cem anos

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Olá Laerte, como vai? Espero q vc esteja melhor da depressão profunda, pois infelizmente, pelo visto ela ainda não passou, né? Meu nome é Fernando, e estava eu ano passado na FLIP, quando fui trocar uma rápida idéia com seu filho Rafael depois da palestra dada por ele, onde perguntei de vc, se ainda duraria muito essa sua fase introspectiva, e ele não soube me responder... agora eu pergunto de novo: e VOCÊ Laerte? Sabe me dizer quando essa fase deprê/lunática vai acabar??? Não sei se vc lembra, mas escrevi pra vc há quase 3 anos reclamando das suas tiras, q estão muito, mas MUITO papo-cabeça mesmo, lembra? E vejo q absolutamente nada mudou desde lá, os “devaneios”continuam os mesmos... Inserir as “tiras- viagem”de vez em quando no jornal tudo bem, acho q é até válido pra dar uma quebrada no gelo, mas TODOS os dias, ao meu ver, já passou todos os limites do “haja saco”... e não falo da boca pra fora, já fiz uma enquete com muitas pessoas, e a maioria simplesmente não consegue entender o q vc quer dizer... muitas vezes pensei comigo: “poxa, será q EU é q sou tão burro assim?” mas concluí q não, suas tiras é q chegaram naquele ponto de criação em q as vezes nem o autor entende o q fez, saca? Mais uma vez suplico-lhe: será q já não é hora de dar um basta nessa seqüência “interminável” e voltar aquele estilo dos velhos piratas do Tietê? Vejo q vc está fazendo escola, e até outros grandes nomes das tiras na Folha, como Angeli, Fabio Moon e Gabriel Ba, estão te seguindo (como grande Guru q vc é), e tb entraram nessa seqüência de “viajens”intermináveis... pergunto PORQUE vc não pode voltar a fazer as velhas tiras simples e engraçadas como o impagável Gonzáles de níquel náusea? Ou o próprio Galhardo com Chico bacon? Por favor Laerte, seus fãs (como eu), imploram isso!!! Tiras de jornal tb foram feitas pra distrair e fazer rir, simplesmente isso... Volte a ser o velho Laerte q todos adoravam, deixe o limbo e venha para a luz novamente!!! Não quero nenhuma resposta daquele tipo “romance” de 2 páginas q vc me mandou da primeira vez, só peço para q vc reflita sobre isso q eu falei, ok?

Fernando parece-me um pobre homem.Procurando seu lugar, tentando se achar.
Não concordo com sua opinião. Gosto muito do trabalho atual do Laerte.
Laerte,é um artista super criativo e em constante evolução. suas tiras estão cada vez melhores e cheias de grande sacadas.
Essa tira mesmo que estamos comentando é uma prova disso.

Fernando.
Você não quer uma resposta-romance, não quer minhas tiras-cabeça, o que posso te oferecer?
Também faço enquetes, com respostas variadas.
Não estou feliz, mas tampouco estaria repisando as velhas estradas.
Beijo.

Laerte, te dou dois conselhos, como fã desde os tempo da chiclete com banana:

Continue sendo voce mesmo.

Não vá no papo-cabeça-insatisfeita do Fernando. A última coisa que um fã sincero faz é "cobrar" seu ídolo.

Fernando... fale por você..
esta fase do Laerte é genial

Eu acho que o Laerte deveria abrir um serviço de tiras por encomenda. Criar um 0800 onde você liga, pede a historinha que quiser e paga por ela. Pode pagar com dinheiro ou pagar sendo fã. Se ele nao entregar a tira em menos de uma hora o pedido sai grátis.

Em 1910, O Professor Evaristo Duarte Fontão foi enterrado com um exemplar do jornal de sua cidade, O Comércio do Jahu, embaixo do braço. 100 anos depois, um jornal velho, amarelado, foi encontrado, espetado em um galho de uma Cibipiruna na Praça da Matriz. A população ficou estarrecida ao saber que com 100.000,00 cruzeiros dava para comprar apenas um pãozinho, em 1910.

Fernando Zarcão é personagem seu, Laerte? Adorei o teaser, mal posso esperar pelos desenhos.

Laerte, acompanho suas tiras há muito e posso dizer, sem sombra de dúvidas, que esta é a fase que mais gosto! De fato, as tiras não são fáceis, tampouco óbvias. Demorei um pouco para apreciar (e depois viciar). São belas e possuem um lirismo próprio (e cruel) que, ao menos para mim, já inibe qualquer necessidade de encontrar algum "sentido". Obrigado, de verdade, por essas "iluminações".

Laerte, só queria dizer que eu e, aparentemente, muita gente que acessa este seu blog estamos aqui pra ver o que você tem pra mostrar.

É impossível agradar todo mundo, sempre vai ter alguém que não entendeu, ou que não gostou. Ou alguém que não entendeu e não gostou. Mas, todo esses viram. E alguns esperam ver mais, só pelo grande artista que você é, só pelo valor que os seus desenhos conquistaram nas nossas vidinhas anônimas.

