Vejo no blogue da minha amiga Patrícia Campos Mello comentários babujantes de gente que apoia o golpe de Estado contra o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Dois argumentos interessantes: ele atacou a Constituição e a sociedade hondurenha n]ão suporta mais o cara.
Mas, vejamos, o que ele fez mesmo? Ah, queria fazer um referendo, para ver se os hondurenhos topavam a reeleição, que a Constituição não prevê.
A Suprema Corte disse que não podia e ele queria fazer assim mesmo. Mas, peraí, se a sociedade hondurenha não queria vê-lo nem pintado, como o referendo poderia perpetuá-lo no poder, como dizem os defensores do golpe???
Oliveira, o canalha da redação, vem me socorrer. "Rapaz, a sociedade era contraa o cara, mas a escumalha estava toda com ele, esse pessoal sem nível nem para servir de garçon no country club de Paramaribo..."
O cara é capturado de pijamas, expulso do país sem processo e tem gente com cara de mogno para defender que a ameaça á democracia é a influência de Chávez no país. Esse pessoal anda tomando um martini de péssima qualidade. Ainda vão acabar engasgando com a azeitona.

Sergio, descobriram um disco gravado pelo oliveira, com direito a foto do mesmo na capa do LP:http://3.bp.blogspot.com/_QpXBJqPxhgI/ScxDVIqcumI/AAAAAAAAA2g/2Cg6RV1RD9o/s1600-h/img_2910-488x499.jpg
Tem algo quebvrado nesse link aí, carlos!
Eu li em algum lugar que este golpe foi preparado pela direita americana (McCain e alguns membros da diplomacia e CIA) à revelia do Barack. Se eu achasse este link....
Ok. tenta esse. Aliás, esse blog é uma delícia.
http://thetarnishedangels.blogspot.com/2009/03/convite-para-ouvir_26.html
Tenta esse. Aliás, esse blog é uma delícia
http://thetarnishedangels.blogspot.com/2009/03/convite-para-ouvir_26.html
Pois é, o triste é que como está sendo difícil encontrar mais informações sobre o que acontece por lá.
Grande abraço
Pessoal, o Zé laya estava propondo um plebiscito para saber se a população queria a instalação de uma assembléia constituinte. A história de que ele queria se perpetuar no poder foi divulgada por analistas "amigos" dos golpistas. E colou por causa do preconceito generalizado contra Chavez (aquele da ditadura nazista venezuelana...).
Golpe consumado
O golpe de Estado em Honduras pelo menos ajudou a sepultar a constrangedora campanha publicitária da “Gloriosa” iraniana. Sintomática e previsivelmente, os inimigos ocidentais de Ahmadinejad mostram-se cautelosos em relação à democracia hondurenha. Nem sempre a mitologia libertária serve a todos os interesses em jogo.
Resta pouco a acrescentar às origens e aos desdobramentos da deposição de Manuel Zelaya. Trata-se de uma reedição bem-sucedida do levante contra Hugo Chávez, de 2002, na Venezuela: imprensa, partidos políticos e associações empresariais unidos no levante autoritário, oscilações determinantes das Forças Armadas, letargia de grande parte da sociedade e algum belicismo das minorias atuantes.
Golpe de feitio tradicional, portanto, e também no discurso pseudo-legalista dos revoltosos. Sempre há perigos a combater, um interesse nacional a salvaguardar. Os comunistas de nosso 1964 viraram os atuais vilões do Eixo do Mal – substituídos, para o folclore tropical, pelo coronel venezuelano. E novamente a defesa da “democracia” serve como justificativa para destruí-la. O apoio popular legitima o golpe, não a mudança constitucional proposta por um presidente eleito. Governantes podem ser depostos, mas nunca reeleitos, pelo clamor das ruas.
