fevereiro 2009 Archives

Na crise, pode gastar mais. Mas só nos EUA.

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Como o grande alvo atual da oposição é a política de gastos do governo, os liberais estão se contorcendo para explicar por que, ao contrário do que recomendava o FMI à América Latina e à Ásia duirante as crises do século do passado, os Estados Unidos aumentaram seu déficit público para 12%.

O Sardenberg, na CBN, enrolou-se para justificar o rombo orçamentário no líder espiritual do que se chama de economia científica. Eles podem porque garantiram que é temporário e estamos em crise, argumentou.

Mas aí se atrapalhou. Obama não promete que o déficit será temporário. Diz que, no fim do mandato dele, o rombo no orçamento votla a 3%. Nada de fazer superávit para reduzir a dívida que se acumulará nesse período. Em curto-circuito com mais esa demonstração de que, na hroa do aperto, os manuais que valem para o terceiro mundo são rasgados no primeiro, Sardenberg chegou a dizer que o Obama prometeu "equilíbrio" nas contas ao fim do mandato.

Olha com mais vontade, presidente!

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Oliveira, o canalha da redação, me recebe no jornal às gargalhadas brandindo a agenda do presidente Lula para esta sexta-feira. "Depois do Google Ocean, só mesmo o céu é o limite!", brada, enigmático. Pego a agenda da mão dele, e me encanta a criatividade do gabinete presidencial:

agenda.JPG

"Sobrevoo a cabo submarino é o máximo! Também estão programando uma caravana sobre os cabos de fibra ótica subterrâneos da Tim e da Oi, e um passeio de bicicleta sobre os tubos de esgoto enterrados da Sabesp financiados pelo PAC", garante o Oliveira.

Eu, se fosse o Lula, não ia. Vai que o piloto resolve mostrar a obra bem de pertinho para ele enxergar a coisa...

Todos os nomes

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Só um orgulhoso ignorante em futebol como eu não tinha idéia de que nos gramados corre um indivíduo de nome Keirrison. Li há pouco, no jornal.

Keirrison. Os pais do rapaz tinham grandes planos para ele, está na cara.

Só por isso, aumentei meu horizonte cultural. Oliveira, o canalha da redação me conta que tem um amigo chamado Valdisnei.

Não é tão exótico assim, comento.

Não é mesmo, me explica o fascínora. O pai dele escolheu o nome para homenagear um americano famoso: Valdísnei, o criador do Mickey Mouse.

Virando a folha

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Sempre defendi a necessidade de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Não por um corporativismo rasteiro. ou por uma reserva de mercado (são tantos os alunos das escolas de Comunicação que me parece até ridículo falar em reserva de mercado nesse tema). Mas porque eu acreditava e acredito que o ambiente acadêmico é o melhor lugar para se adquirir formação intelectual necessária ao jornalismo, e as escolas de Jornalismo o melhor lugar para aprender e discutir o jornalismo de modo crítico, ainda que nem sempre se faça isso nas escolas convenientemente mal equipadas e marginalizadas pelas cabeças mandantes na Universidade.

Nos jornais, aprende-se o jornalismo como é praticado naquela publicação específica, nem sempre, quase nunca, algo próximo ao ideal. Há outros argumentos razoáveis em defesa das escolas de Jornalismo, também; estão escritos por aí, em algum lugar da Internet.

Cansei desse debate. O jornalismo está mudando para sei lá o quê, as discussões sobre o tema dificilmente se desenrolam racionalmente, perdi o gosto e a crença de que minhas opiniões poderiam ser úteis a essa discussão.

Agora há outro que já me cansa, de frustração. O debate sobre o jornalismo dos grandes jornais, seus compromissos com a verdade, com os interesses estabelecidos, a bronca dos leitores com a má qualidade _ alguns dirão o cinismo e a mentira _ da midia tradicional.

Pé de pato mangalô treiz vêiz

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Sem folgar nem no Carnaval nem na quarta de cinzas, minha caixa postal continua expelindo surpresas, como um fleimão hiperativo. Que tipo de pai de santo pensou que um jornalista do Valor Econômico teria interesse na proposta abaixo?


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Mostrei o e-mail ao Oliveira, o canlha da redação, e ele concordou comigo que era um abuso. "Ir até Baurú para cultuar o Exu Tranca-Ruas? Com tanta pombagira dando sopa aqui mesmo, na Asa Norte? Vade retro!", resmungou o patife.

Este mundo é injusto

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Já catei na madrugada os últimos confetes no cabelo para voltar ao trabalho na quarta de manhã, mas tem blogueiro que saiu do Carnaval jogando xadrez, ainda alheio à patuléia trabalhadora. Alguém dê um emprego a esse tal de Nélson Moraes!

Luxúria, soberba, e o sexo do Vaticano

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freiras.jpg Fonte da foto: AQUI.

Um estudo realizado na Itália e confirmado pelo Vaticano mostra que a soberba é o pecado mais comum entre as mulheres, enquanto a luxúria é o mais frequente entre os homens.

No lado masculino, a gula e a preguiça aparecem em seguida. Entre as mulheres, a inveja e a ira são também os pecados mais usuais.

Essa é a BBC Brasil, que me cumprimenta com boas novas de manhã.

Mas, o que o Vaticano tem a ver com essa pouca vergonha? A BBC explica:

A pesquisa foi baseada em uma análise de confissões de fiéis da Igreja Católica, realizada pelo padre jesuíta e professor Roberto Busa, de 96 anos. O resultado foi comentado pelo monsenhor Wojciech Giertych, teólogo pessoal do papa Bento 16, no jornal do Vaticano L'Osservatore Romano.

