novembro 2008 Archives

Ecuador, desaquecimento e o futuro

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Hoje, na CBN, Míriam Leitão e o Sardenberg se queixavam do frio em São Paulo. Queriam o quê? Evidente que o desaquecimento econômico começaria por lá. E que esperem o começo de 2009, aí vamos ver o que é uma fria de verdade.

O UBS manda um relatório sobre as perspectivas do mercado de commodities (você sabe: soja, petróleo, aço, essas coisas que a gente exporta para os ricos para comprar de volta mercadorias sofisticadas). Um terço do que o Brasil vende para fora é de commodities. Não vou reproduzir o texto aqui, mas a foto que acompanha as análises dos especialistas. Não precisa de mais nada para sentir o cenário que estão pintando:

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Um país que depende fundamentalmente de exportações de commodities é o Equador, e ele está encrencado. Sobrou até para o Brasil..

Tropas no Paraguai

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Está pegando fogo na imprensa paraguaia o caso da invasão do país por tropas brasileiras. Deu-se que um batalhão do Brasil, com blindados e o diabo, foi flagrado pela polícia paraguaia dentro do território vizinho. Uns 30 metros. Uma merreca, não fosse o país estar melindrado com as declarações infelizes de um general brasileiro, que, ironizando, disse estar disposto a mandar tropas a Itaipu se o presidente Fernando Lugo resolvesse invadir a hidrelétrica.

O clima está brabo, Há ameaças contra agricultores brasileiros no país, os brasilguaios, e as Forças Armadas do Brasil têm feito manobras regulares na fronteira, o que é visto pelos vizinhos como tentativa de intimidação.

Ali onde estavam as tropas é um cerradão danado, não é difícil que os soldados tenham mesmo se perdido e passado um pouco da fronteira. Mas ficou chato, o Brasil vai ter de explicar como é que o Exército não tem nem um GPS decente nos seus carros combate.

Oliveira, o canalha da redação, que não tem meus amigos paraguaios e, portanto, compartilha de todos os preconceitos chovinistas contra nossos hermanos guaranis, defende com unha e dentes a inocência do batalhão brasileiro, e tem resposta para essa desorientação inexplicável.

_ GPS eles até tem. Mas compraram o deles na Ciudad del Leste!

A Nossa Caixa e o caixa deles

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Oliveira, o canalha da redação, estava indignado, nesta manhã, e mastigava a seção de Economia do jornal, babando, digerindo a custo a notícia da compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, ao preço de R$ 70 por ação. Rosnava, o Oliveira.

Na quarta-feira, cada ação era negociada na bolsa por cerca de R$ 51,50. Quem tinha ações do ex-banco estadual paulista há dois dias acordou hoje com um lucro de mais de 35% nessas aplicações.

_ E eu, que não posso investir em ação por causa do código de ética do jornal! _ esbravejou o Oliveira, depois de cuspir o papel rasgado e babujado num cesto colocado estratégicamente perto dele pela faxineira do jornal, a diligente dona Júlia.

_ É como ver a Luana Piovani enamorada por um sujeito que embolacha ela em público! _ comparou, e ninguém entendeu.

_ Certas coisas parecem tão fáceis, à disposição de qualquer zé mané; mas não são para a gente _ resmungou o frustrado investidor, e saiu, furibundo, para mais uma entrevista coletiva do Guido Mantega.

O dólar e a vingança do Meirelles

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Entro em férias, neste sábado, sem computador e com pouco dinheiro, donde que a regularidade dos posts deste Sítio sofrerá um pouco. Estava catando velhos posts num antigo blog, o Sítio original, aberto em 2004, para cobrir as faltas. E encontrei este, de quase quatro anos atrás.


25/11/2004 11:29
Dica valiosa (ou o BC e eu)
Existe um meio infalível de descobrir se a cotação do dólar vai subir. É ver se eu vou viajar de férias ao exterior, ou se planejo alguma despesa em dólar. Agora, por exemplo, eu estava decidido a renovar assinaturas de revistas estrangeiras que já tive e cancelei porque estavam muito caras.

Foi eu preencher os boletinhos e o Banco Central interveio no câmbio. Na última vez em que passei as fronteiras, o BC fez tamanhas mexidas no mercado que paguei contas de restaurante com o euro indigesto, a mais de quatro reais. Para nunca mais pensar em atravessar o Atlântico.

Só que dessa vez o governo se precipitou. Eu não havia posto os boletos no Correio!!!

Ha ha! Se deu mal Henrique Meirelles! E se pensa que vou cair em tentação só porque a mexida no dólar foi merreca, está muito enganado! Desisti de fazer as assinaturas! Desisti, está ouvindo? (Alguém aí pode dizer pro Meirelles que não vou mais assinar nenhuma revista estrangeira, que abdiquei de qualquer intenção de rever os bares de jazz nessa Nova York de alfândega hostil a estrangeiros e que meu orçamento não me permite flanar pela Europa?).

Bom, moçada, quando eu resolver assinar as revistas, eu aviso. E aí vocês correm para comprar dólar, porque vai subir. É batata. Subirá horrores antes que chegue a fatura do cartão de crédito.