Um aspecto incômodo da cobertura jornalística é a simpatia concedida aos silêncios (omissões?) de Barack Obama. As ambigüidades do episódio hondurenho sugerem cautela. Não há razões para acreditar que o governo dos EUA deixou de apoiar, direta ou indiretamente, sabotagens contra adversários. A proximidade dos golpistas com antigos funcionários da Casa Branca deixa pouco espaço para dúvidas.
Acusações inócuas e sanções paliativas alimentarão o antiamericanismo da população hondurenha, fortalecendo a posição do governo provisório e mantendo o chavista Zelaya afastado até as eleições de novembro. Eis a saída cômoda (e irrevogável) para os lados mais fortes envolvidos.
Um pouco menos por favor. Isso está tão bobo quanto a história de "golpe democrático".
Em Honduras não existe um moçinho ou pobre coitado (além do povo hondurenho, é claro, como o iraniano sempre tomando no lombo). Plebiscito para chamar assembléia constituinte é golpe.
Seqüestro de presidente de casa para remove-lo do poder tb é.
O Zelaya foi é tolo nos calculos dele, achou que poderia peitar o Supremo e o Congresso deles e dar um golpezinho mudando as regras do país fazendo uma constituição nova e mais a seu agrado. Bem, ele se deu mal, deram um golpe nele antes.
E não creio que o Zelaya tenha sido algum dia na vida dele "adversário" dos EUA, tanto que o governo dele teve apoio militar e remessas de dinheiro dos EUA como tantos antes. Para os EUA provavelmente bigodão ou sem bigodão tanto faz como tanto fez.
Pessoalmente acho que vai ser meio difícil explicar alguma intervenção em Honduras, inda mais quando estão por ai coisinhas como: a Líbia, o Irã, o Sudão, a Síria, a China...
Vejam a concepção do tal Leozílio: é golpe perguntar e pedir a todos os cidadãos que expressem livremente a sua opinião e desejo.
Porém, é legítimo o golpe que depôs, pela violência, um Presidente eleito democraticamente.
Esta é a lógica da direita. Quem quiser que aprenda.
Marcos Vitis
Acho que o Leozilio foi bem claro no raciocínio dele. Uma pergunta para você: se o governo golpista atual de Honduras realizar um plebiscito para que o povo escolha se o Zelaya deve voltar ou não, e o resultado for pela não volta dele, você irá considerar isso uma consulta democrática, fruto da opinião expressamente livre dos cidadãos?
Marcos Vitis,
lamento mas vc não deve ter lido direito o que eu escrevi. Está com todas as letras que eu considero ambos os lados errados.
E sim sempre vai ser golpe fazer uma constituição com outra em vigor. Será golpe, por exemplo, a tal constituinte exclusiva para reforma política que volta e meia falam em fazer por aqui. Por um motivo simples uma constituição impõe limites para o exercício do poder popular, para proteger tanto a democracia quanto as minorias, eu poderia explicar, mas pelo que vc falou acho que ia ser perda de tempo mesmo. Mas, vou tentar: Democracia e Direito exigem regras prévias e estáveis. A constituição é isso: um acordo prévio sobre como se poderá exercer poder. Pode ocorrer que uma sociedade mude tanto que precise de nova constituição, mas nem porque todo mundo quer, deixará de ser um golpe (uma ilegalidade) contra a antiga constituição em vigor sua reforma por meios não previstos.
Em especial no caso de Honduras. Lá o STF dele disse ser ilegal. O TSE deles disse ser ilegal. O Congresso também. As Forças Armadas pediram para não fazer... E o bigodão preferiu peitar todo mundo e fazer por ele mesmo contra tudo e todos. Isso é golpe e é ilegal. O correto seria ele ser acusado, julgado, condenado em impedimento e talvez mesmo preso. Mas, os "legalistas" (note as aspas marcos vitis, elas indicam ironia) preferiam dar um golpe nele.
Tem gente que chama este segundo golpe (o que se consumou) de "democrático". Eu disse que isso é uma bobagem, tão grande quanto a sua, diga-se.
Deu para vc entender agora?