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Seguindo em movimento uniformemente acelerado nas pegadas da primeira edição, o segundo número de TERRA INCOGNITA começa com um conto cormac-mc-carthy-krav-magá: Agora e Na Hora de Nossa Morte, de Octavio Aragão, designer, ilustrador e criador do shared universe Intempol, não é para fracos. Mesmo. Leia por sua conta e risco.

O segundo conto é O Planeta Negro, flash fiction de Ana Cristina Rodrigues. Atual presidente do CLFC e editora do SOMNIUM, um dos mais antigos e conceituados zines de FC do Brasil, agora exclusivamente na Web, Ana Cristina nos traz uma visão black-hole-sun do amor e suas conseqüências em poucas (e duras e poéticas) palavras.

O terceiro conto traz outro escritor de volta da Zona Fantasma: o alistair-crowley-alan-mooreano Lucio Manfredi, escritor e co-roteirista das minisséries globais " A Casa das Sete Mulheres" e "Um Só Coração" e autor da novela cyberpunk e do romance Abismos do Tempo. Infelizmente, suicidou seu blog O Franco-Atirador, mas ressuscitou no dia seguinte (pra que três dias, afinal?) e se juntou ao coletivo Anoitan.

Fechamos a edição com uma resenha de Accelerando, clássico pós-cyber de Charles Stross, que de quebra é entrevistado por Jacques Barcia. A novela Lagostas, traduzida por Ludimila Hashimoto (a excelente tradutora de A Voz do Fogo, de Alan Moore) é a primeira do romance fix-up Accelerando, que pode ser lido de graça na Web no original aqui - e que temos o prazer de publicar pela primeira vez no Brasil.

Até o mês que vem!


-- Os Editores


Sumário desta Edição:

Agora e Na Hora de Nossa Morte - Octavio Aragão
O Planeta Negro - Ana Cristina Rodrigues
O Abissal - Lucio Manfredi
120... 150... 200 Petabits por Segundo (resenha - Accelerando) - Jacques Barcia
Entrevista - Charles Stross
Lagostas - Charles Stross


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Editorial

A primeira edição de TERRA INCOGNITA foi estranha.
Muita gente nos deu feedbacks positivos. Alguns, feedbacks negativos (que aceitamos e agradecemos); mas uma parcela significativa dos leitores não entendeu todos os contos.
E isso é ótimo.
A ficção científica no Brasil andou por muito tempo acomodada, dentro de uma zona de conforto crepuscular (uma twilight comfort zone, poderíamos dizer) onde reinaram os contos-clichê, as histórias de viagem no tempo onde alguém sempre viaja para impedir que alguma coisa aconteça, e as velhas histórias de final-surpresa (surpresa que só surpreende quem nunca leu nada do gênero), do tipo "e ele era um robô".
Todos já vimos esse filme (e lemos esse conto), certo?
Um exemplo concreto do que queremos?
Quando vi Os Doze Macacos, de Terry Gilliam, pela primeira vez no cinema, tive uma epifania. Uma experiência místico-cultural. Por quê? O tema de abertura, pela primeira vez na história da FC, era um TANGO de Astor Piazzolla, e não uma Marcha do Império (nada contra, que nós também gostamos - mas que foi muito bom ver algo diferente e que mexeu com a gente, ah, isso foi.)
Nada contra quem gosta do arroz-com-feijão. Mas aqui dificilmente vocês vão encontrar esse tipo de história. A idéia aqui é justamente oferecer aquilo que vocês não conhecem. Autores e textos novos e diferentes. Inteligíveis; sim, claro - mas não necessariamente segundo o padrão Globo de qualidade ou o padrão Best-seller. Nós queremos mais e melhor. E não temos medo de ir à luta.
Quem se arriscar a percorrer com a gente a nobre senda multifacetada do Estranhamento Cognitivo de Viktor Chklóvski e Darko Suvin não se arrependerá.

Fábio Fernandes e Jacques Barcia

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