A irmã da Lolita

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falei disso aqui, e agora é boa notícia: o último livro, inédito e incompleto, de Vladimir Nabokov, que ele pediu ao filho para queimar após sua morte, será impresso. É o filho, Dmitri quem garante, ingressando no abençoado clube dos traidores testamentários, ao qual pertence também o amigo de Franz Kafka, Max Brod, não importa o que diga o tarado (porém muito culto) do Alex Castro.


Isso é o que conta o jornal O Público, de Portugal:


A última obra de Vladimir Nabokov, um dos mais importantes romancistas do século XX, não vai ser destruída. O filho do escritor russo, Dmitri Nabokov, disse numa entrevista à BBC que não vai cumprir o desejo do pai - que, pouco antes de morrer, em 1977, deu instruções à família para que queimasse o manuscrito parcial de The Original of Laura.


Há três décadas que o destino desta obra se arrasta. Antevendo que não conseguiria completar o livro, Nabokov deixou explícito à mulher, Vera, que deveria destruir os 50 cartões escritos a lápis que compunham o original.Mas Vera nunca o chegou a fazer até à sua morte, em 1991. A responsabilidade passou para o filho de Nabokov.Ao longo de vários anos, a curiosidade de jornalistas e académicos sobre o último livro de Nabokov manteve-se acesa.


Os cartões continuaram num banco suíço, enquanto Dmitri Nabokov (tradutor e editor da obra do pai) se mantinha indeciso.Essa curiosidade acentuou-se porque Dmitri Nabokov tem sugerido que o livro não seria uma obra menor. Contou no ano passado a um jornalista da revista on-line Slate que The Original of Laura é "a mais concentrada destilação da criatividade" de Nabokov.Ainda segundo a Slate, os 50 cartões correspondem a 30 páginas de "um manuscrito convencional"; ou seja, o livro estava muito longe de estar acabado. Dmitri Nabokov já pôs de parte a hipótese de ele ou outro escritor tentarem "completar" o livro.


E o Dmitri fala, em inglês, para o NY Times, numa ótima entrevista, AQUI.

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Olhei no blog do Noblat, nada. No do Josias, chongas, nem no do Sérgio Leo, ou os do Alon, do Tales e o da Helena Chagas; nada no Ilimar Franco, patavina na Teresa Cruvinel. Nos dos blogueiros não jornalistas, também neca. Admito, esperava alguma repercussão (...) Como costumo ouvir que o jornalismo na Internet está substituindo o jornal impresso, só posso concluir que me equivoquei tremendamente em me entusiasmar com a história que foi chamada da capa impressa do Valor de hoje:"Lula ofereceu ajuda aos EUA para deter Chávez". Fiquei imaginando se o Ricardo Balthazar não poderia parafrasear este antiga post do seu blog.

Dourivan, meu caro, como deve ter notado, esse Sítio é de notícias irrelevantes; esa é um estouro, furambaço do amigo Balthazatr. Mas passei o dia na rua, a trabalho, e o blogue não pôde comentar essa (nem outrs, como a do paraguai). Mas, em breve, etaremos aqui. Essa história de blogue substituir a midia tradicional é balela, não acredite nisso. Eles se complementam.



sitio do sergio leo

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