
Enquanto isso, no Chile, o país mais bem sucedido da América Latina, a garotada ocupa as ruas sem quebra-quebra como na França, para pedir tres coisas simples: escolas de melhor qualidade, passe livre nos ônibus e fim da taxa cobrada para o vestibular, que equivale a um sexto do salário mínimo (no Brasil ninguém fala disso, mas a taxa, de R$ 80,00 para a UnB, por exemplo, é de quase um quarto do mínimo). Deve ser tão bom viver em um país onde a molecada pensa ainda ser capaz de interferir para mudar o mundo...
Por falta de tempo e saco, reproduzo em espanhol mesmo parte da mensagem enviada pela M. Cristina Silva P., diretora de cominicação do Celare, um dos bons think tanks latino-americanos, sobre os pinguinos (nada a ver com o Kirchner, o aplido vem dos uniformes da meninada). Concertación é a coalizão que governa o país, de Ricardo Lagos e sua sucessora, Michelle Bachelet:
Claramente, tres gobiernos de la Concertación han hecho muy bien otras tareas: Aylwin hizo posible la transición a la democracia, Frei emprendió la modernización del país y Lagos, su inserción internacional. Pero ahora la demanda es atender la deuda social de un país con un proceso de crecimiento y un discurso de éxito que no se refleja en la vida de las personas. "El cobre por el cielo y la educación por el suelo", denuncian los alumnos, dejando en evidencia con palabras simples y directas la esquizofrenia del desarrollo macroeconómico y la inequidad social que se vive en Chile.
Ese es el desafío que deberá atender el gobierno de Michelle Bachelet, que enfrenta hoy la mayor movilización social de la que se tiene memoria, desde la época de Allende.
La promesa electoral de la presidenta fue "Estoy contigo". Y hoy los niños le preguntan "¿Michelle, estás conmigo?". Y esta pregunta, que surgió a mediados de mayo desde algunos liceos y que prendió con la fuerza del cambio necesario, empieza a convertirse en una factura por cobrar, de esa promesa de "crecimiento con igualdad" enarbolada por los gobiernos de la Concertación, y que llegó el tiempo de cumplir.
Que diabos deve ser "enarbolada"? . Ver a pirralhada levando a sério o papel de ator político dá um pouco mais de esperança no futuro de um continente em que os partidos, canal privilegiado de participação política, estão aos cacos e farrapos, como conta essa notícia AQUI. Prefiro a agitação festiva da estudantada a estranhas propostas dos paranóicos nacionais.

Que uniformezinhos antiqüados, hein?Tive um casinho com um jornalista chileno uma vez. Terminei logo que percebi o grau de machismo da figura. E a sandália de plástico tipo Rider que ele usou para ir à praia. Não há sex appeal que resista.
Bem, na Universidade Federal do Pará existe uma determinada cota de inscrições do vestibular (em torno de cinco mil) que são gratuitas, de acordo com a situação sócio-econômica do vestibulando.O que eu achei interessante nesse caso chileno foi a presidente Bachelet ter demitido o chefe de polícia que quis tratar os estudantes como se ainda estivessem no tempo de Pinochet.
Enarbolar = EnaltecerEn árbol = na árvorehttp://buscon.rae.es/diccionario/drae.htmenarbolar.(De en- y árbol).1. tr. Levantar en alto estandarte, bandera o cosa semejante, o algo con lo que se amenaza a otra persona.2. prnl. Dicho de un caballo: encabritarse.3. prnl. Enfadarse, enfurecerse.
Tenho um grande amigo chileno com quem nunca pensei em fazer sexo, Leila. Mas suspeito que, se eu fosse dado à coisa, ele também não faria muito sucesso. Graças a Deus nesta semana comprei uma Havaianas e aposentei a velha Rider que me deram e de que nunca gostei, porque machucava o pé. Marcus, no Chile você não vê mendigos na rua. Se aparecer algum, os policiais o tiram das calçadas, a pescoções. Daí deve ter sido duro para os pobres meganhas ver aquela multidão de crianças vestida de pingüim fazendo algazarra.
Obrigado, Patrick pela valorosa ajuda semântica! Enarbolaría veementemente sua prestimosa ajuda, não fosse o medo de ser mal intepretado...
