Guinada preocupante.

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Toda essa discurseira na Venezuela, Bolívia, Equador, esse resssentimento contra as elites que tanto fizeram pela vibrante prosperidade desses países... só falta agora que, em vez de eleições livres, com observadores internacionais e comparecimento em massa da população, a eleição de algum presidente nesses países se dê com recontagem de votos mal explicada, manobras eleitorais e baixo comparecimento.

Como aconteceu nos Estados Unidos, na eleição de George Bush. Aí, Deus nos livre, a democracia estará em perigo.

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O Paulo Moreira Leite, que hoje escreve um artigo imperdível no Estadão, tem relatado no blogue dele as peripécias na venezuela. Vale a pena ler as opiniões de Teodore Petkoff, jornalista respeitado e de oposição a Chávez. O blogue do Paulo é este AQUI.

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Pois é, o interessante é que ninguém fala em licitar a banda do canal. Se, por um lado, Chávez quer simplesmente cortar a concessão, por outro, a emissora quer permanecer com a propriedade um bem público que lhe foi entregue graciosamente.

É Patrick, o problema é que essa coisa de negar a renovação da concessão para uma tv que existe desde os primórdios da TV venezuelana é uma coisa chocante, e qualquer comentário crítico à TV corre o risco de ser saudado como endosso à decisão do presidente venezuelano.As análises rasteiras, as conclusões apressadas não servem para esse mundo andino. Por isso gostei muito do material do Paulo (outro Paulo, o Totti, também escreveu uma matéria como sempre extremamente bem escrita e apurada no Valor, pena que só para assinantes, que vale a pena ler)Falam da censura de Chávez, e a tradição venezuelana é mesmo de pressões sobre a imprensa (a latino-america,aliás: ainda conseguiremos contar o que Kirchner faz, discretamente). Mas ouve-se falar barbaridade contra o homem na TV e no rádio, as pessoas não temem criticá-lo, nas ruas, e, nas livrarias, as vitrines não raraemnte mostram meia dúzia de títulos sobre o Chávez _ CONTRA ele. Isso é um país sob censura ditatorial?

Continuando com essa tal de "tradição latino-americana" de pressionar a imprensa, fala-se muito pouco de Aécio Neves.

É uma pena a situação da Venezuela, entre o fogo e a chapa quente. De um lado, uma oposição golpista que quando era situação pouco fez pelo país. Do outro, Chavez, que nada de bom vai deixar aos venezuelanos; exceto, certamente, aos amigos d'El Rei. Bom mesmo é o Brasil, com tucanos e petistas engajados em um belo debate sobre alternativas pragmáticas para o desenvolvimento do País. Pena que a concertación só rola no Chile. Parafraseando Manuel Bandeira, vou-me embora pra Santiago.

Olá Sergio,Nao sei se a referencia "as elites que tanto fizeram pela vibrante prosperidade desses países" é uma ironia sua. O fato concreto é que as elites tanto da Bolívia como da Venezualea estao entre as mais escrotas da América do Sul. Nao é sem razao que abriram espaco para o surgimente de Evo e Chavez. Eles nascem nao porque o "populacho" seja burro e tenha uma tendencia suicida e/ou masoquista, mas porque simplesmente nao tem nada a perder depois de, sei lá, 500 anos esperando o bolo crescecer para ser dividido e na hora H ficar inteirinho na mao dos "de sempre". Esta gente simplesmente nao tem nada a perder, porque nunca tiveram nada. Um abraco,Renato

Ô Renato, basta ver qual foi a vibrante prosperidade da Bolívia nesses anos todos para perceber o quanto estou falando a sério... (-:E a situação da maioria do povo venezuelano, depois de tantos anos de democracia e do dinheiro do petróleo é suficiente para ver a qualidade das elites de lá.

HAHAAHAHAHAHtouché, caríssimo.



sitio do sergio leo

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