"Os homens e as mulheres pecam de maneira diferente", escreveu Giertych. "Quando olhamos os vícios do ponto-de-vista das dificuldades que eles criam, descobrimos que as experiências masculinas são bastante distintas das femininas."

Oliveira, o canalha da redação, lê a notícia de rabo de olho, e comenta: "bom, quem sabe agora que os padres sabem a diferença entre homens e mulheres, vão parar de molestar os garotinhos da paróquia"

Dou uma bronca no patife, onde já se viu generalizar desse jeito. É até pecado. Mas a notícia me cosolida duas convicções:

1) Os jornais ainda não aprenderam que os resultados de pesquisas são fortemente condicionados pela amostra usadas pelos pesquisadores. Quando eu dava aula, dizia sempre aos aluinos: antes de citar uma pesquisa, veja qual foi o universo pesquisado. Nessa, por exemplo, os ateus ficaram de fora, e não só eles.

O que o Vaticano descobriu não foi que todas as mulheres são mais chegadas à soberba e todos os homens à luxúria. O que descobriram foi que mulheres que vão a confessionários são mais frequentemente vítima de soberbia, e homem que se confessa adora contar sacanagem para o vigário.

2) A luxúria, nas mulheres, é pecado menos frequente que a ira ou a soberba? Sei não, acho que a razão está com o Oliveira. Padre não entende mesmo nada de mulher.

E quando tenta, se atrapalha., emenda o canalha.

O carnaval está chegando!!!

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E o pessoal do Sítio já está esquentando os tambores...

batucando em Gana2.JPG

Chávez ganhou por quê?

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Quando defendo a imprensa das acusações de "conspiração de midia", de golpismo e outras avaliações superficiais, penso em repórteres como o Fabiano Maisonnave, da da Folha de S. Paulo, esse jornal tão criticado na blogolândia. Ele é competente, sério e dedicado.

Hoje, ele fala das análises, na Venezuela, sobre a vitória do Chávez, e escapa com elegância dos comentários rasos sobre o tema. Fala da influência da máquina estatal, mas também da imprensa local, que não é mole.

Botei lá no Ralações Internacionais., anunciando à freguesia que, em breve, será remodelado e ganhará um sócio de peso. Peso intelectual, porque o cara é mais magro que eu imaginava.

Gilberto Dupas: perdemos um cara brilhante

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Morreu Gilberto Dupas. Uma figura diferente dessa algaravia de papagaios econômicos, incapazes de sequer improvisar alguma linha fora do manual. Sujeito espetacular, preocupado com os individuos, as pessoas, algo que os especialistas contemporâneos conhecem só como elemento estranho, um mal necessário, a seus modelos rígidos de mundo. Sem sectarismos, preconceitos e desonestidades intelectuais, é uma cabeça que vai fazer falta no debate público do Brasil.

"Keynes dizia que "os especuladores podem não causar dano quando são apenas bolhas num fluxo constante de empreendimento, mas a situação torna-se séria quando o empreendimento de converte em bolhas num turbilhão especulativo". É exatamente o que nós temos aqui agora. Basicamente, o mercado especulativo no mercado financeiro se transformou num jogo de pôquer. "

"o capitalismo se tornou o sistema dominante depois da derrocada dos regimes socialistas reais e, sendo dominante, se viu desobrigado a trazer efetivamente o que prometia, que era o bem-estar geral, da inclusão de populações maiores. Pelo contrário, o que vemos é um aumento da população pobre no mundo. O que fez diminuir o número de pobres nesses últimos 20 anos foi o crescimento da China, que se deu aplicando regras contrárias aos princípios liberais.

Se você não entendeu a crise financeira...

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A Marta acha racista a referência a "homem negro"; eu acho que era dispensável, de qualquer forma, a menção à raça, sem prejuízo ao didatismo do texto, que fala de um mercado onde racismo também é moeda corrente.

De qualquer forma, os entrevistadores dos programas econômicos deveriam se espelhar no exemplo desse âncora aí.

Ex-nazistas e neonazistas

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capítulo I:
Há dez anos eu trabalhava na assessoria de imprensa da Editora Nova Fronteira - o equivalente funcional de colocar a raposa para tomar conta do galinheiro, ou por o viciado para gerenciar a boca de fumo - e uma das perólas que descobri na época foi um pequeno romance alemão, "O Leitor", de Bernard Schlink. Fiquei satisfeito em vê-lo adaptado para o cinema, e um tanto surpreso que tenha demorado tanto, dada a força da história.

capítulo II
Embora a polícia suíça especule sobre a veracidade do ataque racista ocorrido nesta semana contra uma brasileira que vivia em Zurique, a ascensão da extrema-direita no país é concreta, em particular pela ação do Partido do Povo Suíço (SVP), sigla radical que é a maior daquela nação. Ironicamente, o país sediará em abril a Conferência de Revisão de Durban, o principal fórum da ONU de combate ao racismo. A posição suíça, como a dos demais países europeus, tem sido de obstruir e dificultar os mecanismos de implementação dos acordos concluídos em Durban.

Esse é o Maurício Santoro, falando do filme O Leitor e do caso da moça brasileira na Suíça, em dois textos que merecem ser lidos. AQUI e AQUI.

falei disso aqui, mas estou impressionado como o que pensei como uma piada virou verdade em poucos dias. Nesse caso da suíça que não se sabe se foi ou não atacada por skinheads, quem já anda levando estiletada é o pobre do Celso Amorim. Fica difícil não defender o Itamaraty nessa, os caras apanham se não fizerem e apanham se fizerem. Não há um termo como xenofobia para descrever o ódio cego à política externa brasileira; mas que é um caso de preconceito se firmando por aí, não tem dúvida.

