Este Sítio também tem seus momentos de jornalismo investigativo, e já começou a apurar a preparação para a cerimônia de abertura dos próximos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. Descobrimos alguns elementos da festa, inspirados no sucesso da abertura chinesa.
Proibidos, pelo Ministério Público, de cometer o mesmo desrespeito dos chineses às normas de segurança, aquele absurdo de toneladas de fogos de artífício no teto do estádio, o governo carioca não se apertou e planeja um espetáculo pirotécnico no Maracanã e em ruas e morros cariocas, com balas traçantes de AR-15. A população já está equipada e disposta a colabrar com o entusiasmo que só o carioca tem.
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Atletas encenarão, com coreografia de Joãozinho Trinta, as grandes invenções que o Brasil doou ao mundo: o avião, a fotografia, o bina, o veneno de cobra terapêutico, o Bolsa Família, o carro a álcool, o flanelinha, o Tom Jobim, a depilação na virilha e a bunda (essa última sob protesto das feministas, mas foi exigência dos dirigentes espanhóis e alemães do Comitê Olímpico Internacional).
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Houve quem sugerisse copiar a idéia dos chineses e, no fim da cerimônia, pôr para flutuar o astronauta brasileiro, com um isqueiro bic que acenderia a tocha olímpica numa maquete reproduzindo a floresta Amazônica. Era claramente um espírito de porco derrotista. O que vingou foi a pressão do Planalto para mostrar ao mundo que o Brasil, para entrar na Opep, só precisa do turbante: em um enorme telão de tv digital, padrão japonês, será transmitido o momento em que um companheiro petroleiro tascará fogo na coluna de gás natural sainte de uma plataforma da Petrobras no campo Carioca, o do pré-sal. Conosco ninguém podosco.
É uma pena que não seja possível ver essa cerimônia sem pagar dez vezes o preço do ingresso. Mal começou a Olimpíada anterior, na China, e os cambistas aqui já compraram tudo.


Pô, Sleo, no aviaõ v. podia botar um link melhorzinho. Tirando a trilha sonora do Ivan Lins, esse aqui ficava bem: esse aqui
Eu não fazia idéia que a gente tinha inventado a fotografia e o bina. No geral, gostei do enredo, mas acho que faltou a coxinha e o pão de queijo.