Só branco pode falar do Holocausto?

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. "Sacanagem.... eu que sempre quis sair na Viradouro..."


A comunidade judaica, que tantos intelectuais deu ao mundo, combativos defensores da liberdade de expressão, conseguiu proibir o samba de falar em holocausto.
Para mim, também parece bem desagradável a associação entre os horrores da II Guerra e pessoas rebolando. Mas nunca me passou pela cabeça proibí-los de fazer isso. Não defendendo o preconceito e a discriminação, cada um fale do que quiser com as armas culturais que tem. Mesmo que o resultado seja grotesco.
Aguardo curioso as próximas manifestações da federação Israelita do Rio de Janeiro e do Centro Simon Wiesenthal, em que, para guardar coerência, pedirão o veto da Justiça a qualquer manifestação cultural bem-humorada citando o massacre aos judeus ou com alguém fantasiado de Hitler.

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Antes era a Igreja católica pedindo para tirar o Cristo do desfile e agora a comunidade israelita implicando com o Hitler. Daqui a pouco, com a Velha Guarda e a Comissão de Frente, vão ter de criar um conselho de censura nas escolas para atender às patrulhas. Como se não bastasse o ministro Temporão proibindo bebida em motel!

Eu achei muito ruim a proibição, mas pior ainda é o mau gosto de botar o Hitler e um carro com mortos do Holocausto ao som da música "vem meu amor me dá um beijo no cangote" ou coisa parecida. Complicado mesmo esse caso.

A Viradouro estaria fazendo apologia do nazismo, anti-sionismo ou anti-judaísmo ? Parece-me que não. Se o enredo fosse de mal gosto, o público repudiaria. Trata-se de Censura. Exatamente como ocorre, neste momento, no Estado do Paraná contra o governador Requião. Só os adversários de Requião têm direito a usar os veículos de comunicação social. Uma vergonha.

Não se trata de quem pode falar o quê, mas de como cada um trata o tema.Acho razoável que a comunidade judaica sinta-se no direito de questionar judicialmente o tratamento de uma questão tão delicada.

Minha pergunta é: associar holocausto a festa (Carnaval) não pode, mas sair fantasiado de índio pode? Quer dizer, os povos que foram MASSACRADOS com a chegada dos colonizadores estão cheios de razão para balançar os bracinhos e rebolar na avenida; falar do massacre dos judeus, sem qualquer coisa próxima a apologia do nazismo, é um absurdo. A-a-u-u!

Deixe-me ver se entendi: o questionamento da comunidade judaica não tem sentido porque os índios não encontram o mesmo respeito (respaldado pela lei) para suas causas. Faz sentido! Se se tolera um abuso, deve ser permitido tolerar todos os outros.

Não vejo mal algum na implicância da Comunidade Judaica - mesmo que venha ou possa ser seletiva. Acho muito válido e democrático: que proteste!O problema é que a Justiça tenha aprovado a proibição do tal carro no carnaval

Sergio,mandei uma mensagem para seu email do Valor, que retornou com resposta de erro. É um convite para você participar da apresentação sobre juventude e integração sul-americana, que faremos em Brasília na próxima segunda-feira (18/02). Entre em contato e lhe passo os detalhes.Abraços

Caro Santoro, como deve ter visto no ost acima, eu estava de férias (aliás, ainda estou), e fora da rede. Começo aos poucos a voltar à terra. Já já dou notícias.Sobre o carro do Holocausto, de fato, seria grotesco. muito grotesco, o que o carnavalesco pretendia axibir na avenida. Mas se censurar o mau gosto fosse legítimo, a Justiça já teria proibido o Big Brother Brasil. e outros acepipes de nossa indústria cultural.



sitio do sergio leo

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