Os estudantes voltaram em massa às ruas ontem (segunda), e o Globo Online publicou uma bela galeria de fotos.
adoro pingüins! Aqui no sul tem um projeto para crianças de ensino médio que é "parlamentar por um dia". os coitados passam um dia na AL como sendo parlamentar, vivendo o dia de parlamentar, gabinete, comissões, plenário, agenda, enfim. Diz a AL do RS que é exercíco de cidadania... Mas, que coisa, hem, SL? estou aqui com uma tarefa revolucionária, hehehe, e tu me faz esse post. Ainda bem que não se trata de telepatia, hehehe. É que estou digitalizando o livro "O protesto Juvenil" que trz uma entrevista com Herbert Marcuse.Mas, mudando de assunto, quem são os "invasores" que destruíram a Câmara? são estudantes ou ST?bjoslelex
É um tal de MSLT ou MLST, Elenara. Pretexto para o troglodita que preside a UDR bradar que é muito pior a invasão de terras produtivas que depredação de um COngresso que só produz mensaleiros. Vinda da UDR, nãoe spanta essa visão da democracia. Esse tipo de gente nunca apreciou a existência de bens públicos, para todos mesmo...No século passado, em algum momento dos anos 70, participei de um troço destes, que faziam no ceará, no Dia da Criança. Fui vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, não me lembro se pelo MDB ou pela Arena, de cuja existência tomei conhecimento naquele momento... Experiência bizarra. Talvez tenha sido instrutiva. me lemnbro de ter apoiado um projeto pela construção de muros nos terrenos baldios da cidade. E de ter tomado meu primeiro porre, de champanhe, na recepção à noite.
Sergio Leo, o interessante na TV é que falaram da baderna no congresso, hehehe, e na sequência que os St do RS foram condenados por uma série enorme de crimes qdo da ocupação da fazenda coqueiros. Ah! os filhos, sem tê-los, como sabê-los. Digo isso pois depois das cenas acomapanhadas de texto que é +ou- o que disse acima, meu pequeno Ariel disse: mãe porque os deputados não são condenados que nem os sem terra? será que é porque os sem terra destroem coisas e não gente? Deve ser, né mãe?os deputados que destroem a gente não são condenados, nunca são.Meu querídolo, libera os cementários para os não blogger lá no quintarte, please!
Lelex, só toma cuidado para que o bravo Airel, sem perceber, não endosse o raciocínio de gente como esse sujeito da UDR, para quem a existência de corruptos no Congresso (reflexo da corrupção na sociedade, como tudo no parlamento) é motivo suficiente para considerar inútil a instituição que é uma das bases de sustentação da democracia...Não acho que seja eficaz nem legítimo sair quebrando vidraça de prédio público, destruindo os terminais de computador que servem à população e depredando outras propriedades pagas com impostos. Quando os sem-terra partem para esse tipo de ação, ameaçam a sobrevivência da democracia, trabalham ao lado das elites que querem derrubar.No caso dos garotos chilenos é uma coisa, vêm de uma sociedade repressiva, apesar da democratização, e os excesso que cometeram eram reação aos excessos da repressão. No Congresso, os seguranças andam desarmados, e estavam em pânico. Um deles está ameaçado de morte, por concussão cerebral. Não são exatamente eles os inimigos dos trabalhadores sem terra, né Lelex?
Para que a pesquisa não tenha sido inútil, foi acrescentada ao wikcionário:http://pt.wiktionary.org/wiki/enarbolar
Sergio Leo, acredito que o pequeno Ariel não endossaria tal racíocino, meu pequeno Ariel apenas trabalhou com as evidências que a mídia lhe oferece dia-a-dia, é incrível, mas a gurizada á capaz de encontrar agulhas no palheiro, meu querídolo. Mas, sobre teu post, ou sobre os jovens secundaristas chilenos, que coisa linda, não é mesmo? Isso comprova que há de se considerar o pressuposto de que existem juventudes no plural e que os diferentes modos de ser jovem são refletidos num presente real, composto de necessidades, anseios, e não numa simples fase de transição ou momento de crise. Se entendermos as juventudes no presente, e não simplesmente como uma "passagem" à fase adulta, poderemos perceber o protagonismo inerente às suas práticas(sociais, políticas e culturais) e seremos enfim capazes de olhá-la não como um problema generalizado ou como a salvação do futuro, mas como um legítimo segmento social.