Segunda-feira é dia de pensar na vida, avaliar os erros do passado e pensar no futuro. Na verdade, o dia e momento de fazer isso é domingo à tarde, quando a voz do Faustão, vinda da cozinha, provoca uma depressão brutal e impulsos de suicídio, afogados em mais um golinho de Marques de Casa Concha, safra 2003, comprado baratinho no supermercado próximo. Por falar em filosofia, e bebida, o Almirante Nélson preparou o post mais apropriado para esta segunda em que as seqüelas do efeito estufa nublaram os céus das capitais brasileiras até ontem assoladas por uma seca insuportável. Vamos a ele:
BANQUETE, DE PLATÃO, TIVESSE CARDÁPIO
Entrada
– Pães, figos frescos de Corfu, mel da Tessalônica e, claro, a entrada principal: a de Fedro, que espalhafatosamente arreganha as portas e anuncia a todos que vai começar um discurso em homenagem a Eros, provando que a divindade é responsável pelo princípio e fim de todas as coisas.
Bebidas– Vinho de Tebas, principalmente na cabeça de Pausânias que, totalmente ébrio, aproveita o discurso de Fedro para também louvar Eros e o amor entre iguais – e já passando uma cantada em Agatão, o anfitrião. Todos fingem ignorar.
– Água, que Erixímaco, o médico, recomenda a Aristófanes para curar um insistente soluço, com toda a certeza oriundo da abundante ingestão do vinho de Tebas.
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Traga seu vinho tinto seco de Estagira e junte-se aos bons, Sergio. :-)