Sugestão do meu filho, Miguel Almadinejad Leo, meu consultor para o You Tube. Para quem entende inglês, sugiro buscar no You Tube a versão original. Os caras das legendas não têm o mínimo senso de timing.
novembro 2007 Archives

War in Rio é amizade."
Mas fazem bem, e com sabor. Na Bienal, trouxeram o Guaranápower, que lhes rende uma briguinha particular com o quase monopólio guaranífero daqui. Agora atacam de cerveja, mas deixo o tema para um denso conhecedor do assunto, o etilírico Paulo Bicarato, que falou deles antes de mim:
"Já havia comentado sobre isso há algum tempo, mas eis que agora ela chega *oficialmente* ao Brasil. Tá na Folha de hoje.
A Free Beer surgiu em 2004, numa parceria com estudantes da Universidade de Copenhague. "Buscamos transferir os princípios do software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um bom exemplo", conta Nielsen. "Por isso, a Free Beer tem sido comparada ao Linux [sistema operacional gratuito] e à Wikipedia", diz o artista.Quem quiser produzir e comercializar a Free Beer pode baixar do site http://www.freebeer.org/ a logomarca da cerveja, de forma gratuita.Cervejemos, copoanheiros =^) "
Boa a reportagem de Veja, nesta semana, sobre o que querem os militares brasileiros. de um excelente repórter, o André Petry. Gosto da boa reportagem porque nos permite ver a realidade para além das opiniões dos editores. Lendo os dados bem apurados do Petry, por exemplo, saí com forte impressão de que todo o discurso dos milicos sobre uma suposta corrida armamentista na Venezuela são lobby para comprar mais armas no Brasil.
Já ouvi, de general de quatro estrelas, que há um detalhe logístico importante e tranquilizador em relação a Chávez e à imaginada ameaça dele contra o Brasil. Em uma hora, um avião-caça na fronteira com o Brasil alcança Caracas, e pode fazer um bom estrago na capital venezuelana antes de ser intrerceptado. Em uma hora, um avião venezuelano que invada o Brasil chjega, no máximo, a Manaus. Onde está o parque industrial da Zona Franca que, hoje, é um dos principais fornecediores de celulares e equipamentos domésticos à Venezuela. Mas a matéria da Veja tem coisa bem mais interessante.
Dois quadrinhos, feitos pela revista para dizer que o Brasil está ficando para trás em matéria de Forças Armadas, poderiam ilustrar subversivamente o material da própria Veja sobre a Venezuela. Eles mostram que em percentual do PIB gasto em despesas militares, a Venezuela está abaixo até dos brasileiros (que tem PIB muito maior), só acima da Argentina, numa lista de sete países sul-americanos. Derramam uma parcela maior de seu PIB em despesas militares o Equador (3,9%), o Chile (3,5%), a Colômbia (3,3%), a Bolívia (! 2,2%). O Brasil gasta 1,8% e a perigosa Venezuela, 1,7%.
O detalhe é que o PIB da Colômbia é quase o dobro da Venezuela, e os dois nunca se deram muito bem. Mas ninguém fala da corrida armamentista do Uribe, que, é bem verdade, é obrigado a gastar uma fortuna para combater grupos armados ligados ao nrcotráfico. O Chile também tem um PIB maior que o da Venezuela. Ou seja, se alguém está puxando para cima os gastos com armas no continente, esse alguém não é o Chávez, segundo informa a Veja (que, apesar disso, escreve um box alarmado com a corrida armamentista "provocada" pelo venezuelano).
Há outro quadrinho interessante, que classifica os países de acordo com a quantidade e qualidade dos equipamentos militares e o tamanho do contingente militar. Nesse ranking, a Venezuela vem em quarto lugar, um pouco acima da Colômbia e abaixo, bem abaixo, do Brasil, do Peru (!), do Chile e da Argentina. Chile e Peru, segundo o gráfico da Veja, vêm ganhando pontos, aumentando sua clasificação no ranking, enquanto o Brasil perde. O efetivo militar de que dispõe Chávez é de menos da metade do disponível no Chile, e bem menor que o da Colômbia.
Interessante apuração, a da revista. Aguardo com ansiedade a reportagem de Veja sobre a absurda corrida armamentista provocada no continente pela chilena Michelle Bachelet.