Pelas suas poucas palavras diretas que eu já vi, e por todas as outras indiretas, dá pra perceber que você possui maturidade o suficiente pra saber tudo isso que eu escrevi e que outros leitores vão escrever em sua defesa, mas acho que nunca é ruim reforçar a idéia, né?

Continue sendo o Laerte, pois, seja lá o que isso significar, você o tem feito muito bem =)

Tambem odeio essa sua fase, Laerte. Odeio o quanto ela é GENIAL, odeio o quanto VOCÊ é genial. Tem algumas coisas que eu tambem não entendo, mas não me considero burro por não entender. E quando você acerta(varias vezes) é simplesmente maravilhoso.
Bom, é isso. Te odeio, Laerte.
Amém

Impressionante como ainda existem pessoas que não acreditam em evolução. Sem questionar a motivação desta nova fase criativa do Laerte, podemos simplesmente rechaçar o comentário do cidadão Fernando com algumas considerações. Também acho que inicialmente a nova fase ainda não tinha atingido a maturidade necessária, mas já faz algum tempo que ela está genial. Quem não consegue rir da fina ironia da série Debates - apresentei um trabalho de Semiótica na minha pós-graduação sobre uma destas tiras -, Muchacha, Intercâmbio, Moro..., Song Book entre outras, não pode sequer escrever um post aqui para criticar o trabalho deste cartunista. Por que fez uma pesquisa, quer dizer então que está habilitado a achar que várias pessoas não entendem as tiras e Laerte está errado? O que não falta em nosso país, infelizmente, são pessoas sem cultura que assistem BBB e coisa e tal que estão ávidas por responder questionários como este. Dúvido que quem leu a série Haiti, tragicômica (ou seria cômico-trágica), de forma comprometida ainda discuta a tal "nova fase", seja lá o que for e se existir, de Laerte como obscurantista. Laerte, mais uma vez, parabéns.

Polêmica! Polêmica!!
Leria os posts, mas são enormes e sou preguiçoso. Mas, na minha opinião, desde o começo passando pelos 3 amigos, os gatos e Overman até hoje; o Cara ainda é o melhor e não duvido disso nem um minuto. O Cara consegue ir do escracho total até tiras como essa e ainda ser engraçado, surpreendente, interessante... Fera!

Não entendi nada dessa ultima tira.

... passado cem anos, "a banana continua fresca"!

Todas suas fases são ótimas! Adorei a tira,como sempre. Beijos. ;*

Imagino que, com todo respeito à opinião do Fernando Zarcão ali em cima, independente da Fase que um artista esteja passando (o que na minha opinião, não tem nada a ver conosco), seu jeito de expressão é o que o define, torna os espectadores fãs e o marca na história! Em miúdos, Sua Genialidade transcende fases e épocas.

Claro que, pessoalmente, sinto falta do Overman... Mas a banana continua fresca!

Laertón, esse lance democrático é uma jossa. Faz que nem o Dahmer e acaba com os comentários. ;D

Ah, tá, o Fernando Zarcão é o centauro holandês!
Até que enfim acertei uma.

velho velho velho velho velho velho
quer sentar no banheiro de novo
e cagar lendo a chiclete com banana

se comportando como um verdadeiro tiozão do pavê
não é capaz de reconhecer a piada
nem entregue, nem explicada

pior. não reconhece ser ele próprio,
fernando zarcão
piada-pronta em forma de comentário
o brilhante imbecil
desprovido de talento e limpo
de qualquer depressão

como um pelé, um romário
laerton é levado nos ombros dos seus
pelo que faz em campo
já fernando zarcão leva uma caneta todo dia,
um chapéu por minuto
será sempre um zagueiro de merda.

e a gente é obrigado a defender nossos pelés, romários
independente se eles enchem a cara antes dos jogos,
fumem no vestiário, comem travestis, etc

Laerte é simplesmente o maior quadrinista vivo (e como!) do Brasil. Seus desenhos, tiras, quadrinhos são plenos de profundidade e sensibilidade únicas. É um privilégio poder assistir a um mestre em plena produção, no auge. Exigir felicidade dele é tão idiota quanto exigir felicidade de Kafka, Dostoiévski, Dalí, Picasso, Buñuel, Borges. E profundamente contraproducente, porque seu humor vem assim, de várias formas, nos surpreende com a infinitude de possibilidades! Quantas risadas recentes eu já dei com ele! Quantos momentos de introspecção, de descoberta, de epifania até, foram causados por seu traço! Gostaria de aproveitar esse pequeno post para agradecer o fantástico convívio diário por meio de seu trabalho iluminador, agradecer a coragem de enfrentar a impossível tarefa de compreender o próprio enigma da condição humana.

Mano, como tem reaça nesse mundo!

Além do mais, quem vê mais graça no chico bacon que nas tirinhas do laerte deve andar bem mal da cabeça...

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