Recapitulemos, ou melhor, recapitulo aqui o episódio que assisti, após a visita do ministro de Relações do Uruguai. Amrim foi deixar o visitante na saída do palácio do tamaraty, sob pedidos do reportariado para que voltasse à sala de briefings, para continuar a entrevista que havia dado com o uruguaio. Amorim voltou,m dirigiu-se à escada que dá acesso ao gabinete, e foi aborado por repórteres de tv e rádio. "Ministro, o senhor tem de falar, o senhor tem de dar entrevista".

Com uma careta de desagrado, Amorim foi à sala de briefings,. Nem chegou no microfone do pódio de entrevistas. Com ar de enfado, foi cercado por jornalistas de rádio e tv, e esperou que terminase um entrevero entre cinegrafistas e radialistas.. Está lá, gravado: ele começou um discurso genérico, para dizer que o governo brasileiro estava tomando providências.

Em ocasiões anteriores, de incidentes com brasileiros no exterior, o Itamaraty foi acusado de não dar a atenção devida; o Amorim já tem pele grossa, de ser alfinetado por isso. Aliás, no dia seguinte, o indefectível Reinaldo Azevedo já brandia o tacape contra o governo brasileiro:

"não basta uma simples reação de repúdio. O governo brasileiro, de fato, precisará fazer mais, deixando claro que o empenho dos suíços em encontrar os culpados passa a ser fundamental na relação entre os dois países."

SABADOS -

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sala de estar.JPG foto:marta salomon

Nunca li o Milton Hatoun. Fora de revista, digo. Simpatizo com ele e mais ainda com as declarações dele, ao lançar seu novo livro, contra esa mania de classificar tudo que é produzido fora do eixo Rio-São Paulo de literatura regional. A discussão é velha: Vidas Secas é romance nordestino ou universal? Romance não regional seria apenas aquele romance urbano, em megalópoles ou cidades sem características singulares, como os locais de cheiro ocidental por onde andam os personagem do Minha Querida Sputnik do Murakami ou as metrópoles indefinidas do Rubem Fonseca e seu séquito de seguidores/imitadores?

Bom, o Milton Hatoum me mostrou também que esse negócio de blogueiro é raça sensível. Já não bastasse a discussão entre jornalismo e blogues, que rende muita surra nas teclinhas, o sujeito comprou briga com outra categoria combativa, os escritores de blogue. Começamos por aí nossa Sábados desta semana, e nos concentramos em cultura, porque falar de Dilma Roussef e crise financeira seria exigir demais do blogueiro e dos fiéis 300 frequentadores deste Sítio...

Blogosfera

Um ponto de encontro, uma esquina onde falo com centenas de pessoas sem ter ninguém ao redor; o púlpito de onde faço meus sermões apaixonados; o tablado onde represento monólogos para espectadores ausentes; o palanque onde profiro discursos e defendo idéias que doze horas depois sou capaz de negar. Basicamente, isso aqui é um diário sim. Nada contra os diários. Mas o que me deixou chateada na sua entrevista (em meio a tantas coisas legais que você falou) foi a comparação com diário de debutantes. Pô, Milton, eu nunca debutei!

Essa é a Ivana Arruda Leite, "Doidivana" em linguagem blogosférica, autora de uns oito livros, outras quantas adaptações, já indicada uma vez ao prêmio jabuti e divertida blogueira. O Milton, no caso, é o Hatoum mesmo, não confundir com outros Miltons de responsa que andam por aí. Ele andou depreciando os escritos em blogues e aí a Ivana veio e, ha, tum nele. Perdão leitores, escapou.

A encrenca da doidivana com o Hatoum está AQUI.

Mas que essa discussão não abafe a outra, levantada há tempos pelo Hatoum. Sobre regionalismo literário. Meu amigo Carlos Eduardo Lins e Silva, hoje divertindo-se como ombdusman da Folha já falou disso, A Ana Pismel lembra um atalho para um bom artigo do Estadão sobre o tema, AQUI.

Literatura

O escritor contou que o primeiro livro lido em sua vida foi "Branca de Neve", mas que detestava os sete anões. Na escolinha pediram à turma de Ignácio reescrever criativamente um livro como dever de casa. O destaque para a criatividade de Ignácio era inevitável porque, em sua redação, a princesa Branca de Neve colhia cogumelos no bosque para cozinhar um creme para os anões, que morriam envenenados. "Literatura é vingança. Entre aspas", ele justificou.

Essa é a Luciana, no Overmundo, AQUI., falando de um autor que foi bem mais falado nos anos 80, e que também é colunista, no Estadão. Ele anda pelos arredores, lamento não ter tido condição de ir a Pirenópolis ver a palestra do Ignácio de Loyola Brandão, na Flipiri, que começou agora a engatinhar, mas ainda vai ter de comer muito pequi para atrair a atenção de uma Flip. Pergunto depois ao Alexandre Marino como foi.