Pois é, o dólar estava em RS$ 1,60 há quase um mês, quando marquei as passagens e fiz reservas no hotel, em NY, para onde parte depois de amanhã. Foi mal, esqueci de avisar.

E aí o Henrique Meireless inventou o tal de swap cambial reverso.

Cara vingativo, sô.

André Dusek, grande repórter fotógrafico

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Convite_Andre_Dusek.jpgAh, 25 de novembro... Estarei no Jazz Standard, ouvindo a Maria Schneider. Não aquela Maria Schneider. Mas ESTA Maria Schneider.

Mas, para vocês que não estarão de férias, e, eventualmente, possam estar em Brasília, como o Hermenauta ou o Santoro, recomendo passar no Balaio Café, para a inauguração da exposição do meu amigo André Dusek, filho do Milan e irmão do Eduardo, que não sabe latim mas manda muuuito bem com uma máquina fotográfica (e com um pandeiro, mas isso é assunto para outro post). Ele faz um registro notável do dia a dia dos repórteres de Brasília com quem trabalhou. Na verdade, não conheço essa série, só de ouvir falar; mas, pela sensibilidade e criatividade do André, recomendo de olhos fechados. O que é um contrasenso, em se tratando de fotografia.

MInha coluna, nesta segunda, no Valor:

Era previsível. A elevação da cotação do dólar em relação ao real e a crise nas montadoras de automóveis, que chegou arreganhando os dentes na Argentina, ameaçam criar mais um ponto de atrito nas relações entre os dois maiores sócios do Mercosul.

Os argentinos querem rediscutir os termos do acordo de livre comércio automotivo com o Brasil e elegeram esse ponto como um dos principais do encontro a se realizar hoje(segunda-feira), em Buenos Aires, da Comissão Bilateral de Monitoramento do Comércio.

Mais uma vez, as diferenças nas política macroeconômicas dos vizinhos e a divisão das unidades de produção de multinacionais automotivas impõe obstáculos ao livre comércio entre os dois países. Em Buenos Aires, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, e representantes de associações industriais, entre elas a Anfavea, das montadoras brasileiras, vão se reunir com os autoridades e empresários na Argentina, para contornar os problemas que podem surgir do flagrante desequilíbrio nas relações comerciais dos dois países.

Ben Coonley - Olá, perfeito estranho

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"Não acho que Karaoke seja vulgar, ou ruim. É o melhor que você pode conseguir se é agnóstico e ainda quer uma sensação de júbilo"

Esse é Ben Coonley, assunto de reportagem de duas páginas na da ARTnews de novembro, que terminou seu mestrado em artes em 2003, e faz obras avacalhando tecnologias ferramentas tecnológicas modernas, como o You Tube, o Photoshop ou Powerpoint. Em muitos de seus trabalhos, o que era para ser um eficiente uso dos recursos modernos de vídeo desaba em entropia, em erro, como numa velha comédia pastelão.

É uma tendência bem contemporânea, quase um cacoete, essa mania de apropriação de imagens para construção de trabalhos. Coonley está na corrente que tem suas nascentes no dadaísmo, no Pop de Andy Wahrol, que joga com simulacros das abundantes imagens da indústria cultural, criando estranhezas, efeitos imprevistos. Há, claro, quem ache apenas uma gracinha um gato citando Walter Benjamim no esforço de atrair o carinho de alguém qualquer.

(Já que estou falando da ARTnews, um comentário paralelo: como se tornou hábito, menções a artistas brasileiros estão espalhadas pelas páginas. Há referências ao Ernesto Neto, à _ claro _ Lygia Clark, aos irmãos Campana e aOs Gêmeos. Estes, na matéria de capa, sobre arte urbana, e o texto termina contando como os Gêmeos mudaram a forma de se ver esse tipo de arte e botaram a prefeitura de Sâo Paulo numa saia justa, ao serem exibidos na Tate Modern numa época em que os servidores municipais andavam apagando os grafittis deles pela cidade). Conosco ninguém podosco!

Voltando ao Coonley, o vídeo abaixo é o maior sucesso dele, foi exibido na Bienal de Moscou em 2007 e, no momento de edição da revista (aí por meados de outubro) tinha sido visto 244 mil vezes no You Tube. De lá para cá, mais 30 mil visitas acompanharam a busca frustrada de Otto pelo carinho de um perfeito estranho.

SABADOS - 15/10/2008

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Poupando muita gente de se aventurar sem bússola nessa selva blogosófica, a revista Época faz uma relação de 50 blogs indispensáveis, e comemoramos neste Sítio a quantidade de amigos na lista. Entre os jornalistas, estão o Alon, o Pedro Dória, o Josias, o Fernando, o Nassif, o Noblat (este último tem futuro, prestem atenção nesse cara). O Almirante Nélson, que já contribuiu compulsoriamente nestea revista está lá. Tem o Inagaki, que conheço meio de longe, por tabela, dos amigos. Mas a maior alegria vai para o reconhecimento da indispensabilidade da Lucia Malla, deste Verbeat, com seu Faça a sua Parte. AQUI.

Nesta edição de sábado, estamos meio herméticos, com uns posts para iniciados, mas que, vocês verão, ainda serão matéria de capa na Época. Algum dia.


