Em uma das reuniões do Mercosul, em Buenos Aires, jantei na Recoleta, sozinho, lendo uns textos, no melhor estilo Clóvis Rossi, e resolvi, antes de ir dormir, dar uma passeada pelo Centro Cultural, ao lado do cemitério, onde tinha ido uns anos antes com mulher e filhos, e adorado.
Caminhando, ouvi um tango e, numa pracinha, ao som de um aparelhinho vagabundo, dezenas de argentinos de todos os tamanhos e idades, dançavam como numa festinha do interior.
Esqueça a imagem glamurosa, da dona de pernas largas e decote na saia enlaçada no sujeito com cara de malandro e terno riscadinho. Eram gente comum, comuníssinma, dava para ver que o tio dançava com sobrinha (sem nenhuma malícia nelsonrodrigueana), a vovó e o vovô matavam a saudade dos tempos em que deslizavam serelepes pelo salão, um menino pernalta claudicava um meio-tango com a namoradinha baixinha... se Felini fosse argentino, eu estaria no meio de um filme dele, pensei.
E continuava pensando que havia assistido à mais exótica e paradoxalmente familiar sessão de tango de minha vida, quando o Tiago me aparece com um vídeo (do You Tube, claro), sobre uma tradição do folclore finlandês. Como tango foi virar folclore na Finlândia, ele explica AQUI.

se eu for usar um silogismo barato e adaptado, diria que " se todo folclore é hábito de poucos, mantido a duras penas" o tango é folclore brasileiro também. Você não sabe, como até há pouco tempo atrás eu também não sabia, mas temos salões de tango em sampa, em belô, no rio..E no resto do mundo também. Eu mesma, quando me produzo pra milonga, de saia com fenda e salto agulha, me sinto um folclore ambulante :)
Olá Sergio, já que não conseguí publicar este comentário sobre seu último postresolví peverter a ordem e fazê-lo aqui, neste antigo.Muito boas suas resoluções. Mas fiquei curioso mesmo com seu método infalível para ganhar na mega, fui logo imaginando um meio de impedir que as mocinhas decretassem nosso azar com o 'boa sorte'. Cheguei até a considerar um tiro na testa da agorenta, no momento em que ela entrega os volante. Há que ser rápido no gatilho. Por outro lado confesso que gosto muito de não ganhar na mega sena. Jogo, duas vezes por semana, e na noite anterior sempre tenho sonhos incríveis. No último estava no mar caçando lagosta, estava no fundo mar sem nenhum equipamento e acompanhado de meu gato, as lagostas vinham a mim porque eu batia palmas e estavamos todos, eu o gato e as lagostas, sequinhos. Ninguém me garante que se ganhasse uma fortuna, teria o poder para ir ao fundo do mar, sem equipamentos, com meu gato e encontrar lagostas adestradas que atendem às palmas. Me acostumei tanto a esses sonhos que continuo jogando duas vezes por semana só para tê-lo. É muito mais divertido que ganhar. Eu garanto.Me apavora saber que tenho uma chance em 51 milhões de levar o prêmio.Um comentário sobre o desafio do hermenauta. Plantar uma árvore já não é suficiente, porque como poucas pessoas levaram a cabo esta resolução, agora é preciso pelo menos 15 árvores por pessoa. Se tivermos um filho mais 15. A conclusão é que antes de 'plantar fumo' é preciso plantar árvoresabraços.
Olá Sergio,Eu não tinha nada a comentar sobre seu post "Ah, o bom e velho tango finlandês...". Mas depois de alguns revés, e ter que comentar seu novo post aqui neste antigo, acabei por ler o comentário da Maray, embora não concorde com ela que o folclore seja habitos de poucos, porque senão morreria mesmo e não seria habito de ningém, fiquei curiso com a fenda na saia e o salto agulha, gostaria de ver este folclore.Viva o Tango!!!