Quando digo que entendo o rancor de alguns comentaristas em relação aos jornais é porque sei que, com frequência, as derrapadas são feias. Como aconteceu na cobertura sobre o PIB, a medida do crescimento da economia, no Brasil. A Folha, por idiossincrasia da cobertura, pintou os dois último trimestres como uma catástrofe, coisa feia mesmo, apavorante.
O chato é que, quando o jornal publicou essas matérias, a recessão já estava em fase de superação, e, agora, o tom correto das matérias deveria ser o de mostrar que já estamos trilhando o caminho da recuperação. Graças às políticas de distribuição e transferências de renda (mas também graças à política maluca do Banco Central, que atrasou essa mesma recuperçaão mas segurou a inflação a golpes de juros alucinados e conquistou credibilidade lá fora, atraindo investimentos).
A tal queda na atividade econômcia veio menor do que se esperava. E quem deu o tom mais ponderado à cobertura (depois do Valor, claro) foi a Miriam Leitão, de quem muita gente não gosta, de quem divirjo com frequencia enorme, mas a quem respeito, por ter trabalhado com ela no Globo e no JB, ter sido chefiado por ela e saber que a Miriam, que foi da esquerda armada e torturada na ditadura, quando diz uma coisa é porque está convencida, daquilo, não está participando de conspiração nenhuma. É mulher de botar a mão na cartucheira para defender suas idéias. Mesmo quem, em meu ponto de vista, estejam erradas.
É, amiguinhos, às vezes as pessoas têm opiniões diametralmente opostas às nossas e não são canalhas, são só adversários leais na luta política, com suas convicções, as quais não compartilhamos..
Disse a Míriam:
PIB recuou 0,8% no 1º trimestre, menos ruim que o esperado
O Brasil entrou oficialmente em recessão, mas o resultado não foi tão ruim quanto o esperado por economistas. O IBGE acaba de divulgar que o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 0,8% no primeiro trimestre deste ano na comparação aos três últimos meses do ano passado. Frente ao primeiro trimestre de 2008, a queda foi de 1,8%.
Mas economistas esperavam uma redução de até 1% na comparação ao quatro trimestre do ano passado e uma queda 2,1% a 3,4% frente a igual trimestre de 2008.
Com o resultado, contudo, o país acumula dois trimestres de retração da economia, a chamada recessão técnica. No último trimestre do ano passado, o PIB havia encolhido 3,6% em relação ao terceiro trimestre, maior queda da série histórica, iniciada em 1996.
Nos resultados do IBGE, chama atenção a forte queda nos investimentos, que recuou 12,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao quarto trimestre de 2008. Trata-se da maior redução desde o início da série histórica do IBGE. Esse resultado é o que mais preocupa. Sem investimento, não há crescimento sustentável. Investimento é crescimento futuro.
O resto, AQUI. Na coluna, publicada no jornal imopresso, ela é mais cuidadosa, mostrando que a economia já está em processo de recuperação de atividade, que o,pior, aparentemente, já passou.
E disse mais, AQUI.
A oposição está atordoada, sabe que 2010 deve ser ano de retomada do ritmo na economia e descobriu que fazer carnaval com a declaração do Lula sobre "marolinha" conta ponto a favor do governo, mostra (como defendi, na época, no programa Fatos & Versões, da Globonews) que, para a população, o Lula estava tentando evitar o pânico, proteger a economia de um clima de catastrofismo. Pelo menos foi isso que ouvi a Rosean Kennedy dizer na CBN, das organizações Globo.
Globo que é sócia da Folha, no Valor, diga-se de passagem, para não restar dúvida aos frequentadores deste sítio de que quem escreve essas mal traçadas é membro de organizações criminosas do maior quilate e tradição.

Tenho certeza de que até o final do ano a grande imprensa, cujo unico objetivo é a verdade, que só tem compromisso com o leitor e não com partidos políticos, publique com o devido destaque a solução da dúvida crucial.
Afinal, foi um Tsunami ou uma Marolinha?
