Demorou




O grande Heráclito (não o Heráclito Fortes, o Heráclito que era grande de verdade, no sentido moral) mesmo chamado de "o obscuro", legou à humanidade uma frase de significado inequívoco: não se entra duas vezes no mesmo rio. Toda criança de primário sabe que ele se referia ao fluir da vida, à transitoriedade das coisas e gentes, ao devir. Coisa que qualquer paulista intui, ao olhar o Tietê; ali não se entra nem uma vez, quanto mais duas.

O Rio de Janeiro, como diria um criativo repórter de segundo caderno, não foge à regra. A cada vez em que se entra é um Rio diferente. Isso, claro, se você não for interceptado por alguma bala perdida, porque aí é que você não tem como entrar duas vezes em lugar nenhum. Nem sai.

Atravessado esse nariz de cera, marca registrada este Sítio, conto para você, leitor obstinado, a novidade, que me passou o Tiagón: criaram uma versão do WAR para o Rio de Janeiro, coisa, como diz o mesmo Tiagón, que estava quicando para ser inventada. O criador é um designer genial, e dedicado. Ele explica com clareza as regras do jogo:

"As Regras do jogo se mantiveram inalteradas, e constituem os mesmos princípios morais comercializados em lojas infantis: matar, destruir, conquistar e aniquilar seus amigos.
War in Rio é amizade."

Mas o resto é impagável. Está AQUI.
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2º cliche: Nisso que dá não ler jornal popular. Deu a história do War in Rio ontem, no Extra, do Rio. E está hilária a discussão na cidade, com as autoridades em brados contra o jogo. Não perceberam que a idéia genial do Fabio Lopez não se transformou em produto nenhum. Parabéns ao cara.
O Antonio Biscaia, numa demonstração de que é pautado pela imprensa, declarou até que o Ministério Público deveria tomar providencias contra a a comercialização do War in Rio. Deveria pedir urgência, antes que o Papai Noel compre o brinquedo, pobre velhinho inocente.



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