Música
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Afinal, o ukelele ou ukulele havaiano é filho do cavaquinho brasileiro, ou são primos distantes? A dúvida, de importância crucial, apareceu neste Sítio num post aí embaixo e foi respondida com elegãncia de dançarina de hula-hula pela Lucia Malla, AQUI

Cultura

De um lado, Clemente e Jorge Mautner, ambos otimistas - o primeiro mantém o bom-humor em tempos de falta de ócio; o segundo consegue ver o céu e o amor além dos arranha-céus da cidade, ainda que não haja estrelas; de outro, o ministro, também otimista, cuja fé no desenvolvimento de um destino seguro para o lixo nuclear me parece no mínimo duvidosa, eivada de interesses de outra natureza; de outro, Euclides da Cunha - que termina Os sertões com apocalípticas "Duas Linhas", em que deixa em aberto toda a fé na civilização, afirmando que ainda não existe um psiquiatra para as loucuras e os crimes das nacionalidades.

Esse é o Rogério Duarte, juntando Euclides da Cunha, Jorge Mautner e até energia nuclear, no ano do centenário do episódio em que o tenente Dilermando, não contente em plantar dois chifres no célebre escritor, meteu-lhe uns balaços, desmoralizando sua condição de imortal da ABL e impossibilitando a continuidade de sua carreira literária. O Duarte dá o atalho para o sítio oficial do escritor, tem tudo lá.

Euclides é sempre citado pela metade na famosa definição do sertanejo como, antes de tudo, um forte. Dizia o defunto, quando vivo, claro, que o sertanejo é assim porque "não tem o raquitismo exaustivo do mestiço neurastênico do litoral". Não era muito chegado a uma miscigenação, o célebre escritor, mas por seu conservadorismo deixou infeliz a dona Ana e abreviou o camainho para o cemitério, como sabemos.

Teorias sociológicas de lado, o livro é obrigatório, e prazeiroso, mesmo antes do capítulo sobre a guerra de Canudos propriamente dita. Juro.

Dança

O Hermenauta, sempre ligado da cultrua popular, selecionou esse vídeo que mostra como a chamada street dance remonta a Rússia revolucionária. Ms aí veio o Styalin, obrigou o Malevitch a aderir ao realismo socialista, mandou cravar uma picareta na cabeça do Trotski e acabou com esse negócio de dar pulinhos no Exército vermelho. Foram anos tristes, até a queda do muro de Berlim.


Mundo Cão

"O exemplo a seguir mostra que há razões para duvidar da correção das informações divulgadas por grande parte da imprensa brasileira sobre o caso da advogada encontrada ferida em Zurique.

A Folha de São Paulo publicou ontem (13/02/2009 - 18h04) o seguinte:
Perito suíço diz que brasileira é "golpista" e "sofre de distúrbio", informa jornal
"O legista Walter Bär, do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, responsável pelos exames realizados na advogada brasileira Paula Oliveira, 26, -supostamente atacada por um grupo de skinheads em Zurique- afirmou nesta sexta-feira que Oliveira é uma golpista e sofre de distúrbio mental. A informação foi divulgada no jornal suíço "Tagesanzeiger".

"Isso é uma forma de golpe. Talvez essa mulher tenha um grande desejo de estar grávida [...] Esse tipo de pessoa faz de tudo para chamar atenção para si mesma", afirmou Walter Bär, em entrevista ao jornal.

--- fim da citação da Folha ----

Walter Bär jamais afirmou isso. "

Esse é o blogue "Coisas da Suíça", de brasileiros naquele país frio. Quem quer acompanhar o caso da moça que aparceeu marcada por estilete com silgla de um aprtido de direita e xenófogo pero de Zurique, é uma fonte alternativa bem bacaninha à grande imprensa, essa Geni da blogosfera. AQUI.

Jornalismo

E, para não dizer que não falei de blogues (bom eu já falei e blogues, mas sei lá, a turma gosta), uma história para matar de inveja a blogolândia nacional, do garoto blogueiro que foi convidado para a entrevista coletiva do Obama. Quem conta é a Ingrid, no blogue Jornalismo nas Américas, aqui

Os jornais deste fim de semana falam muito da crise nos jornais e da consciência de que terão de cobrar pelo conteúdo na Internet. A TIME já trazia um material interesasnte sobre o assunto, como conta o pessoal do Observatório da Imprensa, AQUI.

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McCartney no cavaco

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Paul Mccartney Playing Something On The Ukulele via Noolmusic.com

Sabe aquela coisa de ter muito primo? Pois é. Minha família consegue listar a ascendência até o primeiro portuga foragido que desembarcou numa caravela aportada na muy gloriosa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. E é um dos primos dessa extensa árvore genealógica, dum galho já distante do atracamento da caravela, que me manda esse vídeo do Paul McCartney tocando.. cavaquinho.

Eu vi o troço, e mandei uma mensagem reclamando. Por Santa Teresinha! Está na cara que o sujeito toca um ukelele; ele fala no vídeo que vai tocar um ukelele.

Ah, mas para isso existe família grande. O Kid, primo também, me explica que, embora uma coisa seja uma coisa e outra coisa outra coisa, às vezes uma coisa pode ter sido outra coisa.

Xenofobia

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Tive um sonho estranho.
Chegava no jornal, e meu querido amigo Henrik Jonsson havia sido espancado pelo Oliveira, o canalha da redação. Eu encontrava o crápula comendo pão de queijo no boteco do seu Carlos, na portaria da redação, exigia explicações para a violência e ele me explicava que isso era retaliação pela maneira calhorda com que os suíços estão tratando o caso da brasileira atacada por neonazistas no metrô, perto de Zurique.

"Mas Oliveira", dizia eu, "o Henrik, casado com brasileira, amante do país, ainda por cima é sueco!!"