RAÇA

Talvez muitos não saibam que a primeira lei contra a discriminação "racial" no Brasil só foi promulgada por causa dos Estados Unidos.

Era uma fria noite de junho de 1951. E os funcionários de um hotel de São Paulo resolveram negar hospedagem a duas pretas estranhas, arranhando uma língua esquisita. Só que essas negras eram a renomada bailarina e coreógrafa Katherine Dunham, mais tarde reconhecida como a "mãe" da dança moderna; e a soprano Marian Anderson, célebre cantora e militante pelos direitos civis em seu país.


Em tempos de Barack Hussein Obama, esse é o Nei Lopes, que defende com elegância a chamada visão racialista no Brasil. Discussão grande, e polêmica, levada por um cara inteligente. AQUI.


CINEMA

O Biajoni e o Rafael Galvão não gostam de Limite, o que é uma injustiça, acho um absurdo. Como pode. Eu, por exemplo, aguentei metade do filme, antes de sair para nunca mais. Mas o Bia e o Rafael são gente inteligente, e fizeram uma lista dos 25 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Enfrentaram algumas vicissitudes:

Havia dois problemas a serem resolvidos. O primeiro é Walter Hugo Khoury. Nem eu nem o Bia duvidamos que ele seja um dos mais importantes cineastas brasileiros; mas não conseguimos achar um filme, especificamente, suficientemente bom. O melhorzinho de todos nos parecia "Amor Estranho Amor", mas ele simplesmente não parecia ser filme suficiente para uma lista dessas. A não ser que se considere o "conjunto da obra" do Khoury.

O segundo é Nelson Rodrigues. Nenhum autor brasileiro foi tão castigado por cineastas quanto o anjo pornográfico. O tratamento dado a Nelson por cineastas como Neville d'Almeida prejudicou um dos maiores dramaturgos brasileiros da história. E no entanto, a filmografia baseada nele é extensa e importante. O melhor filme feito sobre uma obra de Nelson é "Toda Nudez Será Castigada", mas aí era Jabor demais em uma lista só. Pelo Bia, não entrava nem mesmo "Eu Te Amo".

Também não aguentei Eu te Amo até o fim. Mas Bia e Rafael chegaram lá. Digo, AQUI.


COMPORTAMENTO

Novela é mais eficaz que preservativo. Descoberta antiga que andam vendendo como nova. Os detalhes, interessantíssimos, num sítio meio abandonado, mas não menos frequentável, que descobri guiado pelo hermenauta, AQUI.


FILOSOFIA

O brasileiro esperaria as reflexões do alemão ou do francês (os ingleses não as criam, não é mesmo?), então usaria as categorias de um ou de outro para analisar o jegue como se ele fosse um camelo, concluindo que jegues são seres muito complexos e multidimensionais, quase como camelos, e que, portanto, a camelagem (ou camelidade) é múltipla. E isso sem jamais se perguntar se o camelo existe realmente.

Tem gente que traduz complexos conceitos filosóficos para língua de gente, numa habilidade notável e rara. Não é o caso, esse sítio fala grego mesmo, embora traduzido. Elevando o conceito de private joke a alturas aristotélicas, um sítio de filosofia especula sobre a análise ontológica dos camelos numa perspectiva verde e amarela. Não é para qualquer um. Eu adorei. É isso AQUI.

MÚSICA

Hoje essa revista paparica os iniciados. Para diluição cultural já existe a grande imprensa. E o Milton Ribeiro, depois de cascatear sobre o efeito Mozart, aquele que leva pesquisadores a embalar criancinhas de berço com a música do austríaco para ver se ficam mais inteligentes, fala como se transformariam os bebês com a audição de outros clássicos:

EFEITO SCHOENBERG: a criança nunca repete uma palavra antes de usar todas as outras palavras de seu vocabulário. Às vezes fala de trás para diante. Com o tempo, as pessoas param de lhe prestar atenção. A criança passa a reclamar da burrice dos outros, que são incapazes de entendê-la.

EFEITO RICHARD STRAUSS: a criança sempre pede para comer o último doce. Quando termina procura por mais últimos.

EFEITO PHILIP GLASS: a criança costuma dizer tudo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo.

EFEITO STRAVINSKY: a criança tem uma pronunciada tendência a explosões de temperamento selvagem, estridente e blasfemo, que freqüentemente causam pandemônio na escolinha.

Mais AQUI.


BOM EXEMPLO

Livros pela rua. No Tiago Dória. AQUI.


2º clichê: HUMOR

Anteprojeto

No principio era o caos
Ou é agora?
Brincadeira tem hora!
Eu dou meu testemunho:
Isso que está aí
É apenas um rascunho.

Esse é o Millor, tio talentoso do meu amigo Rodolfo Fernandes, que só agora, com nove anos de atraso, descubro ter um sitio no UOL. AQUI.. Pior para ele; alistei entre os colaboradores desta revista.

Efeito colateral

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Hedionda essa história de fritura do ministro Temporão, que denunciou, vejam só corrupção na Funasa _ subordinada ao ministério mas manobrada pelo partido dele, o PMDB.,

Fritura é coisa terrível para o organismo. Não se faz isso logo com um ministro da Saúde. É uma desmoralização.

