Gozar não precisa, ministra; bastava um cafezinho

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Entre no carro, ligue o motor, vire o controle de temperatura do ar condicionado para o máximo do aquecimento, ponha o ventilador na máxima velocidade e você poderá sentir a relaxante brisa indiana, o ventinho de 45 graus que experimentei em Nova Déli.

No trânsito quase sem semáforos, os carros entram rapidamente nos entroncamentos, e é um milagre que não haja colisões freqüentes. Opa, falei rápido demais, o taxi a minha frente, com a Sônia Bridi, o Paulo Zero e a embaixatriz, a Isabel Raupp acaba de levar uma trombada. Os caras saem, falam algo naquela linguagem ininteligível (pode ser sânscrito, pode ser inglês, vai saber), um deles dá um sorriso resignado, e vão embora.

Reparando bem, quase todo carro em Nova Déli tem algum amassadinho.

Milagre é não morrer gente nesses triciclos motorizados que parecem mini-Kombis. Me antecipei de novo: no jornal, notícia sobre um dos motoristas nessas latas ambulantes, que morreu abalroado por um ônibus. Milagre mesmo, é o sucesso da Índia. Nos jornais, uma das explicações; estudantes de sucesso têm destaque na midia que só descerebrados do Big Brother ganham na imprensa brasileira. Deve ser triste viver num país que prestigia a inteligência.

A Índia das previsões triunfalistas, a gigante do outsorcing que apavora os empregados no setor de serviços do primeiro mundo, está escondida num país que me faz lembrar a Fortaleza dos anos 70. Sem praia com jagada e bem, bem mais quente. Tenho de voltar em março, me dizem. A idéia é boa, se me indicarem restaurantes onde sirvam pimenta na comida e não comida na pimenta como os que encontrei nessa viagem.

A pobreza é agressiva, os pedintes quase esmurram o vidro do táxi, enquanto eu, rico habitande da minúscula parte do globo que ganha mais de US$ 30 mil anuais, olho com cara de parvo.

São quase 800 milhões, dos 1,2 bilhão de indianos, os que vivem com menos de US$ 2 por dia. Com uma população dessas, a classe média consumidora indiana ainda é mais que um Brasil inteiro. Daí o entusiasmo dos investidores, que não se importam em ir para um país com altíssimo déficit público, controle de câmbio e de importações, falta crônica de energia elétrica e água potável, e, pecado dos pecados, planejamento central.

O brioche da ministra

Mas, na volta, já pensando na vida brasiliense que me aguarda, o que me irrita profundamente é a infra-estrutura do aeroporto de Guarulhos. Um dos maiores do país, e não tem um lugar onde se possa tomar cafezinho decente e pagar com cartão depois que o infeliz atravessa uma quilométrica fila e entra no saláo de embarque. Botecos vagabundos, sem ao menos o charme dos botecos vagabundos dignos do nome.

Lembrei dos botequins quando li nossa ex-prefeita, ministra do Turismo e fantasma nos sonhos da sucessão do Lula dizer aos turistas incomodados com o caos nos aeroportos nacionais que "relaxem e gozem".

Não dava para ela dizer que comam brioches. Não tem coisa decente para comer nessas espeluncas dos salões de embarque nos aeroportos de Sampa. Mas para relaxar e gozar, ministra, vai ter de mudar o padrão das massagistas que oferecemn serviços lá no saguão.

Me larga Piovani!

No hotel onde eu estava, na Índia, a notícia que arrepiou a comitiva prersidencial não foi sobre as lambarizadas do irmão de Lula , mas a revelação de que estava lá, também, hospedada com a namorada, uma tal de Angelina Jolie. Um dia, vi passar uma moça de longos cabelos vermelhos, cabeção, lábios grossos e poucas nádegas. Esse último detalhe me convecenu: não, não devia ser ela. Quem sabe a namorada, que eu nem sabia existir. Fica para a próxima, Angelina.

No Brasil, quem me persegue é a Luana Piovani. A caminho do jornal, ouço na CBN uma entrevista sobre a peça que ela vai trazer a Brasília. Voz esquisita, a dela. Tinha de ter algum defeito, além da cabeça oca, afinal. No jornal, uma nota sobre a moça ter encontrado um namorado na Bahia. E, no on line, Caetano, finalmente, confessa que fez, sim, uma música para a menina, apesar de não ter tido nada com ela.

Francamente, Caê, que papelão.

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Salve, salve, mestre Sergio, sentimos sua falta. Não deixe os visitantes deste insigne Sítio sem notícias, por favor. Estamos aguardando mais histórias picantes da India. Se você ainda não viu, sua última matéria no VE foi citada e elogiada pelo Luis Nassif. Tá lá no blog dele. Não suma, hein? PS: se alguém saiu de um carro esbravejando algo incompreensível em Nova Deli, eu quase posso lhe garantir que não era sânscrito. Provavelmente era hindi ou, menores chances, punjabi ou urdu. Ou, claro, aquele charmosíssimo e sibilante inglês deles. Veja que bela fonte.

A ´cédula de rúpia vem escrita em 14 ou 17 línguas diferentes, Idelber; pra mim é tudo sânscrito (-;.Punjabi com certeza não devia ser, o cara não era sikh, maioria lá naquelas bandas, entre os que migram para Déli.Obrigado pela saudação!

A ministra entende mesmo eh de argentino Sergio...



sitio do sergio leo

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