"Sueco, suíço, é tudo ango-saxão!", me respondia o patife, palitando os dentes.


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2º Clichê. Eu estava pensando se escreveria algo mais sobre isso, mas o comentário do Marcos Messer aí embaixo me convenceu.

Eu estava na entrevista coletiva em que o Celso Amorim falou sobre o caso da moça. Ele, cuidadoso, dizendo que estava tomando providências para investigar e ter respostas sobre o caso. O reportariado insistindo, querendo que ele falasse sobre xenofobia. Ele cauteloso, incomodado pela insistência dos jornalistas, evitando declarações enfáticas, dizendo que não falaria mais do que tinha falado.

E o pessoal querendo que dissesse se era ou não xenofobia. Acabou dando uma declaração sobre xenofobia, disse que os indícios apontavam para isso, coisa e tal, mas que aguardava o resultado das investigações.Eu saí pensando que ele tinha sido pouco enfático, ia acabar levando pau por não ter condenado veementemente a atitude suíça.

Maconha entre as pernas

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Pensei que Oliveira, o canalha da redação, estaria se divertindo com as declarações do ex-príncipe Fernando Henrique Cardoso, em favor da descriminalização da cannabis sativa, liberal em matéria de costumes como ele é. Mas descobri, surpreso, que o patife é contra as drogas; topa, quando muito um uisquinho antes e uma champanhe depois. "A vida é coisa muito perigosa para encarar sem estar sóbrio", filosofa o crápula.

"E, além disso, esse negópcio de maconha dá no saco", comentou ele comum riso maroto, me apontando um sítio na Internet.

Não precisa nem saber ler em francês para ver como Oliveira pode ser muito literal, às vezes. AQUI.

Saudades de Ypacaraí

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O parlamento do Mercosul pode não ter muita influência nos governos, mas não demora muito vai provocar inveja no parlamento europeu, que inventou de ter uma sede em Estrasburgo por pressão dos franceses mas se reúne a maior parte do tempo em Bruxelas; e é obrigado a manter tradutores até de finlandês em suas sessões (em algumas há mais tradutores nas cabines que aprlamentar no plenário.

Falam disso desde 2006, mas, nesta semana, o Parlamento começou a analisar o pedido para que o guarani seja língua oficial do Mercosul. Faz sentido, é falado por grande parte da população do Paraguai, 60% do povo por lá gostaria que o presidente se dirigisse à nação naquela língua, e guarda o charme da memória ancestral.
Mas que vai custar uma nota imprimir todos os documentos do Mercosul em guarani, arranjar novos intérpretes em toda reunião oficial e mudar todos os sites do bloco para encaixar a língua, isso vai.

Oliveira, o canalha da redação,adorou a idéia. Falou em encaixar a língua, ele já se apresenta, como faz questão de dizer aqui ao lado.""Jepo pete, jepo pete", diz ele, e me garante que isso é "bato palma" em guarani.Aprendeu com uns amigos na feira de importados aqui em Brasília mesmo, jura o patife.


Com a boca na botija - ou coisa parecida

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Passo por Cuiabá, e, na volta, no avião, o susto com a manchete do jornal A Gazeta:

gazeta2.JPG

Não dá para ler? É o seguinte:

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), recuou e decidiu não mais pagar salário ao vereador Ralf Leite (PRTB), que pediu afastamento do cargo por 90 dias alegando problemas emocionais depois de ter sido flagrado fazendo sexo oral com um travesti menor de idade. O parlamentar terá que passar por uma perícia médica se quiser ser remunerado nos próximos três meses pelo INSS.

A decisão de Deucimar em não pagar a Ralf o salário mensal de R$ 9,2 mil foi anunciada ontem, depois que grande parte da imprensa divulgou o pagamento ao vereador durante o período em que ele permanecer afastado do cargo.

É o tema principal dos debates legislativos, assunto de toda a coluna política do jornal e material tratado em detalhes, até com a reprodução da entrevista de rádio em que o apresentador pergunta ao menino quem era o passivo e quem o ativo na história.

Abuso de menor, falta de decoro, infração de trânsito (o vereador flagarado estava bêbado, de carro), prevaricação (o delegado autuou o político por desacato e resitência à prisão, mas ignorou a direção sob efeito de álcool e a idade do travesti), mau uso do dinheiro público (o vereador conseguiu fazer isso tudo após um mês de mandato, somente, e iria continuar ganhando salário se a imprensa local não chiasse).

"Podem falar tudo sobre o jornalismo político no Mato Grosso, mas monótono ele não é nem a pau", comentou Oliveira, o canalha da redação, pedindo perdão pelo trocadilho, que ele jura ser involuntário. Já o vereador levou ao extremo o imaginário popular sobre bandalheira na política.

Só faltava o sujeito ser corregedor da Câmara local. Talvez por isso, não vi o presidente lá falando em cassar mandato. Deve estar aguardando a manifestação da comissão de ética do partido do cara, o PRTB.

Vitrola do Oliveira III

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Oliveira, o canalha da redação, chegou até a separar uma marchinha, em homenagem à Carmem Miranda. Mas não conseguia tirar da cabeça a imagem do novo comando no Senado, o José Sarney, o Renan Calheiros, a história de que o PMDB quer ter o Geddel Vieira como vice-candidato numa campanha da Dilma Roussef... Quando lhe disse que havia chance de o Fernando Collor presidir a Comsisão de Relações Exteriores, ele largou o disco com marchinhas e puxou este.