O João do Senado e seu e-mail honesto

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carteiro.gifO sujeito trabalha na seção de documentários da TV Senado. Poderia até trabalhar mais, não fosse a quantidade gigantesca de mensagens eletrônicas em sua caixa postal. Sugerindo que deveria ser mais bem dotado. Recomendando ofertas imperdíveis. Convidando para participar de esquemas em países africanos com herdeiros de fortunas ilegais. Até anúncio de uma liqüidação de perucas ele recebeu. O pobre João Carlos nem careca é.

Mas uma coisa incomoda muito o João Carlos. São os e-mails de assessorias de imrpensa, reproduzidos em ritmo virótico, exponencial. João fez jornalismo, também já namorou com a idéia de trabalhar em assessoria, mas acredita que alguém nesse tipo de emprego é remunerado para, no mínimo, pesquisar e identificar o público a quem se destinam seus press-releases (pessoal de assessoria é assim, gosta muito de termos em inglês).

João acha que muitos assessores confundem divulgação com panfletagem. Em vez de criar uma lista inteligente de destinatários, devem comprar a metro relações de endereços eletrônicos. E com a facilidade da Internet, vomitam e-mails aos milhares, como aqueles papeizinhos jogados de aviões nas praias da infância do João, que emporcalhavam ruas e areias.

Quem paga esse pessoal mede o desempenho deles com base no número de caixas postais entupidas com mensagens inconvenientes? É o que pergunta João, nas meias horas que perde, todo dia, apagando e-mails que não são para ele, nunca seriam para ele.


(a imagem acima eu roubei daqui)


O senador Eduardo Suplicy é um bom exemplo de político que pega um tema popular e insiste em transformá-lo em lei, quebrando resistências e beneficiando a sociedade. É o que ele faz com a campanha da Bolsa-Família, há quase uma década. Podem reclamar, mas a Bolsa Família tem pai liberal, Thomas Friedman, e é uma maneira reconehcidamente eficiente de reduzir disparidade de renda. está funcionando, apesar dos _ poucos - desvios.

O senador Paulo Paim é um bom exemplo de político que adota um discurso populista e anda pelo caminho fácil das medidas eleitoreiras, que poucos têm coragem de atacar publicamente. Aposentadorias, quem será contra?

Quem pretende se aposentar em médio prazo, ou tem filhos que gostaria de ver em um Estado do bem-estar social deveria se preocupar coom as peripécias do senador Paim.

Ele vai inviabilizar a Previdência, enquanto engorda seus bolsões de votos com iludidos em sua base eleitoral.

Está proibido ser generoso com os mais pobres, é o que determina a lei do senador Paim.. Eu explico adiante o porquê.

Via BBC, a notícia: cientistas mexicanos produziram diamantes a partir da tequila. Parece invenção do Roberto Bolaño, mas é o que os cartesianos chamam de verdade verdadeira. Afinal, a tequila como a Scarlet Joahnssen, não passa de um amontoado de átomos de carbono, água e sais minerais.

Peguei lá no Estadão, para você, pessoa incrédula:

Cientistas mexicanos produzem diamantes com tequila
Diamantes são pequenos demais para jóias e poderiam ter uso industrial e médico.

Da BBC News - Cientistas da Universidade Autônoma do México afirmam que descobriram um método para produzir diamantes sintéticos usando a tequila, a bebida mais famosa do México.

A descoberta dos físicos mexicanos poderá ter usos na indústria, mas os diamantes artificiais produzidos a partir da bebida são pequenos demais para serem usados como jóias.

Miguel Apatica, chefe da equipe científica responsável pela descoberta, explicou à BBC que a equipe aumentou a temperatura da bebida para obter os diamantes.

"Primeiro nós transformamos a tequila líquida em vapor, usando muito calor. As moléculas de gás então são quebradas em partículas minúsculas. Então, aumentamos ainda mais o calor, para cerca de 800 graus Celsius", afirmou.

Pois é, esmola demais faz os indivíduos de baixa renda observarem o acontecimento com certo ceticismo, como se diz lá no Itamaraty. O diamante de tequila é muito pequeno para servir de jóia.

Mas ainda dá motivos de alegria. Com gelo, limão e açúcar, abrilhanta qualquer festinha. Não sei se dá para dizer que desce redondo, hay que preguntar a los mexicanos, caramba.

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De repente, da rádio, da tv e, onde é possível, até da geladeira, começou um bombardeio de notícias sobre a "morte súbita". É, alertam os médicos, uma ameaça que pode te levar ao túmulo mesmo que seus exames periódicos te prometam longa vida e saúde de touro

(ninguém tem saúde de vaca, já reparou? E elas são mais resistentes que os touros, creia em mim).

Esqueça o mundo maravilhoso dos avanços da ciência; esse novo alerta saiu de outra toca, a da indústria de medicamentos. Inventaram até o Dia Nacional da Morte Súbita. Que não coincide com algum aumento de mortes nas estatísticas, mas com outro fenômeno que vem acontecendo lenta e persistentemente: a morte da visão crítica.

Ops, mas que coincidência! Como deve haver uma solução para todo problema, justo na semana do Dia da Morte Súbita, sai um estudo revolucionário! Olha só AQUI. e AQUI! Que coisa, e mal a gente tinha digerido essa notícia AQUI.

