Pelo hábito, o óbvio babujante

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Desta vez o Copom decidiu reduzir o ritmo da queda dos juros de forma unânime. Tem a ver com o fato de que os preços no atacado estão subvindo a um ritmo acima do esperado, o que pode estragar a alegria de ver os índices de preços ao consumidor sempre menores que as expectativas do mercado. Tem a bver também com as incertezas, pelo fato de os compradores de casas nos Estados Unidos deixarem de pagar as hipotecas e nós sempre pagarmos. O pato. E tem a ver com o fato de que, na dúvida, o Banco Central só saber fazer uma coisa: subir as taxas de juros.

Os analistas da redação me garantem que de uma importãncia tremenda foi a unanimidade dos diretores, um sinal e tanto. Quem sabe, faltou um Nélson Rodrigues no BC, ou na redação, para desmoralizar esse negócio de ser unânime. Contam-me que o Alan Grinspun dava tanta importãncia à unanimidade nas decisões que, mesmo quando tinha certeza do resultado das reuniões, caitutava o voto "buscando membro a membro" do FED, o Banco Central lá deles.

Sei não, esse negócio de buscar membro a membro não me parece coisa de gente que se dê ao respeito.

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Esse COPOM não é só unânime, com o corolário nelson rodriguiano conhecido (e mencionado ainda que elegantemente não expresso), ele é monótono. Oh gentem chata e nociva...Parecem aqueles magistrados e diretores escolares severos de filmes da década de 1940.

Sérgio,Vou aproveitar a deixa do Joaquim também pra fazer uma comparação dos membros do Copom, mas com os médicos cubanos que trataram de Fidel Castro no início da internação.Segundo entrevista de um diplomata espanhol não identificado à Agência Estado, eles confundiram o problema intestinal do Comandante (sei lá qual) com um tumor maligno e mandaram ver na quimioterapia, num paciente com seus 80 anos.Não sei se a gafe é verdadeira. Li a matéria da AE em um jornal daqui de Goiânia e não vi mais nenhuma seqüência.Mas os médicos cubanos podem se orgulhar de uma coisa: de câncer o o Fidel não morreu e talvez não venha a morrer.Assim está o Copom: a inflação não vai subir, não importa se havia risco ou não ou se a dose do remédio é muito forte pro paciente.

E não foi o próprio Nelson Rodrigues que vaticinou: 'toda unanimidade é burra'?

Você se esquece que ultimamente este negócio de "membro a membro" parece ser "de rigueur" entre membros (ops) do Great Old Party...

"E tem a ver com o fato de que, na dúvida, o Banco Central só saber fazer uma coisa: subir as taxas de juros."Ora, a taxa básica de juros é praticamente o único instrumento de que dispõe o BC para perseguir a meta de inflação.Um outro instrumento, tão poderoso quanto a taxa básica de juros e menos nocivo à economia bananal, é a política fiscal. Mas aí a competência não é do BC, mas da Fazenda e do Planejamento(infelizmente, IMHO).



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