Tua etiqueta vai te dedurar

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No livro de ficção científica que escreverei, o Grande Irmão atende pelo nome de Google, e o controle da empresa sobre a intimidade dos cidadãos é alvo de uma disputa violenta entre gangues de oligarcas russos ex-funcionários da KGB, que, a essa altura, dominarão o mundo, a começar pelas empresas de comunicação.

Quando o Google lançou um programa que transforma os celulares em coleiras eletrônicas, vendendo esse instrumento de vigilância como se fosse uma maravilha para permitir o contato constante entre amigos, logo alguém descobriu que a invenção era uma boa maneira de espionar a pessoa amada. Era botar o programinha no celular da/do cara-metade e acompanhar pelo Google para ver onde estaria o portador por todo o dia.

É a minha tese: o Grande Irmão entrará em nossas casas a convite da família. Duvida?

SABADOS - 7 de fevereiro de 2009

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Inventei a Sabados quando percebi que a gigantesca produção de conteúdo de qualidade na Internet, especialmente nos blogues, renderia material suficiente para uma revista ou até um jornal tradicional, se alguém se dispusesse a reunir o material e publicá-lo regularmente. Passei a ter o sonho de editar essa publicação e contar com a colaboração das centenas, talvez milhares de cabeças interessantes que escrevem constantemente sobre assuntos nem sempre acompanahdos decentemente pela midia convencional.

Também a criação de textos de humor na blogolãndia é incalculável, imensurável. De bobagens dispensáveis a profundos insight filosóficos, esse bazar virtual tem tudo.

Preso por contrato e por prazer a um jornal que me dá excelentes condições de trabalho, estou impedido de me converter em editor; e ancrado por herança genética, a uma atávica inaptidão empresarial, minha carreira de publisher não prometia muto.

Mas o mundo blogosférico tem essa característica vantajosa, de promiscuo intercâmbio de conteúdos; assim como alegremente escrevo textos que me alegram ver reproduzidos sob outros cabeçalhos, decidi trazer para os 300 corajosos frequentadores deste Sítio algo do que de bom anda pelos blogues mundo afora, com preferencia para os escritos em portugues.

Espero que apreciem esta edição.

Blogs e Jornalismo


Deu caldo, nesta semana, a tentativa deste Sítio, de plantar como um Nimemeyer meu espeto na discussão siobre blogues e jornais. O Idelber mencionou, o Dória gostou, o Bernardes foi chamado ao palco. O NPTO até falou em concidência, porque começava uma série isobre blogues, em que entra até o Edgar Allan Poe.

Faltou um sujeito interessante, o Fábio Fernandes, do Pós Estranho, que aponta o blogue para um sítio ainda mais interessante, o blogue da Fundação Nieman, de Harvard, NiemanJournalismLab. Quem dera um dia as escolas de Comunicação tupiniquins tenham um sítio como esse.

Como diz o Fábio neste post AQUI, os caras discutem por que os jornais deviam ser mais como o Twitter e menos como a General Motors. Infelizmente, em inglês, quem bnão falar a língua pode pedir uma traduçãozinha ao Fábio, ele que trouxe a coisa para a discussão.

Faço uma parte, aqui, que diz respeito à ameaçada catiguria dos jornalistas, a qual pertenço:

I see a lot of newspapers cutting back. And while I hate to see it for all my friends who work in their newsrooms, I can at least understand the rough calculus behind cutting costs.

What I don't see is a lot of investment in what comes next. What I don't see is a lot of "reinvention"

(Vejo um monte de jornais fazendo cortes. E, embora deteste ver isso, por todos os amigos que tenho em redações, posso entender, ao menos, o frio cálculo por trás dos cortes de custos.
O que não vejo é um monte de investimentos no que virá a seguir. O que não vejo é um monte de "reinvenção")

Para qualquer leitor, especialmente os os jornalistas que começam, neste ano a ver o conhecido passaralho bicando portas de sólidas companhias, é um texto interessante. AQUI.

Também em inglês, um curioso artigo sobre como o facebook, o orkut deles, mudou o jornalismo. Lendo para crer, AQUI.

Consultório Sentimental

por que a mente das pessoa so esplora mulher quase nua em qualquer lugar
Porque completamente nua só em ambientes fechados, senão é atentado ao pudor.

se eu mandar um e-mail romantico para uma mulher casada é crime?
Não, não é. Mas tente dizer isso ao marido dela.

preconceito conte goianos
Este blog não tem preconceitos contra nada. Nem mesmo contra goianos. Eles não são assim porque querem. Foi Deus quem quis eles fossem assim, tadinhos.

como sair com uma prostituta
Deixando de ser um idiota completo, que ainda precisa fazer essa pergunta.

Esse é o Rafael Galvão, moço baiano de uma incorreção política capaz de chocar Oliveira, o canalha da redação. Em negrito, as consultas ao Google que levam incautos às páginas do blogue dele. Essas são as que a comissão de Direitos Humanos Classificação Indicativa do Sítio considerou apropriadas para publicação aqui, neste horário. Se tiver mais de 18 anos e quiser ler o resto, por sua conta e risco, está AQUI.

Turismo

O Hermenauta descobriu que a Bolívia é uma mina de lítio, o que pdoe transformá-la numa potência mundial. Ou inspirar uma série de medidas contraditórias e meter o país numa encrenca parecida com a que se meteu com a nacionalização do gás.

Mas o interessante é que ele aproveita para mostrar o lugar paradisíaco onde estão essas reservas, o Salar de Yuiuni, que os bolivianos, com muita razão, querem eleger como uma das maravilhas do mundo. se não fossemos tão chovinistas, transferiríamos para lá os votos dados à horrenda estátua do Cristo Redentor. Mas Cristo é rei e sua vontade inquestionável.