Ou quem sabe só após as eleições?
Leio e comento no seu blog quase desde o início, eu acho, e cada vez admiro mais você, Sergio.
Um grande abraço.
Antonio, a ironia é uma boa arma, não desista dela. A imrpensa já vem publicando matérias sobre os tsunamis e marolinhas que afetam a economia mundial. A coisa está mais para maremoto mesmo, como se vê nos números do PIB. O que digo aqui é que criticaram, na imprensa o Lula, e muitos de boa fé, por acreditarem que ele não esstava dando a devida atenção à crise. E eu argumentava que era natural a tentativa dele de minimizar a coisa, para evitar as profecias auto-realizáveis. Não sei em que medida ele subestimou mesmo.
Mas vemos, nos jornalões, inúmeras matérias mostrando que a vitalidade do mercado interno está amenizando e comepnsando os efeitos da crise. O perigo, e nisso a Miriam está coberta de razão, é não aproveitar esse momento para assentar as bases para a recuperação mais adiante em melhores condições. Investimento. Inovação. Tecnologia. Ouço isso de gente do governo, preocupada com a estratégia de retomada.
Marcus, te agradeço muito. É a presença dos frequentadores do Sítio que me estimula e provoca. Abração.
Sergio, difícil acreditar em você.
Se você vem com um exemplo da Miriam Leitão, também te dou um.
Vá às manchetes agora.
Abra qualquer notícia sobre o "confronto" na USP. Tente encontrar as palavras "Governador José Serra". Hoje cedo, no "Jornal da Manhã" da Jovem Pan, o governador deu entrevista para dizer que a coisa vai piorar e que a política do BC é equivocada. Sobre a ordem à polícia para espancar estudante, NADA!
Agora abra no UOL e veja que "parentes das vítimas estão criticando o Presidente Lula por ainda não ter visitado pessoalmente as famílias". Também "cobram agilidade na expedição dos atestados de óbito". Mas os corpos nem foram reconhecidos ainda. Estão "cobrando do Ministro Tarso Genro que intervenha para agilizar a liberação dos papéis assim que os corpos forem identificados".
O presidente é um "desumano" que não presta solidariedade e o país tem uma legislação que não presta porque pode ser, quem sabe, talvez, que a burocracia eventualmente pode atrasar a emissão dos atestados.
Tenham dó!
A Míriam Leitão não é desonesta, é só fraca mesmo. Até hoje não conseguiu entender a questão do déficit da Previdência.
André, meu querido, agora entendo porque meus argumentos não te convencem. É que eles nem passam pelos seus olhos. Nem peciso tentar, ou abrir os jornais, dei de cara com esas palavras hoje cedo. Está lá, na primeira página do estadão: "o governador José serra não quis falar do caso; antes do confronto ele disse que a reitoria da USP pediu segurança...". E, na Folha, também na primeira página: "o governador José serra diz que o estado só cumpriu ordem judicial...".
O problema é que v. não parece querer imprensa isenta, e sim uma imrpesna partidária, mas com sinal trocado ao que você atribui à cobertura. Enquanto não ver uma diatribe contra o serra na primeria página, não vai ficar satisfeito.
Caro Sergio,
Até acho que as críticas à imprensa muitas vezes são exageradas. Não creio que exista um mega-complô contra A ou B (ou P ou T) como alguns blogueiros/comentaristas querem pintar.
Mas, por outro lado, acho que a grande imprensa erra feio por dois motivos principais:
1) Porque ignora ou pelo menos não dá o devido valor às novas tecnologias e aos seus novos usos e, consequentemente, ignora as transformações dos hábitos de seus próprios leitores. As demandas estão mudando muito e os jornais não estão acompanhando isto.
2) Porque ela coloca acima de seu dever de informar bem os seus próprios interesses corporativistas. É inegável que a grande imprensa é controlada por grupos poderosos, com conexões em outros setores, inclusive nas mais diversas esferas do governo. Estes barões (por egoísmo, ânsia de poder, má fé, etc. ) antes de mais nada querem preservar, se não aumentar, o seu domínio e parecem fazer isto a qualquer custo.
