Parlez français!!! Allors!!

| 5 comentários


Por muito tempo, relutei em fazer um curso de francês. lamentava não saber a língua, mas achava que lamentaria ainda mais a perda de tempo caso aprendesse e mal tivesse opportundiade de usar.

Tive poucos incidentes pela ignorância. Uma vez em Arles em que pedi o petit dejeuneur quando queria pedir le dessert, e a simpática dona do retaurante caseiro ficou me olhando incrédula, perguntando-se que diabos aquele estrangeiro que acabara de se encher de comida queria dizer, pedindo o café da manhã em vez da sobremesa. Outra vez em que quase briguei com um taxista, porque, ao discutir com ele, em vez de dizer "pardon?" por não ter entendido alguma coisa, eu disse "comment?", que soa bem mais agressivo. TIve mais um ou outro desentendimento ligeiro.

Pior mesmo foi em italiano, em Veneza, ao chegar na estação de trem de uma cidade que a Marta dizia ser Veneza Mestre e eu, muito seguro, garantia não ser nosso ponto final, porque todas as placas à vista diziam claramente ser outro vilarejo, um tal de Uscita.

"Saída", em italiano, era o que estava escrito nas placas.

Depois de uma sucessão de viagens, em que o frances me fez falta, acompanhando o Lula na África, participando de seminário em Bruxelas, correndo para pegar notícia atrás do Pascal Lamy em vários lugares, decidi aprender alguma coisa, pelo menos para quebrar um galhinho lingústico. Tive aulas particulares com mademosielle Sylvie Souvestre, que, aliás, é personagem de um dos contos do meu livro que sai em julho, o Mentiras do Rio (que vergonha, Sergio Leo, nessa idade fazendo auto-merchandising).

Pois a Sylvie, que não tem culpa no péssimo francês que sou capaz de balbuciar, fez um blogue, para quem se interessa em aprender ou melhorar a língua. Vale, no mínimo para ter acesso a coisas boas que acontecem na Internet. E, quem sabem, para puxar uma conversa com a Carla Bruni, se ela der sopa em alguma nova viagem pelo Brasil. Enquanto ela não aponta a porta da uscita, claro.

O blogue da Sylvie é esse AQUI.

5 comentários

Caro Sergio, tive uma experiência parecida em Veneza. Até hoje minha mulher faz chacota dela. Escrevi tempos atrás um post sobre o assunto:

http://agora.opsblog.org/2008/04/che-scemo/

Grande abraço!

Sergio, me diverti muito com a história q vc contou no blog, hehehe! E te deixo outra, que contei por lá tb.
Certa vez em Genebra, onde meu falecido pai vivia, peguei o carro e saí com um casal de amigos na direção de Berna, que eu queria conhecer. Tudo ia bem até o momento em que a sinalização, que era em francês, de uma hora para a outra passou ao mais incompreensível alemão que eu conheço -- como se houvesse alemão que eu compreendesse... --, e aquelas palavras enormes e cheias de consoantes só faziam gerar cada vez mais apreensão. Como tínhamos um mapa, pouco a pouco fomos nos encontrando. O difícil era saber que raio de cidades eram aquelas que nunca chegavam, uma tal de Ausgang e uma certa Ausfart. Depois de tanto quebrar a cabeça, finalmente descobrimos que eram a mesma, e não se tratava de nenhuma cidade, mas de duas formas distintas de dizer "saída"... (e se for outra coisa, nem ligo. Tão cedo volto lá!)

Abraços, e melhor paro os micos por aqui!

Dá até pra ver a cara do Ricardo buscando pela lagoa azul neon de Ausfart, onde as moças são transparentes de tão branquinhas e as ovelhas produzem algodão doce... heheheh
Pois eu juro que ví um diplomata brasileiro, a uns 10 anos atrás, em Quito, no Equador, esperando por horas em um acostamento onde no chão se lia "Parada de busetas". Não sabia que "micro-ônibus" no castellano local tinha ortografia tão cabeluda...

Diplomata brasileiro em parada de buseta? Está na cara queéra engano mesmo!


E já não tem o IP ? E o addresss sei lá o quê ?

obs: Não irei me identificar para usufruir das glorias do anonimato.

Comente


Type the characters you see in the picture above.



sitio do sergio leo

últimos comentários


Add to Technorati Favorites