Já, na Argentina, a imprensa local mostra a inveja do desenvolvimento brasileiro, assunto que deu o que escrever na blogosfera, como bem comenta o Maurício Santoro, no imperdível Todos os Fogos, AQUI.
Uma amostra do que diz o Santoro, sempre excelente:
"No fim dos anos 1950 o PIB do Brasil era apenas levemente superior ao da Argentina. Hoje, é cerca de quatro vezes maior. O crescimento da economia brasileira foi acelerado e constante, enquanto a Argentina seguiu um ciclo instável de stop-and-go, muito motivado por suas repetidas crises políticas. Afinal, foram 6 golpes militares entre 1930 e 1976, fora diversas insurreições mal-sucedidadas, guerrilhas, a guerra das Malvinas e a quase-guerra com o Chile. Não há prosperidade que resista. Alguns falam do "milagre do sudesenvolvimento argentino" e a maioria trata com nostalgia da era de ouro do início do século XX, quando a renda per capita do país era mais alta do que a da Espanha ou a da Itália. O célebre economista sueco Gunnar Myrdal chegou a dizer que só existiam quatro tipos de países: desenvolvidos, em desenvolvimento, Japão e Argentina."

São excelentes as exposições da Pinacoteca, que em boa hora foi restaurada e virou o que é em São Paulo. Agora só têm de dedetizar o prédio, para acabar com os parasitas. Estou falando dos burocratas que se apoderaram da instituição, claro. Capazes de usar bem o dinheiro que a Pinacoteca recebe, em boas exposições. mas não têm neurônios o suficiente para entender que, numa exposição desas, também os funcionários têm de receber um mínimo de formação, para entender o que é arte hoje em dia, e compreender como se deve apreciá-la.
De acordo com Cunha, que realizou a perícia no imóvel na manhã desta sexta-feira (9), o incêndio destruiu 80% da residência e a causa provável foi um curto-circuito.
Opinião é fundamental, mas quando é opinião fundamentada. Por isso gosto muito de certos colunistas do Estadão com quem não concordo.
Mas a implicância do Estadão com seus alvos ideológicos chega a ser anedótica: hoje tem editorial criticando o Evo Morales (antecedido por manchete de página sobre o assunto) porque o boliviano está abusando da nossa paciência. Imagine, ele disse que, se a Petrobras quiser investir no país... tem de respeitar as normas bolivianas(!!!!).
Com esse insulto à honra nacional, até eu me enfezei. Passei Kaol na velha garrucha de meu avô Ignácio, legítimo descendente do Duque de Caxias que se assenta nas raízes de minha árvore genealógica, e comprei passagem para Guajará Mirim, de onde pretendo passar de barca para Guayará Merín e iniciar a vendeta contra o agresivo mandatário boliviano.
Esse negócio de respeitar norma de país subdesenvolvido é coisa de comunista. A sorte do Evo é que a passagem que comprei era da BRA.
Para não ser implicante, eu também, numa coisa eu e o estadão estamos de acordo: se o Evo Morales respeitar as normas bolivianas, as coisas ficarão bem mais fáceis. Para todo mundo.
Maximiliano é um sujeito com cara de garoto, mas barba de cubano, jeito de consipirador, e de grande prestígio no governo de Hugo Chávez. Andou zanzando pelo Brasil; eu o vi em Manaus, na viagem de Chávez para encontrar-se com Lula. É o que, em meu tempo de Universidade, os militantes de esquerda chamavam de capa-preta; o mais novo personagem na paranóia que vê em Chávez o todo-poderoso revolucionário das Américas. A mais recente histeria denuncia a formação de grupos bolivarianos no Brasil, sob orientação do jovem Max, que já teria formado uns 20 desses grupos.
Bom, matéria do Correio Braziliense que detonou a história, conta que esses círculos bolivarianos têm, no mínimo 3 pessoas, e no máximo 12; quando se passa de doze estimula-se a formação de um novo grupo.
Ou seja, na hipótese mais generosa, temos 204 malucos no país vestindo camisas vermelhas e boininha de soldado venezuelano, bradando seu apoio do comandante Chávez.
Deve haver mais velhinhos brizolistas frequentando botecos no Rio e lamentando a morte do velho caudilho do que membros dessa perigosa ameaça chavista que atormenta a zélite. Mas a propaganda está lhes prestando um bom serviço. Se forem como a saudosa Libelu, organização trotskista onde se formaram muito membro do atual governo Lula, o componente feminino desses círculos bolivarianos deve ser da melhor qualidade. Bela opção de lazer para a juventude desgarrada.