Assim, não acho que a grande imprensa sempre favoreça PSDB a PT ou que suas reportagens tenham sempre esta intenção, por exemplo. Acho que, quando necessário, ela favorece quem mais interessa e está disposto a "ajudar". Não significa que todo mundo, o tempo todo vai atuar em favor dos interesses de um jornal. Mas a Miriam não pode ser isenta de um exemplo por outro. Ela pode ter tido interesses outros numa ocasião, mas não significa que os terá sempre.
Aqui neste espaço, mais especulo do que argumento. Mas são tantos os exemplos nos últimos 30 anos contra esta imprensa que está aí que fica muito difícil defendê-la agora, independente dos motivos que motivaram-na.
Sergio,
O pessoal exagera muitas vezes com relação aos jornais. Considero, por exemplo, o Estadão um bom jornal, embora conservador. O Valor para mim é hoje o melhor jornal (claro, sou economista), que dá voz as diversas vertentes ideológicas, pelo menos no âmbito ecônômico e com bons colunistas, que se distinguem por não serem panfletários e possuirem capacidade analítica.
Isto dito, acho que muitas vezes a imprensa brasileira, mesmo que queira se posicionar a favor de A ou B, deveria deixar isto claro e não apelar para recurssos canalhas como publicação de fichas falsas do DOPS e coisas do gênero. Gostaria de ver sua opinião sobre como deveria ser coibido esse tipo de prática, se é que isso é possível.
No mais a questão da Petrobrás e do seu Blog me parece uma coisa menor, mas do interesse de jornalistas do que do público em geral.
Eu tinha reparado no Globo Online que a Miriam Leitão teve muito bom senso ao falar do resultado do PIB no último trimestre.
Eu acho a Miriam Leitão genial, só acho que ela ficou rancorosa com a vitória do PT em 2002 e ainda mais desiludida em 2006. A sensação que eu tenho é que por causa disso é que, para ela, o copo passou a estar sempre meio vazio.
Sds
Prezado, creio que muito das disputas quanto ao papel da imprensa ocorra por uma divergência ao que está na primeira linha de seu texto: "derrapadas", o que pressupõe que os jornais estejam sempre no caminho correto, e que os escorregões sejam involuntários (pois ninguém derrapa ou escorrega porque quer, não é mesmo?) A dúvida é saber se tal estardalhaço com relação ao PIB representa apenas mais uma "derrapada". O que me faz desconfiar de jornais como a FSP é que as derrapadas são freqüentes e quase sempre tombando para o mesmo lado direito da via. Ah, mas se tombassem para o lado esquerdo acharia melhor? Não, não acharia. Não acho bom brigar com a notícia com golpes seja de esquerda, seja de direita. Só não acho que tantas escorregadelas sejam frutos de movimentos involuntários.
Abraços,
Henrique.
SLeo. Sou jornalista também e estou cursando um máster em gestão de empresas de comunicação, portanto, essa discussão toda me interessa diretamente. Em primeiro lugar quero dizer que não sou nem um pouco safada nem sacana, muito menos golpista e confesso que fico agastada com o tratamento que o pessoal está nos dispensando por aqui na blogosfera.
Qto à Petrobrás, eu discordo um pouco de você. Se a empresa acha que deve divulgar o conteúdo de perguntas endereçadas a ela, com as respectivas respostas ou não, que divulgue. Se isso é uma boa prática, não penso que seja. Eu não faria isso. Pegou bem nesse caso pq a opinião pública, pelo menos a dessa amostragem que temos por aqui, está do lado da Petrobrás. Se fosse ao contrário, a empresa seria considerada no mínimo canalha.
O furo? Se ela revela que as tais perguntas partiram de tal jornalista de tal veículo já não estaria, de certa forma, caracterizado o furo? Depois, o furo interessa mesmo para nós, os leitores não estão nem um pouco preocupados com isso, essa é a verdade.
