O José Luiz Fiori escreveu hoje, no Valor, um interessantíssimo artigo sobre as diferenças entre Brasil, China, Índia e África do Sul, em que fala dos destinos dos quatro países. Nós e os africanos ficaremos como a turma do deixa disso, conta ele. Fiz uma maldade danada, e extraí dois dos melhroes pedaços do texto, aqui, para os frequentadores do Sítio:
" Brasil e África do Sul compartem com a China e a Índia o fato de serem os estados e as economias mais importantes de suas respectivas regiões, responsáveis por uma parte expressiva da população, do produto, e do comércio interno e externo da América do Sul e da África. Mas não têm disputas territoriais com seus vizinhos, não enfrentam ameaças internas ou externas à sua segurança, e não são potências militares relevantes.
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E daqui para frente, a China deve seguir os passos de todas as Grandes Potências que fazem, ou já fizeram parte do "círculo dirigente" do sistema mundial, e o mesmo deverá acontecer progressivamente com a Índia. Mas o Brasil e a África do Sul não contam com a unidade, as ferramentas de poder e com os desafios externos indispensáveis, e devem se manter na sua condição de "estados relevantes" mas não expansivos, porta-vozes pacíficos do "bom senso ético universal". Uma espécie de "turma do deixa disso". "
Vale a pena ler o troço todo. Como o Valor só se abre para assinante, sugiro o link AQUI, de um pessoal que chupou o texto; o problema é que as aspas viraram pontos de interrogação, mas nada que um pouco de abstração não conserte.

Sérgio, o Fiori é colunista da Agência Carta Maior. O texto dele tá lá, com todas as aspas, onde ele é colunista. http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1
Rapaz, então ele aproveitou a coluna na Carta maior e no valor... Mas vale, está muito boa. E vou botar esse link no post, caro anônimo, obrigado.
Sérgio,Melhor ser da "turma do deixa disso" mesmo. Uma vez calei um amigo meu francês, que se queixava de serem os brasileiros muito violentos, dizendo-lhe que éramos violentos sim, mas pelos menos não tinhamos responsabilidade alguma pelos vinte milhões de mortos da Primeira Guerra Mundial nem pelos sessenta milhões da Segundona. E, nunca deixei de pensar na vida feliz que teve meu avõ, no Brasil, eis que, nascido em 1901 (e falecido em 1991), escapou de ser soldado não em uma, mas em duas guerras mundiais. "Paz no futuro e glória no passado" não é o que diz o "Virundum"? Amém.Abraços,Joaquim
Oi LeoAs colunas do Fiori são sempre excelentes. Ele publica regularmente na cartamaior.com.br, com a vantagem que é possível ler todas as colunas já publicadas. Que em geral não são ligadas a fatos da conjuntura, portanto podem ser lidas a qualquer tempo, meio atemporais. Muito bom.AbraçosEneraldo