É, mas, antes de correr à farmácia, não deixe de ler AQUI.

Posso detalhar meu diagnóstico para isso:

Quebrando a cara

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Vaidoso, o presidente do BC faz Pilates, e, submetido a uma daquelas sessões de tortura a que chamam audiências no Congresso, deu uma alongada esquisitona aí. Mas o Josias pegou a excelente seqüência do Lula Marques e fez lá no blogue dele a melhor tradução visual do encontro da ortodoxia com o mundo do subprime, quando os liberais confirmaram duas lições do velho marxismo: tudo que é sólido desmancha no ar e o mercado, deixado solto, em vez de regular destrambelha tudo.

A série animada do Meireles está AQUI.

Areia na Obaobamania

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new-yorker-blitt-obama-osam.jpgPelo menos no Oriente Médio, a euforia com a eleição de Barack Hussein Obama durou pouquíssimo. O tempo de o novo presidente nomear seu primeiro assessor importante. Importantíssimo, aliás.

Mas isso só interessa a quem se dispõe a ler meu outro e meio abandonado blogue, O ainda não censurado Ralações Internacionais. AQUI.

Carlos Garaicoa, artista cubano. No Brasil.

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Arte é brinde aqui no Sítio - leve o seu

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Você conhece alguém que, por falta de dinheiro, se contentou com um poster do artista favorito, mas sempre ficou meio com vergonha de exibir aquela reprodução na parede em que gostaria de ver uma obra "de verdade". Conhece sim. Este Sítio oferece agora a oportunidade de dar um presentão a essa pessoa, uma legítima obra de arte, de museu mesmo, a baixo custo.

Bom, a pessoa tem de gostar de Walker Evans.

Evans é um dos papas da fotografia documental. Revolucionou, pela objetividade, a maneira de retratar o povo, quando foi contratado, entre outros fotógrafos que marcaram época, pela Farm Security Administration (uma espécie de ministério do Desenvolvimento Agrário, sem reforma agrária do New Deal nos EUA pós-recessão de 29).

Ou seja, a pessoa tem de gostar de foto de pobre.

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SABADOS- 8 de novembro (2º clichê)

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Bem vindos a mais uma edição de Sabados, a revista particular deste Sítio, que tira proveito da zona autoral espalhada pela Internet, e bota para trabalhar para nós os talentos que um dia gostaria de ter. Um dia, aliás, essa revista será de fato semanal como o nome indica. Na semana em que, finalmente, chegou à presidência dos EUA um homem negro formado em Harvard, com uma casa de um milhão de dólares num bairro chique de Chicago, este editor e sitiante deseja que, um dia, não seja notável exceção um homem negro ou uma mulher, ou um(a) índio(a) chegarem a qualquer posto ou emprego na sociedade da qual fazem parte.

Sugestão de leitura: se não quer ficar mudando de página a cada clique, sugiro que use o botão do direito do mouse (do rato, se for leitor de Portugual, onde não falam nossa lingua) e escolha a opção "abrir em otura guia - ou em outra página)

Literatura

"Se a mim me mandassem dispor por ordem de precedência a caridade, a justiça e a bondade, daria o primeiro lugar à bondade, o segundo à justiça e o terceiro à caridade. Porque a bondade, por si só, já dispensa a justiça e a caridade". É o que diz o bom colaborador compulsório deste blogue, neste post AQUI.

O blogueiro José Saramago tem talento, e, apesar da avançada idade, vai longe.

Como Lula, a primeira reivindicação de Saramago a Barack Obama é aproximar-se de Cuba, pelo jeito, proposta de consenso da esquerda, que sabe dos limites do novo presidente dos EUA para consertar as trapalhadas no Oriente Médio e mudar o eixo do suntuário e catastrófico way of life norte-americano.

Humor

"Bom, já que piadinhas manjadas estão fora do roteiro, posso então abotoar minha blusa? "

É, sou fã do cara. O Nélson bota um piloto de sitcom lá no blogue do Almirante. Lá e AQUI.
Economia

Um belo estudo de Robert McCauley and Guonan Ma, do BIS (Bank of International Settlements, espécie de banco de referência para os Bancos Centrais do mundo) chamado "Resisting financial globalization in Asia" (Reisstindo à globalização financeira na Ásia) documentq como quatro países _ China, Índia, Coréia do Sul e Tailandia _ jogaram "areia nas rodas das Finanças" de várias maneiras. Curiosamente, esses países que mais resistiram são os menos afetados pela crise.

Isso aí em cima quem diz é o Dani Rodrik, economista brilhante e liberal no sentido saxônico, que resiste em escrever em português, língua do país do futuro, mas traz interessantes comentários sobre como ser pouco globalizado funciona como vacina anti-crise, AQUI.

Jornalismo

matthews_castro.jpgMatthews foi considerado herói da Revolução Cubana, homenageado por Fidel. Contudo, Castro o humilhou numa cerimônia, contando uma história - quase com certeza, inventada - de que teria enganado o jornalista fazendo suas parcas tropas marcharem em círculos, para dar a impressão de serem mais numerosas.