Por fim, é difícil mesmo defender a grande imprensa. Quase impossível. Há graves problemas, a começar pela própria desvalorização da nossa profissão. (Acho até graça qdo falam que eu temo pelo meu empreguinho - até parece que emprego de jornalista vale grande coisa. Ganharia mais e trabalharia menos fazendo outra coisa.)
Mas é aí que, na minha opinião, começa a confusão na cabeça das pessoas. Elas estão dirigindo todo o ódio que têm pela Veja, Estadão, Folha, Globo, etc. etc. etc, contra todos os jornalistas, contra toda forma estabelecida de comunicação. Além de estarem fascinadas pq podem escrever na web e serem lidas. Blogs são uma ótima forma de repercutir e debater seja lá o que for, de notícias a física nuclear. Mas não para produzir notícia. Quem diz isso não tem noção do que é fazer jornalismo.
acho melhor virarem o disco. a petrobras piscou primeiro:
"Perguntas dos jornalistas e respectivas respostas da Companhia continuarão a ser publicadas no blog e, a partir de hoje, por volta das 0:00h do dia da publicação da matéria, data que normalmente é informada pelo jornalista."
quanto a comentarista simone capozzi que escreveu:
"Além de estarem fascinadas pq podem escrever na web e serem lidas. Blogs são uma ótima forma de repercutir e debater seja lá o que for, de notícias a física nuclear. Mas não para produzir notícia. Quem diz isso não tem noção do que é fazer jornalismo."
sugiro que desista do seu mba e mude de profissão... já temos josnalistas anacrõnicos o suficiente.
rogério, que elementos você tem para assumir quer eu sou anacrônica e que devo mudar de profissão? na boa, não estou confrontando. estou conversando.
Não acho que a Petrobrás tenha "piscado" primeiro não, teve sim uma saída bem inteligente, preserva a possibilidade do repórter conseguir eventual furo ao mesmo tempo que torna público o inteiro teor de suas respostas no blog no mesmo dia de publicação da matéria no jornal, possibilitando aos interessados o cotejamento do que foi respondido pela empresa e o que foi publicado. Garanto que os editores dos jornais envolvidos vão ter mais cuidado com o que colocam à disposição do público leitor no que se refere a notícias sobre a Petrobrás.
rogério
se petrobras piscou ou não
é que menos importa
o que é importante
e que nos deixam tranquilos
é que
Sleosinho não perderá seu furinho
para um coleguinha atrevido
sérginho vá tomar um calmante no cozinha, vai!
Hehe. A voz da razão ecoou na empresa. Estou doido para ter oportunidade de apurar algo naquela área e aproveitar essa nova era de transparência.
Pedro, sou contrário a essa medicalização excessiva da vida contemporânea. O uso de remédios sem necessidade só faz bem à saúda da indústria farmacêutica. Curo gripe com banho gelado e chá de alho e limão (e demora a aparecer outra), troco vitaminas por uma alimentação balanecada e uma vida quando dá) esportiva. Sou contra calmantes, são um paliativo perigoso para o estresse da vida cotidian. Como todo medicamento, só atacam sintomas e provocam efeitos colaterais. Devia ver a excelente propaganda do Ministério da Saúde, que mostra como a palavra fármaco vem de veneno e como dependendo da dose, todo remédio é veneno mesmo.
Para se tanquilizar, sugiro a você yoga (sou do tempo da Yóga, desculpe se prefere Yôga), boa alimentação, exercícios respiratórios e sexo. Não comigo, claro. Jjá tenho par, obrigado..
Sérgio Léo,
Gosto muito do seu blog. Tenho, no entanto, percebido que você vem tentado amenizar a cobertura negativa da chamada grande imprensa em relação ao governo Lula. Existe, sim, uma má vontade! Aliás, como você mesmo apontou em “A fracassada política externa de Lula” a cobertura é, frequentemente, equivocada.
