção. Sempre resisti a dar dinheiro à Martin Claret comprando por lá o velho François-Marie. A editora é conhecida por plagiar traduções. Tentei em 2007 ler no original, e até li, mas se você não tem um francês riquíssimo não vai pegar nem metade das brincadeiras e ironias do Voltaire. Eu não peguei. Agora vai!
- Religion and science
Russell, né? Também frequenta a sidebar deste blog. A edição desse livro que consegui é contemporânea da morte do filósofo. Besteira, claro.