Tive de reabrir a edição da revista para botar esse artigo do Maurício Santoro, sobre o jornalista que inventou Fidel Castro. O cara do NY Times que revelou ao mundo e romantizou os guerrilheiros da Sierra Maestra, e acabou destruindo a carreira com isso. História contada com outro jornalista, que se deparou com o personagem quando escrevia o _ ainda na gaveta _ funéreo de Castro. AQUI.

Etimologia

Sonhava escrever um romance em portunhol, língua vivíssima ainda não esterilizada pela gramática normativa. O Jorge foi mais eficiente, e seu la vengeanza de los motomuchachos ainda será objeto de tese acadêmica.

Recuerdo los dias de fumos y cuonversas en tiempos distants. Hoy entriego cabezas cuortadas cuomo admoestación de la pace de los injustos. Non hay arrepiendimiento en eso que fazo; eso es mi trabajo en una ciudad que lo necezita.

O trozo entero está ACÁ.

Política

Na campanha de Gabeira faltou esse aspecto de militância, em que pese o esforço heróico dos voluntários. Ninguém imagina que os militantes democratas teriam deixado de ir votar se fosse feriado. Obama tinha apoio de centrais sindicais, tinha apoio de organizações estudantis, de movimentos de negros, de gente que se formou politicamente em uma vivência de vários anos de prática cidadã.

Os espertos sociais-democratas do Na Prática a Teoria é Outra teorizam, de leve, num texto extremamente agradável, sobre o que o Obama tem que o Gabeira não teve. Além do bronzeado, claro. AQUI.

Américas

Sei muito pouco sobre a Guatemala, além da simpática história das bonequinhas guatmaltecas, brinquedo local que consiste numa caixinha de madeira com bonequitas de pano, a quem as crianças contam os problemas para que elas, as bonecas, resolvam durante a noite.

O Renato, do Tordesilhas, também sabia pouco, mas foi para lá. E conta detalhes interessantes, AQUI.

A primeira vez na América Central a gente nunca esquece.



Sociologia

A Carla Rodrigues também fala de Gabeira. Mas para tratar da cisão entre a Zona Sul e a Zona Norte, dentre os descolados e os suburbanos, tribos que se misturam no Rio embora nem sempre percebam isso. AQUI.

Blogolândia

"Blog é tribo? É como na nossa geração, que agente tinha DCE, Igreja...?"
"Nos anos 80, em São Paulo a gente teve uma geração de escritores que nasceu em agências de publicidade. Há cem anos a gente fazia folhetim, agora tem uma geração que é blogueira"

Essa é a Fal, , amada por muito blogueiro, dando entrevista para o "Sem Censura. Que o Biajoni capturou para se ver AQUI.

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Capa de chuva na cor verde; livro: Seis Propostas para o Próximo Milênio do autor: Italo Calvino, da editora Cia das Letras; um mosquetão na cor azul com lanterna e um minicanivete suíço; um óculos quebrado; um porta-óculos na cor preta; um bloco de anotações com logotipo do PT. Um porta-moedas de couro; uma nota de US$ 1,00...

Além da canastra da Emília, só o Bicarato poderia carregar conjunto de tralhas tão heterogêneo para sobreviver na capital. AQUI.

Xuxexo

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A Xuxa Meneguel será a porta-voz da campanha contra exploração sexual de criança e adolescente. Muito certa essa idéia dos gênios de marketing da Secretaria de Direitos Humanos. É uma demonstração de que as pessoas podem se reintegrar aos valores correntes da sociedade. Exploração de menores, nunca mais.

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Ela, afinal, entende do assunto. (Para não criar problema em minha nova casa, boto logo a advertência: não clique no link seguinte se não for maior de idade, ou for muito suscetível). Como se vê AQUI

Deu primeiro no cinema

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Eu pensava em escrever um post sobre como a indústria de entretenimento preparou psicologicamente o povo americano para a chegada de um presidente negro, mas um xará, o Sérgio Rizzo, sacou primeiro. Ele faz uma listinha lá no blogue dele dos filmes em que a maior economia do planeta é representada sob o comando de um homem afro-descendente (pelas teorias atuais da evolução não somos todos afro-descendentes? Mas isso é outro post).

A lista começa com James Earl Jones, em "O Presidente Negro", de 1972, e continua em filmes onde a coisa é tratada na base do matter of fact, o presidente é negro, como poderia ter olhos azuis, questão de detalhe. O Rizzo pede aos leitores que lembrem de outros filmes (também tinha idéia de fazer isso, afinal, é para essas coisas de inteligência colaborativa que serve a Internet, é ou não é?). Eles lembraram só do Quinto Elemento, do Luc-Besson.

Não se deve subestimar o efeito psicológico que têm os produtos da midia no inconsciente coletivo. Mas a análise profundamente intelectualizada desse troço eu faço depois.


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Essa eu não vi, me foi contada pela Cristiana Lobo; e o Idelber e o Dória, lá nos EUA também devem ter perdido:

Entrevistado pela Globo, um funkeiro carioca comenta que tem simpatia pelo Obama, mas está em dúvida. :

_ Preciso saber mais sobre esse M.C. Caim, aí.

Olha que ele nem tinha visto esse vídeo velho já citado pelo Dória AQUI.

