blogues ganharam mais uma

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Enquanto a midia burguesa insiste em espalhar mitos sustentados pela ideologia, só mesmo um blogueiro para mostrar a verdade, e derrubar essa manipulação grosseira da realidade.

Estou falando, claro, do New York Times, e do blogueiro Asim Kwhaja, que conheci pelo blogue do economista Dani Rodrik. Num texto interesantíssimo, ele desmonta a idéia, propagada pelas agências de notícias, revistas e jornalões, de que a educação dos pobres no Paquistão está a cargo das madrassas, escolas religiosas que pintam como celeiro de futuros fanáticos candidatos a mártir.

Essas madrassas,diz o Kwhaja, não chegam a 2% das escolas totais no Paquistão, e o que está crescendo mesmo por lá são esc9las privadas montadas pelas famílias para supriri a falta de educação pública de qualidade para todos.

O texto completo, infelizmente em inglês, está AQUI. . Se precisar, e pedirem com carinho, eu até traduzo uns trechinhos.

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Carece não, os leitores do blog são todos trogloditas.

Edit - Carece não, os leitores do blog semos todos trogloditas.

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A própria questão das Madrassas está carregada em certo preconceito, ha um tempo li por aí uma análise interessante sobre as madrassas em cingapura, onde se ensina religião junto com o "tradicional" mas, em teoria, sem o radicalismo que se espera - ou pelo menos esperam os que já tem algum preconceito - de escolas religiosas...

É engraçado quando falam pejorativamente de madrassas - inegavelmente algumas são mesmo celeiros de fanáticos, mas imagino que a minoria - se esquecem das "nossas" escolas e internatos cristãos onde, se não saem de lá fanáticos, saem de lá jovens abusados sexualmente....

O que será pior?

Aliás, a crítica tem duas vias, falar que toda madrassa é inerentemente "ruim" e poço de fanáticos é o mesmo que dizer coisa igual das escolas católicas. Salvo a Irlanda, acho que a regra é outra.

Existe um medo irracional do "terrorismo islâmico" por si só, sem que se analise o PORQUE deste terrorismo ter surgido. Sera que as madrassas e os "fanáticos" são malvados ou o ocidente fez o suficiente e por tempo suficiente para se tornar um alvo legítimo?

Tá no blogue errado, marola, aqui só tem gente inteligente, ainda que alguns não saibam inglês, nem conheçam Derrida... Isso é pré-requisito para frequentar outro tipo de blogue. Aqui não se medem as pessoas pelas línguas que falam ou pelo pós-estruturalismo que possam conhecer.

O que que o Derrida tem a ver com as calças?

Creio que os mitos são mais sustentados pela incompetência, preguiça intelectual e, claro, pelo efeito manada, do que pela ideologia. Como Keynes dizia, é melhor errar com o mercado do que acertar contra ele.

É que eu descobri dia desses que jornalista tem de ler Derrida, se não não entende de nada.

Já encomendei um livro na Livaria Cultura. Alguma coisa como "Ou Derrida Ou Desce", não me lembro direito, comprei o mais barato.

Estou contigo, Jorge; ainda que a ideologia tenha seu papel, mantendo a manada unida...

Ôoo Sérgio: "nariz de cera" e esse fecho da reputação a zelar fizeram-me bem danado... Eu estava me achando o tal por jornalista com registro e sem diploma até o Ínclito e Meritíssimo Gilmar comparar a "crasse" com cozinheiros (nem chefe de cozinha se deu a generosidade do Sumo Magistrado). No seu texto vi que ainda vale a pena ser jornalista mesmo com as mais de cinco dúzias de verões e os quarenta de cheiro de tinta e muvuca em redação. Valeu!!!!

Distinguir o que é informação do que é propaganda, é a primeira obrigação do leitor atento. Numa época em que os spin doctors proliferam, tá cada vez mais difícil separar o joio do trigo.

Por falar em grandes jornalistas, vale a pena ler a entrevista do Talese na Veja da semana passada. Lá ele aponta bem a diferença da cobertura (Vietnã) da de agora (guerra ao "terror").

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