Pesquisa da CNI que constatou a popularidade impermeável do governo Lula também mostra que 69% da população desaprova a política de impostos. O que significa que há 31% achando muito bom. Quase um terço da população está contente com o pagamento de tributos, portanto. Nunca antes nesse país vi coisa parecida.
O Datasítio investigou a fundo e constatou que desses, 10% está em instituições psiquiátricas, 10% sonegam e os outros 11% são espírito de porco mesmo. Brasileiro é fogo, tudo por uma piada.

Permita-me dizer, meu caro Sérgio que, pelo menos, em relação à CPMF, eu estou feliz! Talvez esteja um pouco esclerosado (58 anos) mas ainda não fui internado em hospital psiquiátrico... Explico: em relação a impostos declaratórios como o Imposto de Renda eu me sinto um otário quando pago porque sei que é um imposto para os trouxas e que um sonegador que se preza, não paga imposto de renda... Já com relação à CPMF, ela tanto dá no lombo sofrido dos Chicos como nos lombos virgens dos Franciscos que sempre tiveram uma ojeriza genética por todos os impostos...Além disso, meu caro Sérgio, a CPMF ainda denuncia os Franciscos e alavanca a arrecadação de outros impostos o que explica porque, entre cinquenta impostos, taxas e contribuições, ela é a mais odiada...
Mas, prezado Orair, precisava ser 0,38%??
Sergio Leo,O dinheiro que eu pago nos impostos realmente não me faz falta. CPMF então, nem se diga. Raramente faço movimentações em valores com mais de 3 dígitos. CPMF incomoda os que movimentam grandes cifras. O imposto de renda retido na fonte é muito mais injusto para o trabalhador, gostaria que o governo e o parlamento desengavetassem aquele projeto de criação de uma nova alíquota, para aumentar a faixa de isenção, diminuir a alíquota inferior e ampliar a sua faixa e dividir a alíquota superior para cobrar mais dos que ganham muito mais.Eu estudei a vida toda em escola pública (onde além de estudar, também comia ótima refeição), exceto os 3 anos de colegial, que fiz particular. O ensino superior fiz em universidade federal, comendo em restaurante universitário, cujo prato de comida, subsidiado, custava apenas R$0,75. Só fui ter plano de saúde depois de adulto. Ou seja, acho que ainda estou em dívida com o Estado, não me sinto confortável em reclamar dos impostos.Pago hoje 3 planos de saúde e escola para meu filho, além de dentistas, etc. Recebo por isso boa restituição do imposto. Mas se eu pago planos de saúde e escola particular é porque eu posso, é um privilégio meu. Ao invés de me devolver um dinheiro que não me faz falta, o Estado deveria usá-lo para garantir a qualidade dos serviços gratuitos.Será que estou louco?Agora que me toquei: talvez numa enquete destas eu respondesse que não estou de acordo com a política de impostos, pelos motivos já explicados, e usariam o resultado para defender exatamente o contrário...
algum de vocês é dono de comércio...enfim, micro-empresa? ISS, INSS, Receita, taxa para Bombeiro e ainda, CPMF. Não devem ser, por isso estão felizes!
Vou pagar contente meus impostos no dia em que eles forem bem gastos. Não adinata falar dos programas sociais; quero ver transparência, eficiência, preocupação com cada centavo, coisa que não vi nesse governo nem nos anteriores.
Caro Sérgio Léo,Concordo contigo que a alíquota de 0,38% é alta. Deveria ser diminuída. O valor pago em CPMF também poderia ser deduzido do imposto de renda.Não me parece que a carga tributária do Brasil seja alta, mas precisava ser mais descomplicada.E esta discussão aqui parece revelar as posições dos cidadãos. Aqueles que acham que receberam mais serviços do estado tendem a ver com mais sossego a tributação, e o contrário também parece verdadeiro. Ah sim. Eu consulto o psiquiatra regularmente, mas ainda não cheguei a precisar ser internado.[]
Este teu "post" tá rendendo!
Rendendo mais que meu depósito no FGTS, pelo menos, caro zéalfredo... Não tenho nada contras pagar imposto, mas quero rcionalidade, no tributo e na despesa. Dizer que só o CPMF garante a sustentação das despesas com a saúde não é falar a verdade. Mas já vi que vou ter de mudar o post; ainda que eu tenha a íntima convicção de que meus queridos freqüentadores deste Sítio não podem alegar sanidade mental _ exatamente por freqüentarem este meu Sítio, bem-vindos sejam.
He, he, he, ... :))
Mais fácil eu tomar como ofensa ser chamado de "normal" do que de "louco". Acho que não precisa alterar o post.É claro que o sistema tributário precisa ser mais claro. Só que no conjunto dos impostos a CPMF, me parece, é (ou era) dos menos problemáticos. Além de cumprir papel fiscalizatório, o que ajudava a receita a identificar os grandes sonegadores, que agora devem estar comemorando.Na votação no senado o resultado de ontem é exatamente o contrário do que eu gostaria. Aprovaram a DRU e não aprovaram a CPMF. Teria sido melhor o contrário.A estreiteza de visão sobre o que vem a ser gestão em serviços públicos ainda é uma constante: com o discurso de forçar o governo a melhorar seus gastos o senado reprova a CPMF (cujos 3 principais beneficiados eram a saúde, a previdência e os programas de erradicação da pobreza) e aprovam o DRU, que permite ao governo desviar recursos das áreas sociais para garantir o pagamento de juros da dívida, estes sim, que esvaziam os cofres públicos.
Concordo com o chapado aí de cima. Claro que poderiam reduzir um pouquinho a alíquota da CPMF. Mas a DRU é um escândalo para desviar dinheiro...É vero, Serginho, seu depósito no FGTS rende nada!!!! 3% ao ano ;- )
Pois é, André, a redução da carga tributária deveria vir através da Cofins ou da contribuição patronal para o INSS e não da CPMF.