Onde eu estava mesmo? Ah, AQUI. salar_de_uyuni.jpg

Mundo

A popularidade conquistada pela tentativa de golpe surpreendeu o próprio Chávez, que levou a década de 1990 inteira para perceber que poderia ter grande sucesso eleitoral. O mais complicado foi transformar seu grupo de conspiradores militares em alguma coisa próxima a um partido político - a rigor, até hoje o processo não se completou, e os métodos hierárquicos de liderança de Chávez frequentemente entram em conflito com as demandas dos movimentos sociais que se aliam a ele.

Esse é o mestre Maurício Santoro, analisando os dez anos de Chávez. AQUI.

Em Cena

Trazendo para a blogolândia minha fama de velho atrasador de jornal, publico essa edição de Sabados no domingo, depois de escrita minha coluna para o Valor desta segunda-feira. No jornal, a vantagem de demorar a entregar a matéria para edição era a possibilidade de um eventual telefonema de alguma fonte que traria uma informação exclusiva para a publicação do dia seguinte. Aqui, o atraso me permitiu botar na revista o post do Luis Nassif sobre a Carmem Miranda, que completaria 100 anos amanhã.

O post, na verdade, é uma contribuição do Gilberto Cruvinel, e é mais uma das dezenas de notas reproduzindo o excelente artigo do Ruy Castro na Folha de domingo sobre a falecida aniversariante, um exemplo do poder dos blogues de superar a midia escrita.. ampliando o alcance dos jornais.

Traz um atalho espetacular para o universo daquela moça que os americanos obrigaram a andar por Hollywood sempre com uma cesta de bananas na cabeça, para lembrar que, apesar de portuguesa de nascimento, vinha de uma dessa republiquetas abaixo do Rio Grande._ esses porcos imperialistas.

O atalho para o mundo da Carmem é esse AQUI. É de deixar o coração fazendo tchicatchicabunti.


Política

Uma articulação secreta entre Fernando Sarney, capo do Sistema Mirante de Comunicação, e Aderson Lago (PSDB), chefe da Casa Civil e principal operador político do governador Jackson Lago (PDT), limitou a apuração e a repercussão do maior escândalo administrativo divulgado no ano passado no Maranhão.

Adversários políticos, Fernando Sarney e Aderson Lago são conhecidos pelo "pragmatismo" empresarial e financeiro, que frequentemente se sobrepõe às quaisquer outras considerações. O primeiro costuma dizer que política "não tem nada de pessoal". O segundo participou das articulações que levaram o governo Jackson a restabelecer o pagamento ao sistema Mirante de uma espécie de "mensalão publicitário" (de cerca de R$ 600 mil) que havia sido suspenso pelo ex-governador José Reinaldo Tavares ao romper com o grupo Sarney. Jackson mandou pagar até os "atrasados".

Nos estados brasileiros, onde a imprensa em geral pertence aos grupos políticos e empresariais dominantes, os blogues se afirmam como uma alterantiva combativa e influente de jornalismo, embora nem sempre possam ser tomados ao pé da letra. Mas os jornais também estão longe de merecerem confiança absoluta, não é mesmo?

A história acima está no blogue do Walter Rodrigues, citado num diálogo entre Fernando Sarney e seu pai, o recém-eleito presidente do Senado, grampeados ambos pela PF e publciados hoje na Folha.

O blogue do Walter não tem atalhos para cada post, por isso dou o geral, AQUI. O trecho reproduzido neste Sabados é o do dia 4 de fevereiro.

Economia

Aí vocês pensavam que a crise mundial, o derretimento dos mercados de derivativos, a pesada necessidade de intervenção governamental para consertar as traquinagens dos operadores, tudo isso obrigou os liberais a reverem suas posições, e abandonarem suas crenças.

Tolinhos.

Está na cara que não conhecem o blogue do Alexandre Schwartsman, AQUI.


Economia

Não só as crises e as depressões têm a sua intensidade agravada, como também que a prosperidade econômica depende excessivamente de um ambiente político e social que agrade ao tipo médio do homem de negócios

O Miguel do Rosário tem o péssimo cacoete de falar em "partido de midia golpista", essa denominação populista e equivocada tão ao gosto de uma ex-estrela da TV Globo, hoje fazendo matérias para o bispo Macedo. Mas tem ótimo gosto para artes plásticas, como se v~e nas ilustrações do blogue dele, e um cérebro que funciona bem direitinho _ ainda que eu discorde de alguns dos resultados desse funcionamento.

Esse trecho ali em cima ele pescou do Keynes, sobre quem, descontadas as diatribes contra a imprensa, ele faz um post bem interessante, AQUI.

E Niemeyer sossegou. Por enquanto.

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Algum amigo de Niemeyer deve ter dito a ele que, já centenário, arriscava transformar o consenso nacional em torno de seu nome em uma repulsa unânime. Idéia de jerico aquela, de plantar um espeto de 80 metros no meio da Esplanada dos Ministérios, felizmente ele desistiu da briga.

Oliveira, o canalha da redação, garante que a desistência só aconteceu porque o veterano escultor descobriu que os brasilienses já haviam apelidado a obra de "chifre do Niemeyer".

Papa-anjo, o genial comunista casou não faz muito tempo com um brotinho com idade para ser sua neta., apenas 60 primaveras. "O NIemeyer não se incomoda com polêmica, mas não ia admitir essas insinuações para cima da dona Vera Lúcia", filosofa o cínico.

