Esse pessoal da blogosfera tem uma diversão contagiante, que chamam de meme, e que no século passado a gente conhecia como corrente mesmo. Brincadeira da comunidade virtual, que não engorda e faz bem à mente, como a última, que vi atrasado lá no Hermenauta, e anda se espalhando blogues afora.
Trata-se de um jogo simples: pegue o livro mais próximo, não vale escolher. Vá à página 161, e leia a quinta frase. Reproduza, claro, a dita cuja, em seu blogue, e passe a idéia para mais cinco blogues.
O engraçado é que o livro que o hermenauta tinha na casa dele era o programa de governo do Fernando Henrique Cardoso. Um tarado, o Hermê. A frase, claro, era um horror.
Este Sítio, sempre subversivo, como não foi chamado para a coisa, pede aos leitores que contribuam com a interatividade que um dia marcará a página que você lê agora. Vamos lá, estique o braço, abra o livro que está vendo na página 161 e reproduza nos comentários, abaixo, a quinta frase que encontrar. O resultado, após o centésimo comentário, será publicado em edição independente, com direitos autorais cedidos para uma ONG que cuide de criancinhas, ou de blogues de jornalistas sem audiência.
Ah, em casa estava mais próxima da minha mão a Antologia Ilustrada de Filosofia, do Ubaldo Nicola, e, na página 161, travei relações com o simpático Nicolau de Cusa (Cusa de quem? perguntarão alguns leitores), cuja obra nos bons e velhnos tempos medievais tratou do elogio da douta ignorância".
Não, ele não estava falando do programa de governo do Fernando Henrique Cardoso, nem da última ata do Copom. Vamos à quinta frase:
"O homem é como um caçador sempre em busca de uma presa em fuga, porque a sua mente, se de um lado pode conceber Deus como perfeição absoluta, de outro, é totalmente incapaz de preencher com conteúdos positivos essa idéia de perfeição". Pense sobre isso.
Ao pé da letra a quinta frase seria apenas "o homem é como um caçador sempre em busca de uma presa em fuga", admito. Isso daria uma certa conotação erótica à filosofia do Nicolau, capaz de fazer o pobre frade rodopiar seus resquícios na catacumba. Na verdade, se optássemos pela quinta frase, e não a quinta oração, o que eu reproduziria aqui, na verdade seria a sentença: "ver item 56", o que, convenhamos, parece coisa do Código Da Vinci.
Quintas frases, por favor, caros freqüentadores deste humilde Sítio.


Bem, a minha sorte é que eu tenho sempre dois livros na cabeceira da cama, porque o primeiro que eu peguei só ia até a página 155.Mesmo assim, gostaria de ressaltar aqui que temos que definir o que é frase.Segundo o Evanildo Bechara, na Moderna Gramática Portuguesa, a "frase, cuja estrutura interna difere da oração porque não apresenta relação predicativa". Ou seja, frase seria somente coisas do tipo: Depressa! Que calor! Choveu muito! Vamos logo!Acredito que no caso acima, temos que procurar, não a frase ou a oração, mas o quinto período (Segundo Bechara, novamente, período é marcado na escrita pelos sinais de pontuação e o emprego da maiúscula inicial)!Dito isto, pego o segundo livro da cabeceira que é o Enterrada Viva, A biografia de Janis Joplin, de Myra Friedman. O quinto período é:"Talvez fosse mais do que isso: era claro que o que havia entre eles ativava os tortuosos pólos da natureza íntima de Janis."
"Bin Laden arregaçou a manga e esperou o médico enfiar a cânula em sua veia."(O Vulto das Torres, de Laurence Wright. Cia. das Letras.)
Giovanni Berlinguer. Bioética do Cotidiano. Brasília, DF: Ed. UNB,2004."O segundo tema diz respeito ao 'tempo geracional', isto é, à influência dos nossos atos sobre as futuras gerações humanas e sobre o equilíbrio global da biosfera. A dificuldade de concatenar esse problema aos direitos existentes foi posta em evidência por [Hans} Jonas. Ele escreveu que o esquema segundo qual 'uma vez estabelecidos certos direitos alheios, surge daí também o meu dever de respeitá-los e possivelmente promovê-los' não funciona nesse caso: de fato 'o nnão existente não levanta nenhuma pretenção e nem pode sofrer uma violação dos seus direitos' (p. 161).
"Tortuosos polos da natureza íntima" é qualquer coisa, hein, Nat?Pessoal, que timidez é essa? Saiam do anonimato! (não rpecisa ter blogue, clique em "outro" e ponha o nome, ou pseudônimo.
Serginho, pior foi uma amiga minha que postou lá no meu blog, no mesmo meme! O único livro que ela tinha por perto era o guia 4 rodas, hehehehehehe hilário!
"She wanted him to change schools at the end of the school year. "Mary McCarthy: a life" de Carol Gelderman
Ruy Castro. O Vermelho e o Negro: pequena grande história do Flamengo. São Paulo: DBA, 2001, p. 161."Contando com a entrada de Nunes (formado no juvenil do Flamengo, mas revelado pelo Fluminense) no lugar de Cláudio Adão e mantendo a base tricampeã carioca, o Flamengo foi aniquilando os adversários, até chegar à final em ida e volta contra o Atlético Mineiro de Reinaldo, Toninho Cerezo e Éder."
Lições de textos; leitura e redação- José Luiz Fiorin e Francisco Platão Savioli.'...Há metáforas e metonímias, que, desgastadas pelo uso, viram clichê.Devem ser utilizadas com parcimônia e cuidado, pois, como dizia Voltaire, o primeiro homem a comparar a mulher com uma flor era um gênio, o segundo, um imbecil.'
Gênio ou Imbecil?Coloco-me entre os últimos, descendente dessa linhagem pouco aquinhoada na história da evolução humana.(e não me julgo afro descendente, no sentido que comumente é usado)Mas vamos lá!“Isso imediatamente subverte a reconfortante crença de que os que estão no poder governam para o bem de todos e põe em evidência atores ocultos no mundo social, como as mulheres e a geração mais nova”.[Tábula Rasa, Steven Pinker, Cia das Letras, São Paulo, 2004, p 161)Estou lendo a obra por conta de uma celeuma recente: desse geneticista maluco que insinua a superioridade intelectual de determinadas linhagens humanas.E o mais grave.Alinho-me com as idéias do maluco.DaSilvaEdison
(...) em comentário de 1951 sobre a estréia de Rio Bravo, o nosso poeta, decepcionado com o filme,condena Ford a uma morte estética inevitável ( "Adeus, John Ford, eu gostaria que tivésseis morrido antes de vos mumificardes, como vos mumificastes..." ), isto um ano antes de Depois do Vendaval e cinco antes de Rastros de Ódio, para não falar no que veio depois.Imagens Amadas, de João Batista de Brito, Ateliê Editorial, 1995
A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CIENTISTAPelo que vimos, não há como aceitar a neutralidade da ciência, como se fosse possível a procura do "saber pelo saber".(Filosofando, Maria Lúcia & Maria Helena)