Como que para complementar meus argumentos aí embaixo sobre blogues e jornais (voltarei em breve ao assunto, isso é uma ameaça), o Jorge me manda algo tipicamente blogosófico, algo que traduz a faceta rede de relacionamentos carcaterística dos blogs.
Um meme.
É uma espécie de corrente do bem, em que amigos ou conhecidos pela blogolândia repassam uma sugestão de post a outros amigos, que os repassam e assim por diante. Brincadeira pura. E por que não?
Mas o Jorge me ameaça, diz que contará podres da minha vida caso eu não dê seguimento ao post. Minha vida é um e-book ligado, Jorge, com apenas alguns arquivos deletados para evitar o acesso. Mas, como na Internet, nunca se sabe se o que você apagou não ficou reproduzido em algum cache cagueta, obedeço. O meme manda contar seis coisas secretas ou nem tanto sobre a própria vida.
Isso é outra característica dos blogues. Só alguns cronistas expoem tanto sua vida em jornal como os blogueiro acabam fazendo na blogopolis. Sabemos das doenças, das perdas, das mudanças de emprego dos nossos blogueiros favoritos. É mais próximo isso da aldeia globsal do McLuhan do que nenhuma publicação impressa jamais chegou.
Mas vamos ao meme:
1) Como sabem só os amigos mais próximos, comecei a carreira de jornalista escrevendo, editando, montando (com textos datilografados em Composer, colados com cola Pritt), e imprimindo em xerox o bolteim O Vegetariano, da combativa Cooperativa dos Vegetarianos da Guanabara, a mais antiga do país. (e o único lugar onde encontrei estágio quando o currículo da UFRJ exigia isso). O que a maioria não sabe é que, nessa época, também ensaiei uma colaboração para a Ele e Ela como copydesk, reescrevendo cartas dos leitores para a seção Forum, de relatos/fantasias eróticos. Reescrevi dois, publicaram e nunca mais me pediram outros. Errei nos adejtivos, acho. Fui mais bem sucedido como free-lancer do jornal da arquidiocese, O Cristo em Copacabana. Pagava bem textos curtos, trabalho fácil.
2) Tenho enorme dificuldade em reler o que escrevo. Suspeito que os leitores também.
3) Em meus primeiros anos em Brasília, costumava fazer acompanhar refeições com Keep Cooler. E adorava. Sei, não deveria estar contando isso, é vergonhoso demais.
4) Não consigo assistir peças de teatro. Fico nervoso, temso com a possibilidade de que algo imprevisto interrompa a peça e a faça terminar em vexame. Isso quando a péssima qualidade dos atores me deixa tenso, nervoso, com o vexame que se desenrola no palco.
5) Na infância, roubava bolinhas nas cartelas de jogos de futebol de botão, no supermercado. Não me pergunte para quê. Juro que se as encontrasse, devolvia.Era um delito perfeito, até hoje. Mas o remorso é algo pesado, na mente do criminoso.
6) Eu cobri o primeiro Rock in Rio para O Globo, entrevistei o Whitesnake (com meu inglês de então, não entendi 70% do que falaram), o Ozzy Osbourne e outros que já me esqueci. E não fui a um show sequer. Não tive tempo, nem paciência.
Chega. O que a gente não faz pelos amigos ganhos por um blogue.
Quero ver isso nos blogues do Bicarato, Biajoni, do da Lucia Malla, do Rafael Galvão, do Hermenauta e da Leila.

Afe, seis coisas secretas e vergonhosas??? Esse tipo de coisa eu levo para o tumulo! Mas vou pensar sobre isso.
Ah, os links para os blogs estao quebrados, Sergio, da' uma olhada.
bjs
Tá lá respondido, o meme deflacionado. :)
vc acha que HOJE, mesmo com inglês 100%, vc entenderia o que os roqueiros diriam?
pffui.
(vou responder)
:>)