
Emocionante a posse do primeiro homem negro a chegar à Presidência dos Estados Unidos. Assisti tudo, até a saída dele do Capitólio, mas tive de aguentar os comentários impertinentes do Oliveira, o canalha da redação, que quase teve um troço quando a chegada do homem foi anunciada à multidão como "Barak H. Obama". H. de Hussein.
"Mas tem um padre falando no começo, um abençoando no final? E se ele fosse muçulmano, haveria um mujahedin cantando lá nauela praçona?", me pergunta o Oliveira.
"No dia em que os EUA elegerem um muçulmano presidente acho que não vai ter nenhum problema em ter um mujahedin no Capitólio, e, quem sabe, em pedir ao pessoal para se ajoelhar em direção a Meca, em vez de se levantar para ouvir a benção", arrisquei eu.
"Mas vem cá", continou o canalha. "o cara tem de jurar por Deus para ser presidente. Se o cara for de outra religião que considere isso heresia, não pode assumir o posto?"
Sei lá Oliveira. A democracia é um regime com muitas incertezas.Se o Idelber está apoiando o homem com tanto entusiasmo, deve saber o que vem por aí; é capaz de o sucessor ter permissão até para chamar um guru indiano à cerimônia, se for o caso.
"Nessa quase você pisa na bola; já ia falar pai de santo e ficou com medo de parecer politicamente incorreto, né?", insistiu o cínico.
Vai implicar com outro, Oliveira. Mais que a carga religiosa na cerimônia da demcoracia americana, o que me chamou a atenção foi a forma como o Obama se referiu aos países do mundo.
Depois da bela frase sobre como o mundo mudou e os Estados Unidos terão de mudar também, ele dividiu seus interlocutores em cinco categorias:
1)os muçulmanos, com quem os EUA buscarão respeito mútuo;
2)os que odeiam os EUA, e terão de se preocupar mais em governar que em brigar;
3)os que têm corruptos, aos quais os EUA darão a mão para sairem do lado errado da História, se deixarem de manter punhos cerrados;
4)os pobres, que terão ajuda; e
5)os que, como os EUA, vivem em relativa riqueza e terão de ajudar a melhorar a distribuição de renda do mundo.
Não descobri até agora em qual da divisões do mundo de Obama o Brasil pode se encaixar. Desconfio que a comemroada experiência de Obama com o terceiro mundo esteja muito influenciada pela visão das ruas semc alçamento da Indonésia.
"Ainda bem que ele falou em apoiar programas de energia renovável. Se o Lula quiser fazer uma visitinha à Casa Branca é melhor separar um galãozinho de etanol", concorda o Oliveira, ao lado, balançando a cabeça.

Como sempre, só tenho a concordar com o oliveira...a coisa foi toda muito bonita, mas tinha muito "deus" no meio
quanto à posição do Brasil, acho que é nenhuma das alternativas. Aliás, até agora não soube de nada que o obama tenha falado sobre o brasil. Se ele for esperto, brilhante e inteligente, como parece, deveria aproveitar o pouco tempo que resta do governo lula para dar uma virada nas relações dos dois países. Embora por aqui um monte de gente odeie e outro monte adore os eua, acho que os dois países tem muito o que compartilhar.
Tô feliz do eleitor americano ter mandado a turma do Cheney pra casa, mas dá um medinho de ver a Hillary Clinton cuidando do relacionamento deles com o Brasil. O mais engraçado é que eu fui no novo site da Casa Branca, moderno e ligado às novas tecnologias e digitei "Brazil". O site não deu resultado algum. Acho que nem o Obama e nem ninguém na equipe dele sabe como classificar isso aqui. Vamo ver.
Cumpadis, Cheney indo embora de cadeira de rodas foi impagável. Imagem do novo século :-)
Cheguei a pensar que o amigo do vice havia revidado, e dado um balaço na perbna dele, mas parece que não foi isso. O discurso do Obama pareceu, nas referências a Bush, influenciado pelo comediante que fazia o próprio Bush no saturday Night Life: crítico, mas condescendente, como se costuma ser com pessoas que não tem o domínio comoleto as faculdades mentais...