Correção política

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Certo, é um feito histórico a emocionante eleição de Barack Obama, porque levou um homem negro à presidência dos Estados Unidos.

Mas, por esse raciocínio, revolução mais empolgante seria a eleição da Condoleeza Rice, que, além de negra, seria a primeira mulher a comandar a Casa Branca. Vamos de Condi, então, na próxima?

Ou será que o melhor critério para avaliar a capacidade de um presidente para promover mudanças não é nem o sexo nem a cor da pele?

Pau no Protógenes

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Equipes da PF invadiram lugares freqüentados pelo delegado Protógenes Queiróz, com mandados de busca e apreenderam computadores e documentos do policial que botou _ por pouco tempo _ Daniel Dantas na cadeia .

Pelo jeito, a Operação Satiagraha vai resultar finalmente em alguma punição. A do delegado que investigou o escândalo.

Protógenes só tem uma saída. Dizer que conseguiu as informações torturando os investigados. Aí, quem sabe, ele ganha o apoio e defesa da Advocacia Geral da UniãoGORILA[1].JPG.

E pagaram a alguém para isso

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axe.jpgMais um relato de minhas aventuras pelo bizarro país dos publicitários engraçadinhos. Encantadora a propaganda nova do desodorante AXE antitranspirante na TV, em que um sujeito esguicha litros de seiláquelíquido pelas axilas, banhando a namorada e o universo em volta, até que ela seca o jorro descarregando o desodorante sob as mangas da camisa do infeliz.

Pelo jeito não deu certo a idéia surrada explorada antes pela marca, de que o uso dos desodorantes transformariam o desodorizado em um magneto de mulheres saídas de passarelas da Fashion Week.

Se me lembro bem das aulas de semiologia,esse novo e torrencial reclame passa a seguinte mensagem subliminar: quem usa AXE antitranspirante é um freak com diarréia no suvaco.

Vai ser um sucesso.

Ele chegou lá!!!!!

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Todo mundo já sabia que a eleição não seria o mais difícil. O governo pela frente é que seria o desafio. Jovem, não-WASP, com carreira ligada à luta pelos desfavorecidos, e recém-eleito presidente da maior potência econômica do planeta...

Estou falando do católico John Fitzgerald Kennedy, claro. Quando releio revistas velhas dos anos 50 e 60 me impressiona a paixão que esse novo fenômeno (na época) da política americana despertou mundo afora, as expectativas que criou, o modelo que estabeleceu para os adeptos da democracia nos países então subdesenvolvidos, como o nosso. O tratamento dado a Kennedy na midia era o da celebridade e de mocinho de filme, como não se deu para nenhum outro presidente dos EUA depois, nem à celebridade Reagan, que chegou á presidencia escudado em uma carreira de mocinho de filmes.

O charme de Kennedy e a admiração que ele despertava em intelectuais brasileiros contrasta com o lado falcão do sujeito. Ele atolou os EUA no Vietnã, comandou a fracassada tentativa de invasão de Cuba, pela Baía dos Porcos, e, se não tivesses lhe arrancado os miolos antes provavelmente apoiaria o golpe de 64 no Brasil e a onda de criação de ditaduras no continente que tentou atrair com a Aliança para o progresso. Coisas da Guerra Fria, diria o outro.

Vejo como tratam o Obama, e não consigo deixar de comparar com o Kennedy. ("E dizem que vai terminar como ele", diz o agourento Oliveira, o canalha da redação, ao ler esse post por cima de meu ombro, de passagem para o cafezinho). Não não estou falando das teses paranóicas sobre a impossibilidade de um mandato completo para o primeiro homem negro _ na verdade mulato _ a chegar ao Saláo Oval, que tantas delícias se mostrou capaz de proporcionar na história.

Há uma mitificação do fenômeno Obama. E potencializada no resto do mundo pelo desconhecimento do real poder do Executivo e da força que tem o Legislativo nos EUA. É preciso uma comoção popular como o 11 de setembro para que um Bush (digo, Dick Cheney) possa fazer uma lambança como a que fizeram no Iraque e no Afeganistão.

Protejam as cavidades!!!!!!

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Não, este não é um post que eu havia preparado para a eventualidade da vitória do McCain e que publiquei por engano. A cavidade, no caso, é mais embaixo. E o alerta nem é meu, é do Maurício Tuffani, excelente jornalista que conheci quando fundamos, no início do século, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Saí da Abraji antes que investigassem e descobrissem que estou mais para meu caro Watson que para Sherlock Holmes.

Não é meu, mas endosso o alerta. Estão ameaçando as cavernas nacionais. A coisa é séria. E, portanto, é melhor que o Tuffani explique:

Se depender de quase toda a imprensa brasileira, a mudança da legislação sobre as cavernas brasileiras só será conhecida pela sociedade como fato consumado. Já existem 31 entidades que apóiam o manifesto da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), contrário à intenção governamental de alterar o Decreto 99.556, de 01/10/1990, que "Dispõe sobre a proteção das cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional, e dá outras providências".
Entre as exceções a essa omissão midiática, destacam-se as reportagens "Projeto ameaça 70% das grutas do país", da Folha de S. Paulo, reproduzida na Folha Online (25/10/2008), e "De volta ao tempo das cavernas", do portal O Eco (17/10/2008), que retomou o assunto uma semana depois com a nota "Contra o decreto cavernoso" (24/10/2008).