Não sei se por preconceito ou por causa de uma grande decepção com o governo após o vergonhoso episódio do Mensalão, mas a imprensa se recusa sistematicamente a fazer a cobertura do que está dando certo no governo Lula e não é só o Bolsa Família que eleva os índices de aceitação do governo. Isso é discurso da oposição! Lembro-me muito bem da campanha do PSDB em 2001 propagando, exatamente, o que, hoje, chamam de “esmola”.
A imprensa não pode cair na tentação de assumir o discurso da oposição, isso é um grave equívoco. Na recente cobertura da queda do PIB, como você mesmo disse: “A Folha, por idiossincrasia da cobertura, pintou os dois últimos trimestres como uma catástrofe, coisa feia mesmo, apavorante”.
O que lamento ao ler um jornal é que não tenho as informações que realmente explicam os bons resultados da economia brasileira. Por exemplo, nenhum jornal conta, em manchete, os efeitos do aumento do salário mínimo para um patamar recorde na história do Brasil (me ajuda, não sei a quantas anda a cotação do dólar) de quase US$ 250,00! E cá pra nós, não preciso um grande esforço de reportagem: é só perguntar para as nossas empregadas domésticas. A minha diz que tem certeza que se entrar outro governo os aumentos do salário vão ficar menores!
Recentemente estive no interior e pude constatar que várias ações do governo vêm aumentando a renda, a produção e o consumo interno no Brasil.
Mesmo correndo o risco de fazer propaganda oficial, cito o Programa de Aquisição de Alimento, o PAA, ligado ao Programa Fome Zero. Por meio do programa, a Conab garante a compra de até R$ 3.500,00 em alimentos por ano da agricultura familiar. Esses alimentos são destinados como um “plus” para a merenda escolar e também para abrigos, creches, etc.. Além disso, linhas de financiamento da Caixa e do BNDES garantem a compra de veículos para o transporte da produção das associações e cooperativas e, também, para a compra de equipamentos para a agroindústria. Em Registro no interior de São Paulo a cooperativa dos agricultores já tem até uma Central de Comercialização e já não dependem somente da Conab para vender seus produtos que são encaminhados para feiras e mercados da região. Outra coisa legal é que o governo patrocina ONGs para promover cursos de capacitação junto aos agricultores para que eles possam agregar valor aos produtos.
Nem tudo são flores, nem tudo dá certo, mas muitas experiências são bem sucedidas. Um dia desses, os leitores dos grandes jornais vão acordar e não vão ter idéia de como o Brasil cresceu. Nesse dia, vão questionar muito as informações que receberam. Numa certa medida, isso já está acontecendo. Você tem acompanhado os comentários dos blogs e sites de notícias?? É um exercício bastante interessante! Não é preciso fazer um jornalismo oficial, mas também não dá pra só noticiar o que está redondamente errado!
Excelente comentário, Fernandinha, obrigado. Como você nota, eu não deixo de apontr desvios que, na minha opinião, comprometem a qualidade dos jornalismo na grande imprensa. Se pareço tentar encobrir os problemas é, talvez, porque é tão grande e superficial o ataque a midia que, involuntariamente, quando se tenta mostrar que há exageros, se puxa demais para o outro lado.
O fato é que pode haver, em certos momentos, um espírito de crítica, animoosidade até, nas redações contra o governo. Mas eu acredito, e acho que muita gente nos jornais acredita, que o jornal não deve nem pode ser parcial; muita gente que você vê fazendo matéria enviesada o faz porque de fato acredita naquilo, não por uma conspitração a mando dos aptrões. O Alex Castro andou escrevendo no blogue dele uma coisa que muita gente pensa: que o jornalista escreve para atender aos patrões, que somos todos paus mandados. Isso não é verdade. A coisa é bem mais complexa.
Brigo, neste Sítio, por duas coisas: para que se continue fazendo uma crítica séria à imrpensa, e para que não se jogue todos os jornais e jornalistas num estereótipo negativo, que desestimular os bons e só incentiva os maus. Comentários como o seu ajudam esa briga. Volte sempre!