O negócio é que o Arruda, o governador do DF, não se conforma em só falarem do Aécio e do Sérgio Cabral, e já descobriu o que vai botar no lugar da obra para aparecer e movimentar os cofres públicos. Dessa vez, vai ter apoio generalizado dos brasilienses. Vamos ter uma praia!!!! Olha só como ficou bunito:

bsbpraia.jpg
E tem mais, espalhadas pela capital:

Orgulho e preconceito

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curtis.jpg

Oliveira, o canalha da redação, em matéria de comportamento é um liberal clássico. Da clássica Grécia de Safo de Lesbos e dos poemas a Príapo, e daquelas cidadezinhas clássicas do mar Morto, Sodoma e Gomorra. Em pelo menos um ponto, concordamos todos com ele neste Sítio: cada um faz o que quer com o que tem e, não sendo crime, ninguém tem nada a ver com isso.

Ele também é a favor das utopias, embora avacalhe com qualquer utópico que lhe atravesse a frente. Adora o Fórum Social Mundial, milita em todas as ONGs, mas, em geral, logo o expulsam por alguma canalhice indefensável.

Revoltado com a falta de notícias sérias sobre o Fórum, hoje, viu um texto no Blogoleone e não descansou enquanto eu não prometi que reproduziria aqui no Sítio:

O Brasil e os EUA

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Fonte da imagem: AQUI.

Vou pedir perdão aos frequentadores do Sitio e arriscar uma versão de minha lavra para uns discursos que li ontem. O Hermenauta, que tem o péssimo hábito de reproduzir textos em inglês, sem tradução, traduziria melhor, mas ele cultiva essa mania de querer só leitor poliglota. Para estes, reproduzo as versões originais.

Interessantes, os discursos da audiência de ontem na Comissão de Assuntos Externos da câmara de deputados lá dos gringos, sobre os EUA e a América Latina:

Do Ray Halser, PH.D. da poderosa Heritage Foundation, um centro de pesquisas conservador dos EUA:

The opportunity to forge a more extensive association and even a partnership with Brazil presently exists. Strengthening trade ties would be a good place to start. Under social democrat President Luiz Inácio "Lula" da Silva, Brazil has emerged as a regional powerhouse, competently leading international peacekeeping efforts in Haiti and acting as a "grown-up" restraining influence on a power-hungry, anti-U.S. Hugo Chávez.

(Existe hoje a chance de forjar uma associação mais extensa, e mesmo uma parceira, com o Brasil. Fortalecer laços comerciais seria um bom ponto de partida. Sob o social-democrata Luiz Inácio Lula da Silva, Brasil emergiu como uma potência regional, competentemente liderando esforços de paz no Haiti e atuando como um "adulto", contendo a influência de um Hugo Chávez anti-EUA, sedento de poder.)

A veia gramática na veia

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hilal.JPG

Descubro, no recém-lançado manual ortográfico do jornal, que o velho substantivo co-herdeiro vai ser mesmo grafado como "coerdeiro", embora o texto do acordo ortográfico cite explicitamente a forma antiga como válida. Mas o dicionário oficial da Academia Brasileira de Letras grafa coerdeiro, essa história já rende discussão desde o ano passado.

Problema para o pessoal do caderno de Legislação, único no jornal onde há chances de cair algum coerdeiro reformado.

É o hífen a grande estrela caprichosa da nova ortografia. Não à toa, o Almirante Nélson já o convocou para uma apresentação em boate noturna.

Triste eu, que sempre detestei gramática, terei de reaprender todas as regras sobre hífenização que nunca soube.

Intrigas da ortografia reformada

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reformalq0.gif

"Não tenho veia poética

Mas canto com muita tática

Não faço questão de métrica

Mas não dispenso a gramática..."

Você, que já decorou as novas normas com o livrinho do professor Bechara, responda depressa:


essa "veia" aí em cima é o vaso sanguineo (sem trema) ou uma anciã que faz poesia?


fonte da imagem: http://macroscopio.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

O botão para o Benjamin

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fitz.jpgVocê assistiu no cinema o Curioso Caso de Benjamin Button, e gostaria de conhecer o original?

Você gosta de Scot Fitzgerald e ficou curioso sobre esse conto que inspirou o filme, ams não tem paciência para ver três horas de Brad Pitt na telona?

Você quer ler o conto antes de ver o filme?

Seus problemas acabaram. Se você lê textos em inglês, claro.

AQUI.

Jornal não tem meme

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Como que para complementar meus argumentos aí embaixo sobre blogues e jornais (voltarei em breve ao assunto, isso é uma ameaça), o Jorge me manda algo tipicamente blogosófico, algo que traduz a faceta rede de relacionamentos carcaterística dos blogs.

Um meme.

A Vitrola do Oliveira II

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Oliveira, o canalha da redação, é contra as cotas na universidade, mas também contra a discriminação racial. Por isso, tem esta música como uma de suas favoritas, pela denúncia cultural que ele traz. No dia da posse de Barack Obama, passou parte da tarde dando corda na vitrola, repetidamente com esse mesmo disco.

Um grupo andou, na semana passada, na Campus Party, evento de interneteiros, nerds e blogueirosm, onde fez um "blogumentário" que, me diz o Estadão, "desmistificou" os blogues e mostrou que não mudaram tanto assim a comunicação na Internet.

Como diria o Marco Maciel, data vênia, datíssima vênia. Não mudou uma pinóia.



sitio do sergio leo

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