Com esse título aí em cima, O Eco ferrou com o trocadilho que estava guardando para encerrar o post. O jeito é ler a história toda, lá no combativo blogue do Tuffani, que traz um abaixo assinado para proteger os buracos nacionais. Se a Internet ajudou a eleger o Obama e proteger o mundo da continuidade da era Bush, o que não poderá fazer pelas grutas do país?. Vão lá no Tuffani, ou melhor, vejam AQUI.

Palinhaçada

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A TV aqui até falou da história. Mas o trote que um programa humorístico deu na candidata a vice-presidente dos EUA, a indefensável Sarah Palin, merece tradução, que faço aqui (muito livremente) para os frequentadores deste Sítio, com links explicando as referências feitas. É uma demonstração de que ninguém deve se candidatar a cargo importante se não tiver nem leve idéia do que se passa além das geleiras do Alasca.

Usei a transcrição parcial feita pelo site Gawker, onde, para fugir dos erros de meu mau inglês vocês podem conferir o original:

A: Sim, alô, governadora Palin.

P: Alô, é Sarah; tudo bem?

A: Tudo, e você? Aqui é Nicolas Sarkozy; como vai?

P: Oh, é bom falar con você. Obrigado por nos chamar.

A: Oh, é um prazer.

P: Obrigado, temos tanto respeito pelo senhor, John McCain e eu. Nós o adoramos, muito obrigado por perder alguns minutos comigo.

A: Acompanho de perto sua campanha, com meu assessor especial para a American, Johnny Hallyday, você conhece?

P: Com certeza.

A: Excelente. Você está confiante?

P: Muito confiante e estamos agradecidos com as pesquisas mostrando que a disputa está ficando apertada, e...

A: Bem, eu sei muito bem que uma campanha pode ser cansativa. Como você está se sentindo, minha querida?

P: Me sinto tão bem! Sinto como se a gente estivesse numa maratona e bem no fim da maratona você recebe o impulso forte do vento e cava o primeiro lugar.

A: Sabe, eu me elegi na França porque sou real, e você parece ser alguém real também.

P: Sim, isso. Nico, nos alegra tanto essa oportunidade!

A: Você sabe que a vejo como presidente um dia, também.

P: Quem sabe daqui a oito anos.

A: Bom, torço por você. Sabe, temos muito em comum porque, pessoalmente, caçar é também uma das minhas atividades preferidas.

P: Oh, ótimo. A gente devia ir caçar juntos.

A: Exato, devíamos tentar caçar em helicópteros como você fez. Nunca fiz isso. Como dizemos em francês, on pourrait tuer des bebe phoque s, aussi (podíamos matar também uns bebês-foca - tradução minha).

P: Bem, acho que a gente podia se divertir bastante, enquanto a gente ia trabalhando. Matar dois coelhos nhuma cajadada, desse jeito.

A: Eu simplesmente adoro matar esses animais. Mmmm, mmm, acabar com uma vida, isso é tão divertido. Eu adoraria ir, desde que não levássemos junto o Vice-Presidente Cheney.
P: Não, vou ser uma atiradora cuidados, pode crer.

A: Sim, sabe, temos muito em comum também, porque, da minha casa, posso ver a Bélgica. Um pouco menos interessante do que seu caso.

P: Bem, olha, estamos logo do lado de países diferentes que todos temos de trabalhar junto, pode crer.

A: Teve gente dizendo, nos últimos dias, e achei uma baixaria, que você não tem experiência suficiente em relações externas, e você sabe que isso é completamente falso. Foi o que eu disse para meu grande amigo, o primeiro-ministro do Canadá, Stef Carse.

P: Bom, ele está indo bem, também e, bom, quando você está numa posição subestimada, isso te dá uma chance de provar que os especialistas, os críticos tão errados. Você trabalha muito mais duro.

A: Eu estava pensando, porque você está tão próxima a ele, um dos meus bons amigos, o primeiro-ministro de Quebec, Mr. Richard Z. Sirois, você esteve com ele recentemente? Ele apareceu em uma de saus caravanas eleitorais?

P: Não o vi em nenhuma das minhas caravanas, ma tem sido ótimo trabalhar com as autoridades canadenses. Eu sei, como governadora, que nós temos um grande esforço cooperativo lá, no trabalho em todos nossos projetos de desenvolvimento de recursos. Sabe, eu espero trabalhar com você e conhecê-lo pessoalmente e à sua linda mulher. Ai Jesus, você botou um bocado de energia no seu país com essa sua família linda.

A: Muito obrigado. Sabe, minha mulher, Carla, adoraria conhecer você, ainda que ela tenha ficado meio enciumada quando soube que eu iria falar contigo hoje.

P: Bem, dê um grande abraço nela por mim.

A: Você sabe que minha mulher é uma cantora pop, e foi top model, e é tão quente na cama. Ela até escreveu uma música para você.

P: Oh minha nossa, não sabia disso.

A: É, em francês se chama "rouge a levre sur un cochon", (botar batom num porco) ou, se você prefere, em inglês, Joe the Plumber.. é a vida dele, Joe the Plumber.



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